A venda de aeronaves Boeing para a China está prestes a ser finalizada, após um longo hiato desde 2017. As negociações envolvem não apenas a quantidade de jatos, mas também os modelos e prazos de entrega. As partes ainda ajustam os termos finais, que dependem da resolução de tensões comerciais entre os EUA e a China, um desafio contínuo desde a administração Trump.
O impacto dessa venda é significativo, uma vez que a China é um dos maiores mercados de aviação do mundo. Com a demanda crescente por novas aeronaves, as companhias aéreas locais já estão avaliando suas necessidades, o que pode beneficiar tanto os EUA quanto a China. As encomendas da Boeing são uma peça chave na diplomacia comercial, buscando equilibrar descompassos nas relações comerciais.
Diante de um setor aéreo em expansão, a Boeing pode ajustar suas entregas para atender clientes estratégicos. A aproximação do acordo traz expectativa ao mercado sobre o futuro das relações comerciais entre os dois países. Os últimos anos mostraram a hegemonia da Airbus na China, mas agora a Boeing almeja reconquistar espaço, esperando um desfecho positivo para essa negociação.
A venda de aeronaves Boeing para a China está prestes a ser finalizada, marcando o fim de um período sem novos acordos desde 2017, durante a administração de Donald Trump. As informações foram divulgadas por fontes familiarizadas com as negociações, indicando que um acordo de grande escala está em vias de ser concluído, após anos de discussões e preparativos.
As partes ainda estão em fase de negociação dos termos finais, que incluem detalhes sobre os modelos de aeronaves, a quantidade exata e os prazos de entrega. A concretização dessa venda de aeronaves Boeing depende da resolução de tensões comerciais entre os EUA e a China, um fator que tem sido um desafio desde o início do mandato de Trump.
Autoridades chinesas já iniciaram consultas com as companhias aéreas locais para avaliar suas necessidades de novas aeronaves Boeing. A escala da potencial venda de aeronaves Boeing é comparável a um pedido similar de até 500 jatos que a China planeja fazer à Airbus SE.
A Boeing espera que essa venda de aeronaves Boeing seja um ponto crucial em um acordo comercial que beneficie tanto os EUA quanto a China, após um período de negociações complexas. Houve uma tentativa de anúncio em 2023, mas as discussões entre Joe Biden e Xi Jinping em São Francisco não resultaram em um acordo final.
A situação da Boeing na China foi impactada pela saída de Alvin Liu, seu principal executivo no país, que possuía fortes conexões governamentais. Carol Shen foi designada como presidente interina da Boeing China, segundo informações de fontes internas.
Em resposta a esses desenvolvimentos, as ações da Boeing apresentaram um aumento de menos de 1% em Nova York, em um dia de queda para a maioria das empresas do índice Dow Jones Industrial Average. As ações da empresa já subiram 27% este ano, impulsionadas pela recuperação sob a liderança da CEO Kelly Ortberg.
As encomendas de aeronaves Boeing têm sido um elemento importante na diplomacia dos EUA, com acordos sendo usados para reduzir desequilíbrios comerciais com outros países. Os EUA e a China têm realizado várias rodadas de negociações para reduzir tarifas, mas ainda não alcançaram um acordo comercial definitivo.
Espera-se que Xi Jinping convide Trump para visitar a China, possivelmente no final de outubro, antes da cúpula de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico na Coreia do Sul. Para a China, a venda de aeronaves Boeing garantiria acesso a slots de entrega, que são difíceis de obter tanto da Boeing quanto da Airbus, com a produção já esgotada até 2030.
A China é o segundo maior mercado de aviação do mundo, e sua frota comercial deve dobrar nos próximos 20 anos, chegando a 9.755 aviões, um número que a fabricante chinesa Comac não conseguiria suprir sozinha. Apesar da alta demanda, a Boeing pode ter flexibilidade em seu cronograma de entregas para acomodar clientes estratégicos, conforme apontado pela analista Sheila Kahyaoglu da Jefferies.
A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China consultou recentemente as companhias aéreas chinesas sobre suas necessidades de aeronaves. As negociações se concentraram na série 737 Max, o popular jato de corredor único da Boeing, indicando um possível grande pedido.
O último acordo da Boeing com a China foi em novembro de 2017, durante a visita de Estado de Trump, totalizando encomendas de 300 aeronaves, avaliadas em US$ 37 bilhões. Em 2018, as entregas da Boeing na China atingiram o pico, com um quarto de seus jatos indo para o país.
Desde 2019, a Airbus tem liderado as vendas e entregas para a China, após a suspensão dos voos do 737 Max pelas autoridades chinesas devido a dois acidentes. A Boeing registrou apenas 30 encomendas de empresas chinesas desde 2019. A CEO Ortberg expressou otimismo em janeiro de que as negociações com a China trariam resultados em breve.
Com a aproximação da conclusão do acordo para a venda de aeronaves Boeing, o mercado de aviação aguarda os próximos passos, observando como essa negociação impactará tanto a Boeing quanto as relações comerciais entre os EUA e a China.
Via InvestNews