Diante da iminência do Tarifaço de Trump, o governo brasileiro mudou sua postura e se dispôs a negociar com as _big techs_. O objetivo é tentar adiar ou reverter a sobretaxa de 50% sobre as importações brasileiras anunciada por Donald Trump. Essa mudança envolve a regulamentação das redes sociais e concessão de benefícios fiscais.
O vice-presidente Geraldo Alckmin se reuniu com executivos da Meta, Google, Amazon, Apple, Visa, Mastercard e Expedia. Foi o segundo encontro desde o anúncio do tarifaço. As plataformas apresentaram uma lista de demandas que serão negociadas em uma mesa de trabalho.
O governo Lula antes defendia que a regulamentação das _big techs_ era um tema interno e inegociável. A proximidade do Tarifaço de Trump fez o governo sinalizar a disposição em negociar. O gesto visa mostrar que o Brasil está aberto ao diálogo.
Integrantes do governo acreditam que os interesses das _big techs_ influenciaram a decisão de Trump. Essas empresas têm forte influência na Casa Branca. Apesar das conversas, é improvável que Trump recue antes do início das tarifas.
As negociações com as _big techs_ são as que mais avançaram. Um representante do Departamento de Comércio norte-americano participou do encontro. As plataformas se queixaram da decisão do STF de ampliar a responsabilização das redes.
O governo sinalizou que algumas demandas podem ser discutidas em duas propostas. Uma delas é um projeto de lei sobre regulação de conteúdo, com foco em crimes virtuais. A outra proposta trata da regulação financeira e de medidas antitruste.
Outra demanda das _big techs_ está relacionada aos _data centers_. A Fazenda concluiu uma medida provisória que cria a Política Nacional para os _data centers_. A proposta inclui isenção total de impostos federais na aquisição de componentes.
O Brasil é considerado estratégico por ter fontes de energia limpa e barata. As _big techs_ cobram agilidade na apresentação da Política Nacional de _data centers_. Elas querem os mesmos incentivos dados às empresas chinesas.
As plataformas mencionaram a possibilidade de o Brasil taxar as _big techs_. O governo não garantiu que isso não acontecerá. O secretário da Fazenda avisou que qualquer decisão será tomada após diálogo prévio. Empresas de cartão criticaram o Pix, mas o tema não entrará na mesa de negociação.
Via G1