Brasil abre espaço para negociação sobre regulamentação de big techs

Governo brasileiro aceita negociar com big techs para evitar tarifas e apresenta pontos em discussão.
30/07/2025 às 16:04 | Atualizado há 8 meses
               
Tarifaço de Trump
Alckmin negocia com gigantes digitais; impacto no tarifaço Trump e Brasil-EUA. (Imagem/Reprodução: G1)

Diante da iminência do Tarifaço de Trump, o governo brasileiro mudou sua postura e se dispôs a negociar com as _big techs_. O objetivo é tentar adiar ou reverter a sobretaxa de 50% sobre as importações brasileiras anunciada por Donald Trump. Essa mudança envolve a regulamentação das redes sociais e concessão de benefícios fiscais.

O vice-presidente Geraldo Alckmin se reuniu com executivos da Meta, Google, Amazon, Apple, Visa, Mastercard e Expedia. Foi o segundo encontro desde o anúncio do tarifaço. As plataformas apresentaram uma lista de demandas que serão negociadas em uma mesa de trabalho.

O governo Lula antes defendia que a regulamentação das _big techs_ era um tema interno e inegociável. A proximidade do Tarifaço de Trump fez o governo sinalizar a disposição em negociar. O gesto visa mostrar que o Brasil está aberto ao diálogo.

Integrantes do governo acreditam que os interesses das _big techs_ influenciaram a decisão de Trump. Essas empresas têm forte influência na Casa Branca. Apesar das conversas, é improvável que Trump recue antes do início das tarifas.

As negociações com as _big techs_ são as que mais avançaram. Um representante do Departamento de Comércio norte-americano participou do encontro. As plataformas se queixaram da decisão do STF de ampliar a responsabilização das redes.

O governo sinalizou que algumas demandas podem ser discutidas em duas propostas. Uma delas é um projeto de lei sobre regulação de conteúdo, com foco em crimes virtuais. A outra proposta trata da regulação financeira e de medidas antitruste.

Outra demanda das _big techs_ está relacionada aos _data centers_. A Fazenda concluiu uma medida provisória que cria a Política Nacional para os _data centers_. A proposta inclui isenção total de impostos federais na aquisição de componentes.

O Brasil é considerado estratégico por ter fontes de energia limpa e barata. As _big techs_ cobram agilidade na apresentação da Política Nacional de _data centers_. Elas querem os mesmos incentivos dados às empresas chinesas.

As plataformas mencionaram a possibilidade de o Brasil taxar as _big techs_. O governo não garantiu que isso não acontecerá. O secretário da Fazenda avisou que qualquer decisão será tomada após diálogo prévio. Empresas de cartão criticaram o Pix, mas o tema não entrará na mesa de negociação.

Via G1

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