A atividade industrial da China apresentou retração pelo quarto mês consecutivo em julho, conforme apontou uma pesquisa oficial divulgada recentemente. Esse desempenho sugere que o aumento nas exportações, observado antes da elevação das tarifas pelos Estados Unidos, perdeu força, enquanto a demanda interna permanece em ritmo lento.
O Índice de Gerentes de Compras (PMI) registrou uma queda para 49,3 em julho, comparado com 49,7 em junho, de acordo com dados divulgados pela Agência Nacional de Estatísticas. Esse resultado ficou abaixo da marca de 50, que delimita o crescimento da contração, e também da previsão de 49,7 em uma pesquisa da Reuters. Este foi o menor índice desde abril.
Apesar do acordo entre autoridades norte-americanas e chinesas para buscar uma prorrogação da trégua tarifária de 90 dias, a segunda maior economia do mundo ainda enfrenta desafios como excesso de capacidade em setores importantes, fragilidade persistente no mercado imobiliário e demanda fraca por parte das famílias.
Xu Tianchen, economista sênior da Economist Intelligence Unit, destacou que “é provável que o ímpeto das exportações diminua após a dramática antecipação no primeiro semestre”. No entanto, ele apontou um ponto positivo para a China, que não terá uma vantagem de custo significativa após a imposição de tarifas de 15% a 20% por Trump sobre outros parceiros comerciais importantes.
A pesquisa também revelou que o subíndice de novos pedidos de exportação permaneceu em contração pelo 15º mês consecutivo, com uma queda de 47,7 em junho para 47,1 em julho. Além disso, as novas encomendas totais entraram em contração após um período de expansão em junho, indicando uma demanda interna ainda fraca.
O PMI não manufatureiro, que abrange serviços e construção, também apresentou uma queda, passando de 50,5 em junho para 50,1 em julho. Essa foi a menor leitura desde novembro, sinalizando um enfraquecimento generalizado da atividade industrial da China.
Via Money Times