Israel planeja assumir controle na Cidade de Gaza

Israel se prepara para controlar a Cidade de Gaza em meio a tensões com o Hamas. Confira os detalhes dessa decisão.
08/08/2025 às 15:21 | Atualizado há 6 meses
               
Controle da Cidade de Gaza
Expansão das operações desafia conselhos do comando militar local. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

O Gabinete de Segurança de Israel aprovou um plano para expandir a ação militar na Faixa de Gaza. A decisão, contrária ao parecer do comando militar, visa retomar o controle da Cidade de Gaza. O Hamas, em contrapartida, declarou que resistirá a essa ofensiva, alertando sobre a complexidade de uma possível batalha.

O primeiro-ministro Netanyahu enfatizou que a operação busca garantir a segurança israelense e remover o Hamas do poder. Os princípios estabelecidos incluem desarmar o Hamas e permitir a libertação de reféns. A ONU, no entanto, aponta para uma crescente crise humanitária na região, com milhares sem acesso a alimentos e com riscos elevados de mortes.

Civis expressam temor diante da possibilidade de novas operações militares, prevendo impactos diretos em suas vidas. Netanyahu não almeja controle permanente sobre Gaza, sugerindo a entrega do poder a forças árabes. Contudo, a exclusão da Autoridade Palestina do governo civil pode complicar a situação e a busca por soluções diplomáticas.
O Gabinete de Segurança de Israel aprovou um plano de Benjamin Netanyahu para expandir a ação militar na Faixa de Gaza, decisão que divergiu da recomendação de seu comando militar. O gabinete declarou que o exército israelense se prepara para assumir o Controle da Cidade de Gaza. Em resposta, o Hamas afirmou que resistirá a qualquer ofensiva israelense, alertando que não será uma tarefa fácil.

Netanyahu declarou que a operação tem como objetivo garantir a segurança de Israel, remover o Hamas do poder e permitir o retorno dos reféns. Após a reunião, o gabinete estabeleceu cinco princípios para encerrar a guerra: desarmar o Hamas, libertar os reféns, desmilitarizar Gaza, estabelecer o controle de segurança israelense sobre o enclave e criar uma administração civil alternativa que não seja o Hamas ou a Autoridade Palestina. O anúncio evitou mencionar a tomada total da Faixa de Gaza, plano previamente declarado por Netanyahu.

O exército israelense controla aproximadamente 75% de Gaza, enquanto a ONU alega que mais de 86% da área está dentro da zona militarizada israelense ou sob ordens de evacuação. A principal área fora do controle israelense é uma faixa costeira que se estende da Cidade de Gaza até Khan Younis, onde muitos palestinos se abrigam. O gabinete de Netanyahu declarou que o exército se prepara para assumir o Controle da Cidade de Gaza, ao mesmo tempo em que fornece ajuda humanitária à população civil fora das zonas de combate.

Para os civis em Gaza, a possibilidade de uma operação ampliada aumentou o receio de mais mortes e da piora das condições de vida. A crise humanitária é grave, com muitos sem comida por dias. Muitos residentes foram deslocados várias vezes, e mais de 60 mil morreram, segundo autoridades locais de saúde. Mukhlis al-Masri, residente de Gaza, expressou preocupação com uma possível “matança incalculável” caso as áreas densamente povoadas sejam ocupadas.

O exército israelense pode levar dias ou semanas para convocar as forças de reserva necessárias para avançar na Cidade de Gaza e permitir a evacuação forçada de milhares de palestinos das áreas de combate. Se o governo decidir avançar, o exército acredita que pode tomar as partes restantes de Gaza em meses.

Netanyahu declarou que Israel não busca autoridade permanente sobre Gaza e quer entregar o controle para forças árabes. Estados árabes podem concordar em participar de uma força internacional, possivelmente cuidando da segurança e da administração, com a aprovação da Autoridade Palestina. A insistência do gabinete de segurança israelense em excluir a Autoridade Palestina de qualquer governo civil pode dificultar o engajamento internacional para o plano.

O Hamas declarou que ocupar a Cidade de Gaza e evacuar seus moradores constituiria um novo crime de guerra, alertando que tal ação terá um preço alto. Os militantes não detalharam como responderão, mas resistiram a pedidos de rendição e continuam recrutando novos combatentes.

O chefe do Estado-Maior do exército israelense, tenente-general Eyal Zamir, está entre os que se opõem ao plano de Netanyahu, preocupado com os riscos aos reféns e a sobrecarga dos recursos e tropas. Miroslav Jenca, da ONU, alertou que operações militares ampliadas podem causar consequências catastróficas para milhões de palestinos e colocar em risco a vida dos reféns.

Via InfoMoney

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.