O mercado de telecomunicações está agitado com a venda da Ligga Telecom. Nelson Tanure, que comprou a empresa em 2020, está em busca de novos compradores. O valor estipulado para a venda é de aproximadamente R$ 2,5 bilhões, semelhante ao montante investido durante a privatização da antiga Copel Telecom.
A necessidade de investimentos está entre os principais fatores que motivam a venda. A Ligga precisa aplicar mais de R$ 1 bilhão até 2029 para atender às exigências de infraestrutura da rede 5G. O processo está sendo gerido pelo banco de investimentos Rothschild & Co., em um cenário onde a expansão das operadoras está em alta.
Além disso, Nelson Tanure renunciou ao conselho da empresa, o que indica um distanciamento da gestão. A Ligga Telecom já se expandiu ao incorporar outras operadoras, aumentando sua cobertura. Com o mercado em expansão, a venda pode representar novas oportunidades para a empresa e para os investidores.
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O mercado de telecomunicações está agitado com a possível venda da Ligga Telecom. Nelson Tanure, o empresário por trás da operadora, está buscando compradores para a empresa que adquiriu em 2020. A Ligga Telecom foi colocada à venda por cerca de R$ 2,5 bilhões, um valor similar ao investido na época da privatização da antiga Copel Telecom.
A decisão de Tanure ocorre em um momento crucial, já que a empresa precisa investir mais de R$ 1 bilhão até 2029 para cumprir as obrigações de infraestrutura da rede 5G. O banco de investimentos Rothschild & Co. está gerenciando o processo de venda.
A venda da Ligga Telecom ganha destaque após a renúncia de Nelson Tanure ao conselho de administração da empresa, um movimento interpretado como um afastamento da gestão. Desde a sua privatização, a Ligga expandiu sua atuação ao incorporar operadoras como Sercomtel, Horizons e Nova Fibra, aumentando sua cobertura no Paraná e em outras regiões estratégicas.
Em 2023, a Ligga buscou fortalecer sua imagem ao fechar um contrato de R$ 200 milhões para nomear o estádio do Athletico Paranaense, porém, o acordo foi encerrado em junho de 2025 devido a disputas.
No primeiro trimestre de 2025, a Ligga Telecom registrou um prejuízo líquido de R$ 15,3 milhões, um aumento de 21% em relação ao ano anterior. Apesar disso, a receita líquida cresceu 18%, atingindo R$ 160,6 milhões, e o Ebitda ajustado alcançou R$ 85,4 milhões, um aumento de 35%. A dívida líquida da empresa subiu para R$ 871,7 milhões.
A venda da Ligga Telecom acontece em um mercado onde grandes operadoras estão retomando seus planos de expansão através de aquisições. A Vivo, por exemplo, está negociando a compra da Desktop, enquanto empresas como Unifique, Brisanet e Alloha continuam sendo importantes provedores regionais de internet.
As redes neutras, que fornecem infraestrutura de fibra para diversas operadoras, também estão em ascensão. Casos como a V.tal, que já negociou com Tanure, e a FiBrasil, da Vivo, demonstram o interesse do setor nesse tipo de ativo.
Os compromissos assumidos no leilão do 5G em 2021 são um ponto crucial na venda da Ligga Telecom. A operadora possui licenças para atuar em regiões como Paraná, São Paulo e estados da Região Norte. Para cumprir as metas estabelecidas pela Anatel, será necessário instalar cerca de 800 antenas em 300 cidades entre 2026 e 2029, ampliando a cobertura para quase metade da população brasileira.
Diante desse cenário, a venda da Ligga Telecom pode representar uma nova fase para a empresa, com a entrada de um novo grupo que possa impulsionar os investimentos necessários para a expansão da rede 5G e o cumprimento das metas regulatórias.
Via Tecnoblog
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