Vitória aprova política permanente de ciência e inovação para impulsionar o desenvolvimento tecnológico
A Câmara Municipal de Vitória aprovou o Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação, criado para incentivar o desenvolvimento tecnológico e a geração de empregos na cidade.
A nova lei substitui normas antigas e estabelece um sistema municipal que integra universidades, empresas e startups, com foco em seis áreas principais como produtividade e sustentabilidade.
O projeto prevê incentivos fiscais, financiamentos e um sandbox regulatório para testar inovações. Agora, o texto segue para sanção do prefeito, que definirá os setores beneficiados.
A Câmara Municipal de Vitória aprovou o Projeto de Lei nº 111/2025 que institui o Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação na cidade. O texto, elaborado pelo vereador Pedro Trés (PSB), atualiza a legislação anterior para criar um sistema municipal focado em incentivar o desenvolvimento tecnológico, gerar empregos e melhorar os serviços públicos.
A lei substitui normas antigas e busca alinhar Vitória à legislação nacional, promovendo a integração entre universidades, empresas, startups e o setor público. Ela prevê a criação de um sistema com programas e ações em seis áreas principais: aumento da produtividade, geração de renda, qualificação profissional, melhorias nos serviços, desenvolvimento sustentável e bem-estar social.
Diversos mecanismos foram previstos, como subvenções, financiamento, incentivos fiscais, bolsas e bônus tecnológicos. Também será possível oferecer encomendas tecnológicas e usar as compras públicas para estimular empresas inovadoras locais. A lei ainda prevê participação em empreendimentos e criação de fundos de investimento para inovação.
Um destaque é o sandbox regulatório, que permitirá testar produtos e serviços inovadores com regras flexíveis antes da regulamentação final, diminuindo custos e acelerando processos. A legislação determina prioridade para regiões menos desenvolvidas da cidade e favorece empresas locais nas compras públicas, desde que atendam critérios de preço e qualidade.
O projeto beneficia também inventores independentes, que poderão solicitar adoção de suas invenções por instituições científicas mediante prova de pedido de patente ou registro.
Agora, a lei segue para sanção do prefeito, que terá 120 dias para regulamentá-la, definindo os setores que receberão os incentivos.
Advogado Nelson Wilians solicita liberação de R$ 3,5 milhões para pagar dívidas fiscais
O advogado e influencer Nelson Wilians solicitou ao STF a liberação de valores bloqueados para quitar cerca de R$ 3,5 milhões em dívidas fiscais. O pedido visa permitir o pagamento de tributos como IR, PIS, Cofins, FGTS e contribuições previdenciárias.
A defesa alega dificuldades financeiras após o bloqueio de contas, que afetou o escritório e os compromissos essenciais do profissional. Nelson Wilians nega irregularidades e busca provar sua inocência nas investigações relacionadas ao escândalo da farra do INSS.
O advogado e influencer Nelson Wilians solicitou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça a liberação de valores bloqueados para quitar cerca de R$ 3,5 milhões em dívidas fiscais. O pedido ocorre em meio às investigações que envolvem o chamado escândalo da “farra do INSS”.
De acordo com documentos encaminhados ao STF, Wilians descreveu um cenário financeiro difícil após o bloqueio de suas contas e bens, que impactou o funcionamento de seu escritório. A defesa requer o desbloqueio total dos recursos ou a liberação parcial, exclusivamente para o pagamento de tributos atrasados, como Imposto de Renda, PIS, Cofins, FGTS e contribuições previdenciárias.
O advogado argumenta que os valores bloqueados ultrapassam os limites inicialmente fixados pela Justiça. Como consequência, houve cortes em despesas e a priorização de compromissos essenciais, incluindo salários e fornecedores. A impossibilidade de regularizar a situação tributária pode acarretar novas penalidades legais e comprometer contratos vigentes.
O caso está inserido no contexto das investigações sobre supostas fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Nelson Wilians nega irregularidades e aposta na Justiça para comprovar sua inocência.
Este episódio mantém o tema das fraudes no INSS em evidência, com acompanhamentos constantes de comissões parlamentares e ações judiciais.
The Madison: entenda o desfecho da série e sua surpreendente reviravolta
A série The Madison, criada por Taylor Sheridan, encerrou sua primeira temporada com um desfecho marcante. A trama gira em torno de uma família enfrentando a perda após um acidente de avião em Montana. Stacy, a esposa de Preston, toma uma decisão inesperada ao deixar a cidade para recomeçar no interior.
O enredo integra temas de amor, luto e relações familiares, com destaque para o desenvolvimento da filha Abigail. A surpresa no final da temporada foi mantida em segredo pelo elenco e criador, preparando o terreno para os próximos capítulos.
Essa reviravolta impacta diretamente os rumos da série, prometendo aprofundar o drama na segunda temporada já confirmada. A mudança de Stacy sinaliza uma nova fase na narrativa, que continuará explorando as consequências dessa escolha.
A série The Madison, criada por Taylor Sheridan, finalizou sua primeira temporada no último sábado (21) após seis episódios. A trama acompanha uma família marcada pela tragédia que busca novas paisagens para lidar com a dor. Intercalando cenas entre Montana e Nova York, o enredo investiga temas como amor e luto.
O roteiro abre com a morte de Preston Clyburn (Kurt Russell) e seu irmão Paul (Matthew Fox), que morrem em um acidente de avião em meio a uma tempestade. Preston, que vive em Nova York, tenta conciliar seu trabalho com o relacionamento de quase 40 anos com a esposa Stacy (Michelle Pfeiffer). Após o acidente, Stacy reúne a família para Montana, local do ocorrido, iniciando o processo de enfrentamento do luto e as tensões entre membros acostumados à vida urbana.
A série também destaca o desenvolvimento da filha Abigail (Beau Garrett), que, passando por um divórcio, encontra um novo interesse amoroso no xerife local. No desfecho, Stacy opta por enterrar Preston em Madison Valley, a região amada por ele, e surpreende ao deixar a cidade sem avisar ninguém, revelando sua mudança para o interior. A cena final mostra Stacy dormindo perto da lápide do marido, sinalizando a transição definitiva em sua vida, com impacto previsto para a segunda temporada já confirmada.
O elenco e criador mantiveram certo mistério sobre o desfecho, com ajustes de última hora revelados apenas após o público ter assistido. Essa reviravolta prepara o caminho para o próximo ciclo da série, que promete explorar as consequências dessa decisão.
5 doramas com Ahn Hyo-seop disponíveis para streaming
O ator sul-coreano Ahn Hyo-seop tem ganhado destaque em doramas disponíveis em serviços como Netflix e Rakuten Viki. Entre os títulos estão “Pretendente Surpresa”, “O Tempo Traz Você pra Mim” e “O Abismo Mágico”.
Estes doramas variam entre comédia romântica, drama e mistério, mostrando a versatilidade do ator. As séries apresentam notas altas no IMDb e conquistam fãs pelo enredo e atuações.
Além das produções mencionadas, há “Dr. Romântico” e “Céu Vermelho”, que exploram temas médicos e históricos, respectivamente. Ahn também participou da animação “Guerreiras do K-pop” na Netflix, trazendo sua voz em um papel marcante.
O ator sul-coreano Ahn Hyo-seop tem ganhado espaço no cenário dos doramas, com títulos disponíveis em serviços como Netflix e Rakuten Viki. Entre suas produções está “Pretendente Surpresa” (2022), uma comédia romântica em que uma mulher se passa por amiga em um encontro às cegas e acaba apaixonada por um jovem CEO pressionado para casar. O dorama tem nota 8.1 no IMDb.
Em “O Tempo Traz Você pra Mim” (2023), Hyo-seop interpreta um rapaz que lembra o namorado falecido da protagonista, que volta no tempo para viver como adolescente. O drama alcançou nota 8 no IMDb e explora temas de luto e recomeço.
Outro destaque é “O Abismo Mágico” (2019), onde dois amigos morrem no mesmo dia e ressuscitam em corpos diferentes, tentando resolver o mistério. Ahn divide cena com Park Bo-young e Han So Hee, com avaliação de 7.1 no IMDb.
Na série “Dr. Romântico” (2016), com três temporadas, ele faz parte do elenco nas temporadas 2 e 3, representando um cirurgião talentoso. O drama médico tem 8.4 no IMDb e aprofunda a vida na medicina e suas dificuldades.
O dorama de época “Céu Vermelho” (2021) mostra a história de Hong Cheon-gi, pintora que recupera a visão, e Ha Ram, um jovem com poder de prever o futuro. O romance enfrenta obstáculos da corte e é avaliado com 7.6 no IMDb.
Além disso, em “Guerreiras do K-pop” (2025), animação da Netflix vencedora do Oscar, Ahn empresta sua voz a Jinu, membro de um grupo rival que desafia as protagonistas, idols que lutam contra demônios usando sua música.
O crescimento discreto do controle estatal na sociedade brasileira
No Brasil, o Estado amplia seu poder de forma gradual e quase imperceptível, impondo novas regras, taxas e exigências técnicas que restringem a autonomia social e econômica. Atividades antes livres passam a necessitar de autorizações oficiais, aumentando o controle institucional sobre os cidadãos.
Exemplos como plataformas digitais e o MEI mostram a tentativa estatal de regular e restringir práticas independentes, apesar de reconhecerem seus benefícios econômicos. Esse modelo atinge também setores como educação e segurança, onde o coletivo prevalece sobre a liberdade individual.
Além disso, inovações tecnológicas como o PIX, enquanto facilitam transações, também elevam o monitoramento estatal. Questionar essa supremacia é buscar maior autonomia para a sociedade, não o caos.
No Brasil, o aumento do poder do Estado ocorre de forma gradual e quase despercebida, sempre por meio de novas regras, taxas e exigências técnicas. Atividades que antes funcionavam livremente passam a depender de autorizações oficiais. Esse mecanismo silencioso amplia o controle estatal, tornando dificultosa a autonomia de ações fora do modelo institucional previsto.
Plataformas como Uber, iFood e 99, que surgiram pela cooperação voluntária, foram inicialmente reconhecidas por favorecer renda e reduzir custos. No entanto, o Estado respondeu com licenças e regras rígidas para tentar enquadrar essas iniciativas. O problema não é a precariedade dessas operações, mas a independência que elas apresentam diante do modelo tradicional.
No universo do pequeno empreendedor, a situação é similar. Apesar do discurso de incentivo ao empreendedorismo, o MEI enfrenta revisões constantes, com obrigações e fiscalizações cada vez maiores. Produzir e comercializar são permitidos, desde que haja supervisão estatal, revelando um padrão de expansão do controle.
Esse cenário ultrapassa a economia e alcança áreas como educação, segurança e transporte. O homeschooling ilustra essa resistência estatal, pois é contestado não por provas de danos, mas por retirar do Estado o controle direto da formação individual. O coletivo é exaltado, muitas vezes em detrimento da liberdade individual.
Inovações como o PIX ampliaram a eficiência nas transações, porém também aumentaram a capacidade estatal de monitoramento e bloqueio, sem ampla discussão sobre essas consequências. Questionar a supremacia absoluta do Estado não significa apoiar o caos, mas permitir que a sociedade funcione com maior autonomia.
Sombra de recessão e inflação resiliente mantêm mercados em alerta, apesar de trégua no Irã
O anúncio feito por Donald Trump sobre a suspensão de ataques a instalações de energia do Irã trouxe um certo alívio aos terminais de negociação, mas está longe de dissipar as nuvens que pairam sobre a economia mundial. Na visão de Charles Mendlowicz, sócio da consultoria de wealth management Ticker Wealth e fundador do canal Economista Sincero, o mercado vive um momento de extrema cautela, onde a suspensão das hostilidades imediatas não anula os danos já causados às cadeias de suprimento e às expectativas inflacionárias.
Alívio geopolítico e o gargalo do petróleo
A decisão de poupar a infraestrutura energética iraniana afasta, temporariamente, o temor de um petróleo negociado a níveis estratosféricos. Contudo, Mendlowicz recorda que o Estreito de Ormuz, por onde circula de 20% a 30% do petróleo mundial, permanece como um ponto de vulnerabilidade crítica.
\”Embora a diplomacia tenha arrefecido o risco imediato de um choque de oferta sem precedentes, não podemos ignorar que o setor de energia permanece sob forte pressão. O mercado precifica o alívio, mas o fundamento técnico ainda aponta para uma volatilidade estrutural, já que as rotas logísticas globais continuam comprometidas por um clima de insegurança que asfixia o crescimento de longo prazo\”, explica o economista.
Brasil: cenário doméstico é de \”sinuca de bico\”
Internamente, o cenário desenhado pelo Economista Sincero é de \”sinuca de bico\”. Embora a Selic tenha caído para 14,75%, Mendlowicz classifica o corte como insuficiente para aliviar as empresas afetadas pelo crédito caro. \”A queda de 0,25 ponto percentual é importante pela tendência, mas na prática é como baixar a temperatura de uma sauna de 80°C para 75°C: você continua torrando\”, compara.
O cenário é agravado pela percepção de uma \”camisa de força\” fiscal, com diversos aumentos de impostos em três anos e uma dívida pública crescente. Sobre a mudança no comando da economia, Mendlowicz avalia que fica um legado de incertezas. \”A saída de Fernando Haddad da Fazenda para focar em articulações eleitorais em São Paulo deixa um legado de incertezas. Substituir a gestão técnica por objetivos puramente políticos, em um momento de arrecadação recorde que não se traduz em redução de dívida, sinaliza uma paralisia fiscal que compromete a credibilidade do país frente aos investidores\”, diz o economista.
“Não é o momento para movimentos especulativos”, adverte o Economista Sincero
A suspensão dos ataques pode ter acalmado o ouro (que registrou sua pior queda semanal desde a pandemia) e estabilizado o Bitcoin na casa dos US$ 70 mil, mas Mendlowicz alerta para a volatilidade que virá com o ano eleitoral.
\”Não é hora de se alavancar ou inventar moda\”, adverte o economista, cuja tese é priorizar a preservação de capital e aproveitar oportunidades pontuais em ativos de valor que estejam descontados em relação ao topo histórico.
“O cenário atual exige disciplina na alocação de ativos, priorizando a liquidez e a preservação de capital. Não é o momento para movimentos especulativos ou exposição a riscos desnecessários. O investidor deve focar em ativos resilientes e com fundamentos sólidos, aproveitando as correções de preço para compor posição sem comprometer a saúde financeira do portfólio diante da inevitável ciclicidade econômica”, orienta Charles Mendlowicz.
A mensagem central é clara: o conflito pode estar suspenso, mas os sinais de uma crise global mais profunda continuam emitindo alertas vermelhos.
Via: Grayce Rodrigues
7 horas atrás - Tecnologia e Inovação
Embraer testa protótipo de carro voador durante lançamento de caça em SP
A Embraer apresentou o protótipo de um carro voador eVTOL durante o evento de lançamento do caça F-39E Gripen em Gavião Peixoto, São Paulo. A demonstração de voo foi bem-sucedida, evidenciando o desenvolvimento da aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical, que ainda aguarda certificação da ANAC para uso comercial.
A subsidiária Eve Air Mobility já realizou 35 voos com o protótipo desde dezembro de 2025, acumulando quase uma hora e meia de voo. O veículo alcançou até 43 metros de altura, realizando manobras complexas com baixo ruído e velocidade de até 28 km/h, com planos de aumentar para 56 km/h.
Produzido em Taubaté (SP), o carro voador comporta cinco pessoas e tem autonomia de 100 km, ideal para trajetos urbanos curtos. A previsão é iniciar as entregas em 2027, com investimento de mais de R$ 2,6 bilhões no projeto, estimulando o mercado de mobilidade aérea urbana no Brasil.
A Embraer apresentou um protótipo de carro voador, modelo eVTOL (aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical), durante o evento de lançamento do F-39E Gripen em Gavião Peixoto (SP). A demonstração de voo foi bem-sucedida, mostrando avanços no desenvolvimento da aeronave, que ainda depende da certificação da ANAC para operações comerciais.
A subsidiária Eve Air Mobility, responsável pelo projeto dos eVTOLs, acumula 35 voos desde dezembro de 2025, com quase uma hora e meia de tempo total de voo. O protótipo atingiu até 43 metros de altura e realizou manobras complexas, mantendo desempenho consistente e níveis de ruído abaixo dos helicópteros.
Os testes atuais operam a velocidades de até 28 km/h, com planos para ampliar até 56 km/h, confirmando a eficiência do sistema de propulsão e das baterias.
Produzidos em Taubaté (SP), os veículos têm capacidade para cinco pessoas — quatro passageiros e um piloto — e autonomia de 100 quilômetros, visando trajetos urbanos curtos. A previsão é que as entregas comecem em 2027.
O BNDES informou que a tecnologia já recebeu R$ 1,2 bilhão em financiamentos desde 2023, além de apoio da Finep e mais de R$ 1,4 bilhão em investimentos desde 2022. O mercado global de mobilidade aérea urbana pode atingir receitas de US$ 280 bilhões até 2045, com expectativa de 30 mil unidades em operação.
Segundo Johann Bordais, CEO da Eve, a campanha de testes avança com disciplina para garantir segurança e eficiência. Francisco Gomes Neto, CEO da Embraer, ressaltou a experiência da empresa no desenvolvimento e certificação de aeronaves, destacando o potencial no mercado de mobilidade aérea urbana.
Miami avança como polo financeiro e atrai capital global
A edição de 2026 da XP Global Conference, realizada no coração financeiro de Miami, ocorreu em um momento em que as bússolas dos investidores globais parecem buscar um novo Norte. No centro desse debate, o economista Charles Mendlowicz, sócio da consultoria de wealth management Ticker Wealth e fundador do canal Economista Sincero, participou in loco do evento e aponta para uma reconfiguração profunda nas estratégias de investimento.
O desafio da eficiência: a visão de Howard Marks
Nos bastidores do primeiro dia da XP Global Conference, Mendlowicz teve a oportunidade de gravar um vídeo exclusivo com Howard Marks, cofundador da Oaktree Capital e um dos nomes mais respeitados do value investing global. No centro da conversa, a crescente dificuldade de encontrar retornos assimétricos em um mercado cada vez mais institucionalizado.
Para o economista, a percepção de Marks reforça a necessidade de uma análise técnica profunda para o investidor moderno. \”Tive a chance de conversar com o Howard Marks e ele foi muito enfático: temos que assumir que os outros investidores também vão descobrir as oportunidades. Os mercados tornam-se mais eficientes à medida que são descobertos, e a verdadeira \’vantagem\’ está em áreas onde a informação ainda não é óbvia\”, destaca Mendlowicz.
Geopolítica e o radar americano sobre a América Latina
O cenário macroeconômico global, marcado por uma fragmentação geopolítica sem precedentes na última década, foi outro pilar das discussões. Segundo dados observados por Mendlowicz no evento, o número de conflitos globais dobrou em relação aos últimos cinco anos, criando um ambiente de risco permanente.
O economista destaca que a disputa de influência entre Estados Unidos e China continua sendo o principal motor dessa volatilidade. No entanto, uma janela de oportunidade parece se abrir para o Sul.
\”A América Latina, incluindo o Brasil, entrou definitivamente no radar estratégico americano para os próximos anos. Esse é um movimento que vai além da atual administração e que deve ditar o fluxo de capital estrangeiro para a região\”, afirma Mendlowicz.
Inteligência artificial como deflator de longo prazo
Diferente das narrativas de pânico sobre o mercado de trabalho, o consenso entre os especialistas no evento aponta para um ciclo de investimentos que remete aos grandes saltos tecnológicos da história. Mendlowicz traça um paralelo com a expansão das ferrovias e das telecomunicações.
\”O que estamos vendo em IA agora é um novo ciclo de investimentos. Embora haja uma redução de postos de trabalho em alguns setores, o lado positivo é um salto de produtividade real, capaz de reduzir pressões inflacionárias globalmente\”, explica o economista.
Miami: a consolidação da \”Wall Street do Sul\”
A escolha de Miami como sede do evento reflete uma mudança estrutural no mapa financeiro das Américas. O distrito de Brickell, onde a conferência está sediada, transformou-se em um hub que abriga hoje mais de 60 bancos internacionais e movimenta cerca de US$ 28 bilhões anuais na economia local.
Mendlowicz observa que o movimento de migração de grandes fortunas e fundos para a Flórida não é meramente sazonal, mas pautado por incentivos fiscais e segurança jurídica. \”Brickell se transformou em um ponto de encontro natural entre o capital americano e os investidores da América Latina. Não por acaso, o mercado já consolidou o termo \’Wall Street do Sul\’ para definir essa região\”, pontua.
Alocação para 2026: menos EUA e mais valor
Para o investidor que busca posicionamento no pós-COVID, as diretrizes discutidas na XP Global Conference sugerem uma rota de fuga do crescimento especulativo. Com juros que devem permanecer em patamares elevados, o foco migra para a resiliência.
As principais conclusões de Mendlowicz para a carteira do investidor moderno são:
Apostas em value stocks: preferência por empresas com fundamentos sólidos e geração de caixa em detrimento de empresas de crescimento (growth) sem lucro;
Diversificação internacional: redução da exposição concentrada em ativos dos EUA em favor de uma alocação global mais equilibrada;
Renda variável seletiva: foco em ativos que se beneficiam da nova dinâmica de juros e produtividade tecnológica.
\”Evolui quem continua em movimento e buscando entender o mundo para tomar decisões conscientes. O cenário atual exige que o investidor amplie seu repertório e ouça diferentes visões para lapidar seu conhecimento\”, conclui o economista.
Sobre Charles Mendlowicz, o Economista Sincero
Charles Mendlowicz é um dos principais nomes do mercado financeiro brasileiro, com 30 anos de experiência e um histórico de sucesso entre o mercado financeiro e o varejo. É sócio da consultoria de wealth management Ticker Wealth, onde lidera a estratégia de expansão, e autor do best-seller \”18 princípios para você evoluir\”. Sua abordagem direta e transparente o consagrou como um influenciador confiável, tendo sido eleito o melhor influenciador de investimentos pela ANBIMA por quatro vezes.
Via: Grayce Rodrigues
7 horas atrás - Mundo
KYS na prática: como o caso Lollapalooza expõe o \”ponto cego\” na gestão de fornecedores
No último fim de semana, o Autódromo de Interlagos, em São Paulo/SP, foi o epicentro da música pop e alternativa com a realização de mais uma edição do Lollapalooza. Consolidado como um dos maiores festivais do planeta, o evento atraiu uma multidão de 285 mil pessoas. No entanto, por trás dos palcos e da euforia do público, o gigantismo da operação esconde um desafio crítico de governança: a visibilidade sobre uma vasta cadeia de fornecedores que, como mostram casos recentes, pode esconder riscos severos à reputação das marcas envolvidas.
Em um estudo de caso detalhado, Simone Vollbrecht, Head de Compliance da VAAS, e Rafael Mello da Rosa, Sales Manager da startup, analisaram como o processo de Know Your Supplier (KYS) falhou em edições passadas do festival e como a tecnologia é a chave para evitar que grandes empresas sejam associadas a práticas irregulares.
O gargalo do segundo nível
A análise aponta que o erro mais comum no compliance tradicional é interromper a investigação no fornecedor direto. No caso da Rock World, organizadora do festival, problemas com terceirizadas como a FBC Backstage resultaram em autos de infração e resgate de trabalhadores em condições degradantes durante a montagem de eventos.
\”Sempre quem vai entrar em evidência é o conhecido. Não vai sair o nome da empresa menor que tem trabalhadores ali. Será publicado que o Lollapalooza ou o Rock in Rio, por exemplo, têm problemas com trabalho escravo. O risco reputacional é muito alto, o dano é muito alto\”, alerta Rafael Mello.
Simone Vollbrecht reforça que a justiça brasileira já consolidou o entendimento da responsabilidade solidária. \”É uma obrigação da empresa contratante verificar se as empresas contratadas estão seguindo as regras trabalhistas e as melhores práticas\”, explica a especialista.
Ela ressalta que o argumento de desconhecimento não sustenta a defesa: \”A empresa organizadora do festival tem formas de verificar durante a montagem, ela também está lá e ela tem esse dever de auditoria\”, avalia Vollbrecht.
Os pontos cegos das listas oficiais
Um dos grandes desafios destacados no estudo é a atualização das fontes de dados. A \”Lista Suja\” do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) é atualizada apenas semestralmente, o que cria um hiato perigoso de seis meses onde novas irregularidades podem passar despercebidas.
Para fechar essa lacuna, a utilização de mídias negativas e o cruzamento de dados de sócios tornam-se essenciais. \”A mídia vem antes do que necessariamente a publicação ou a entrada em uma lista\”, observa Simone. Além disso, a análise societária impede que empresas com históricos irregulares simplesmente abandonem um CNPJ e abram outro com os mesmos donos para continuar operando sem restrições.
Conferência manual é passível de erros
Com mais de 170 fornecedores envolvidos em um evento desse porte, a conferência manual torna-se humanamente inviável e passível de erros. Rafael explica como a tecnologia automatiza o que antes exigia horas de análise em PDFs de mais de 50 páginas disponibilizados pelo governo.
\”Juntar todas essas listas dentro de uma única plataforma dá celeridade ao processo\”, afirma Rafael. Ele detalha que o sistema da VAAS permite criar fluxos de \”risco proibido\”, onde empresas com históricos graves em listas da Interpol, do FBI ou do MTE são barradas automaticamente no início do processo.
O monitoramento contínuo também foi citado como peça-chave, garantindo que a segurança não se encerre após a aprovação inicial. \”O próprio sistema já deixa automatizado e dá um alerta caso tenha alguma novidade dentro desse fornecedor\”, afirma Rafael, destacando que isso remove a dependência de processos manuais que podem falhar devido a férias ou rotatividade de funcionários.
Automação do KYS é uma questão de responsabilidade ética e jurídica
Simone Vollbrecht conclui reforçando que a antecipação de riscos é o único caminho para evitar que episódios como esses se repitam. \”O ponto crucial é se as empresas conseguem identificar esses sinais antes que eles se transformem em um processo judicial e se possuem capacidade de monitorar essa evolução continuamente. Isso é um assunto muito sério\”, pontua a Head de Compliance da VAAS.
Para a especialista, a automação do KYS não é apenas uma questão de eficiência, mas de responsabilidade ética e jurídica: \”Existem formas de prever esses cenários. Nosso objetivo é ajudar as empresas a consolidarem processos mais robustos para tornar a cadeia de fornecimento mais segura, garantindo que grandes marcas operem com integridade e que os trabalhadores tenham condições dignas\”, finaliza Vollbrecht.
Sobre a VAAS
Fundada em Florianópolis e com presença em São Paulo, a VAAS é uma empresa de tecnologia especializada em gestão de risco inteligente. Sua plataforma conecta mais de 40 fontes de dados e utiliza IA preditiva para automatizar processos de KYC, prevenção à lavagem de dinheiro e falhas regulatórias. Com mais de R$ 50 milhões em contratos ativos, a startup lidera a transição para um compliance digital, autônomo e integrado à estratégia de negócios. Mais informações estão disponíveis no site www.vaas.com.br.
Via: Grayce Rodrigues
7 horas atrás - Espirito Santo
Previsão do tempo no Espírito Santo: chuva rápida e temperaturas de até 36°C
O Espírito Santo terá dias com chuva rápida e céu nublado nesta quinta e sexta-feira, especialmente na Grande Vitória, segundo o Incaper. A chuva deve ocorrer principalmente na madrugada e manhã, com o sol aparecendo entre as nuvens no restante do dia. Não há alerta de tempestade para o estado.
As temperaturas variam entre 20°C e 36°C, com maior calor previsto nas áreas menos elevadas do Noroeste, onde os termômetros podem chegar a 36°C. Outras regiões terão temperaturas mais amenas, com mínimas de 19°C nas áreas altas da Região Serrana.
O vento deve ser fraco a moderado, principalmente no litoral sul, e o tempo deve permanecer parcialmente nublado nas regiões Sul, Serrana, Norte e Noroeste, sem previsão de chuva nestes locais.
O Espírito Santo terá dias de chuva rápida e tempo nublado nesta quinta (26) e sexta-feira (27). O Incaper informa que a Grande Vitória deve registrar chuvas rápidas entre a madrugada e manhã, com abertura de nuvens no restante do dia. Não há alerta de tempestade para o Estado.
As temperaturas variam entre 24ºC e 33ºC, com mínimas de 24ºC e máximas de 32ºC na capital. Nas regiões Sul, Serrana, Norte e Noroeste, o céu ficará parcialmente nublado, sem previsão de chuva. Ventos serão fracos a moderados especialmente no litoral sul.
Nas áreas menos elevadas do Sul, a mínima será de 22ºC e máxima de 35ºC. Nas partes altas, as temperaturas ficam entre 20ºC e 32ºC. A Região Serrana terá mínima de 21ºC e máxima de 32ºC em áreas baixas, e 19ºC a 30ºC em áreas altas.
A Região Norte deve alcançar mínima de 24ºC e máxima de 33ºC. No Noroeste, as áreas menos elevadas terão temperaturas entre 23ºC e 36ºC, enquanto em Mantenópolis e Alto Rio Novo, ficará entre 22ºC e 32ºC.
No Nordeste do Estado, a previsão é de chuva rápida pela manhã, com nuvens se abrindo depois. Na sexta, o sol aparece entre nuvens, e pode chover em alguns momentos, mantendo a mínima em 25ºC e máxima em 32ºC.
A Veriff, unicórnio estoniano especializado em Verificação de identidade digital, inaugurou seu primeiro hub tecnológico no Brasil. Com um investimento...
Publicado em 24/04/2025 às 15:43 - Tecnologia e Inovação