Presidente do Banco do Japão confirma continuidade na alta dos juros
O presidente do Banco do Japão, Kazuo Ueda, afirmou que o banco continuará elevando as taxas de juros conforme a economia e a inflação avançam. A medida visa garantir um crescimento econômico sustentável diante das recentes pressões inflacionárias e da fraqueza da moeda local.
No último mês, o BOJ já subiu a taxa básica para 0,75%, o maior nível dos últimos 30 anos. Apesar disso, os custos de empréstimos ainda são baixos na prática, pois a inflação está acima da meta. A política monetária segue ajustando o suporte para acomodar a transição da economia japonesa para um novo ciclo de crescimento.
O presidente do Banco do Japão (BOJ), Kazuo Ueda, afirmou que o banco central seguirá elevando as taxas de juros se a economia e os preços avançarem conforme previsto. Em discurso ao setor bancário, Ueda destacou uma recuperação moderada da economia japonesa no ano passado, mesmo com o impacto das tarifas americanas sobre os lucros corporativos.
Ueda ressaltou que “salários e preços têm grande probabilidade de subir juntos de forma moderada” e que o ajuste no suporte monetário visa garantir um crescimento sustentável. No mês passado, o BOJ elevou a taxa básica para 0,75%, o maior nível em 30 anos, após décadas de estímulo e custos próximos de zero.
Apesar do aumento, os custos de empréstimos continuam negativos na prática, já que a inflação do consumidor supera a meta de 2% há quase quatro anos. A fraqueza do iene tem elevado os custos de importação e a inflação, motivando parte do conselho a apoiar novas elevações graduais dos juros.
O dólar marcou 157,08 ienes após atingir a máxima de 157,255 ienes em pouco tempo, reflexo das expectativas de novas altas. O título do governo japonês de 10 anos também atingiu 2,125%, maior rendimento em 27 anos.
Na mesma fala, a ministra das Finanças, Satsuki Katayama, ressaltou que o Japão passa por transição para uma economia de crescimento, deixando a deflação para trás.
10 Invenções Inovadoras da CES 2026 Apresentadas em Las Vegas
A CES 2026, realizada em Las Vegas de 6 a 9 de janeiro, reúne mais de 140 mil participantes e 4 mil expositores de 150 países. O evento destaca inovações tecnológicas em áreas como inteligência artificial, mobilidade e sustentabilidade, com marcas como Intel, Samsung e Mercedes-Benz.
Entre as invenções apresentadas estão o robô assistente Guidi Glidance, a máscara acústica Skyted Silent Mask e o holograma AI da Holoconnects. Essas tecnologias mostram avanços em funcionalidade e design, buscando soluções para desafios reais.
O CES Innovation Awards premia os produtos com melhor avaliação, estimulando o desenvolvimento e a visibilidade das novidades. As inovações expostas indicam tendências relevantes para o futuro da tecnologia global.
A CES 2026 acontecerá em Las Vegas entre 6 e 9 de janeiro, reunindo mais de 140 mil participantes e 4 mil expositores de 150 países em uma área superior a 240 mil metros quadrados. Organizada pela Consumer Technology Association (CTA), o evento é um palco crucial para lançamentos tecnológicos, com a participação de empresas como Intel, Samsung, LG e Sony.
Este ano, a feira destaca a presença marcante da Inteligência Artificial (IA), que estará integrada em áreas como robótica, saúde digital, mobilidade e sustentabilidade. O setor automotivo ganha espaço com marcas como BMW e Mercedes-Benz exibindo carros conceito e avanços em veículos elétricos e autônomos. Novos espaços, como o CES Foundry e o CES Accessibility Stage, mostram inovações em IA, tecnologias quânticas e acessibilidade.
O CES Innovation Awards é um dos destaques, com recorde de mais de 3.600 inscrições. Os produtos com melhor avaliação em funcionalidade e design recebem o reconhecimento “Honoree”, e os vencedores do Best of Innovation são exibidos de forma exclusiva durante o evento.
Entre as invenções chamativas estão o robô assistente Guidi Glidance, que usa IA e sensores LiDAR para ajudar na mobilidade; a máscara acústica Skyted Silent Mask, que isola a voz em ambientes lotados; e o AI Hologram da Holoconnects, com projeção holográfica realista para reuniões. Também estão presentes sapatos robóticos Moonwalkers X, o robô social Macroact e o wearable Mind-Linker, que ajusta sistemas domésticos com base em ondas cerebrais.
Essas inovações ilustram o potencial das tecnologias em solucionar desafios variados e abrir novas possibilidades para o mercado e usuários.
EUA capturam Nicolás Maduro em operação militar controversa
O ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi capturado pelos Estados Unidos durante uma operação militar realizada no último sábado. A ação mobilizou cerca de 150 aeronaves e helicópteros, desativando as defesas aéreas venezuelanas e resultando na prisão de Maduro e sua esposa, que foram levados a Nova York para responder a acusações criminais.
Apesar do presidente Trump classificar a operação como uma missão de aplicação da lei, a intervenção gerou questionamentos sobre sua legalidade e recebeu críticas do governo venezuelano, que afirma que Maduro ainda mantém o controle do país. A situação permanece incerta, com os EUA impondo restrições ao comércio de petróleo venezuelano.
Maduro é acusado de crimes relacionados a narcoterrorismo e tráfico de drogas, com supostos vínculos ao cartel militar conhecido como Cartel de los Soles. A captura marca um episódio importante nas relações entre Venezuela e Estados Unidos, com repercussões políticas e econômicas para a região.
O ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chegou a Nova York no último sábado (4) para enfrentar acusações relacionadas a tráfico de drogas e armas. A captura ocorreu horas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que as forças americanas realizaram uma operação militar que resultou na prisão do líder venezuelano, com a intenção de “administrar” o país.
A ação, que contou com 150 aeronaves e helicópteros militares, desativou as defesas aéreas da Venezuela e durou cerca de duas horas. Segundo autoridades dos EUA, Maduro e sua esposa, Cilia Flores, se renderam após resistência e foram levados para Nova York, onde foram apresentados formalmente às autoridades judiciais. Nenhum soldado americano morreu, mas houve ferimentos entre os militares envolvidos.
Enquanto Trump sustenta que a operação foi uma missão de aplicação da lei, e não uma ação militar, houve questionamentos sobre a legalidade do ataque por parte de membros do Congresso dos EUA. Por sua vez, o governo venezuelano, liderado temporariamente por Delcy Rodríguez, presidente interina indicada pelo Supremo Tribunal, repudia a intervenção. O ministro da Defesa venezuelano afirmou que Maduro ainda está no poder e que o Exército mantém a governabilidade.
Maduro enfrenta acusações que incluem narcoterrorismo, importação de cocaína e posse ilegal de armas. A denúncia remete a vínculos com o suposto Cartel de los Soles, envolvido no tráfico por oficiais militares, embora sem provas públicas sobre o controle direto do ex-presidente.
Os EUA pretendem manter controle sobre a Venezuela enquanto a situação segue indefinida, com medidas para restringir o comércio de petróleo sancionado.
Trump alerta que vice-presidente da Venezuela pode enfrentar consequências mais graves que Maduro
O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, pode enfrentar punições mais severas que Nicolás Maduro caso não cumpra o esperado. A fala ocorreu após a prisão de Maduro por forças norte-americanas em Caracas.
Trump afirmou que reconstruir a Venezuela é essencial e justificou a ação contra Maduro como necessária para promover mudança no país. Ele também alertou que outros locais, como a Groenlândia, podem ser alvo de interesses estratégicos americanos.
Essas declarações evidenciam a tensão contínua entre Estados Unidos e Venezuela, mantendo a situação política venezuelana em alerta e impactando as relações internacionais na América Latina.
O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, poderá enfrentar consequências mais severas que o líder venezuelano Nicolás Maduro, caso não aja de acordo com o esperado. A afirmação foi feita em entrevista à revista The Atlantic, após a prisão de Maduro e sua esposa pelas forças norte-americanas em Caracas.
Inicialmente, Trump havia elogiado Rodríguez, mas a vice-presidente venezuelana declarou que o país defenderia seus recursos naturais, o que motivou a resposta do ex-presidente: “Se ela não fizer o que deve, pagará um preço muito alto, provavelmente maior do que o de Maduro.”
Trump justificou sua decisão de prender Maduro à força afirmando que reconstruir a Venezuela e promover uma mudança de governo é uma alternativa considerada melhor que a situação atual.
Além disso, o ex-presidente sugeriu que outros países também podem ser alvo de intervenções dos EUA, citando a Groenlândia como exemplo de interesse estratégico americano.
Essas declarações refletem a continuidade da tensão entre os Estados Unidos e o governo venezuelano, intensificada pela recente captura de Maduro. A situação política da Venezuela permanece sob vigilância internacional, com desdobramentos que podem afetar as relações diplomáticas na região.
Doutrina Monroe: influência dos EUA na América Latina desde o século 19 até Trump
A Doutrina Monroe foi criada em 1823 para evitar a interferência europeia nas Américas. Desde então, tem guiado a política externa dos EUA na América Latina, frequentemente justificando intervenções na região.
Durante sua presidência, Donald Trump retomou essa doutrina para justificar ações contra a Venezuela, alegando ameaças à estabilidade regional causadas pela presença de adversários estrangeiros. Essa postura reflete a estratégia americana de manter influência e controlar recursos vitais.
Especialistas destacam que a Doutrina Monroe e seu corolário, como o Corolário Roosevelt, são usados para proteger interesses estratégicos dos EUA, reforçando a presença americana e suas políticas de segurança na América Latina.
O presidente Donald Trump citou a Doutrina Monroe para justificar a ação militar dos Estados Unidos que resultou na prisão do líder venezuelano Nicolás Maduro. Criada pelo presidente James Monroe em 1823, essa doutrina foi inicialmente pensada para impedir a interferência europeia no Hemisfério Ocidental. Desde então, ela tem sido uma base para a atuação dos EUA na América Latina.
Trump mencionou a doutrina como parte da estratégia para restaurar a influência americana na região. Ele defende que a Venezuela representava uma ameaça ao permitir o ingresso de adversários estrangeiros e a aquisição de armas ofensivas, o que, segundo ele, viola os princípios centrais da política externa dos EUA. O presidente chegou a brincar usando o termo “Doutrina Don-roe” para se referir à sua aplicação atual.
Historiadores comentam que a Venezuela tem sido frequentemente o foco da aplicação dessa doutrina, servindo como motivo para intervenções e políticas que buscam manter os interesses comerciais e estratégicos americanos. O Corolário Roosevelt, uma extensão da Doutrina Monroe criada em 1904, autorizou intervenções diretas em países latino-americanos.
Trump afirmou que a dominância dos EUA no Hemisfério Ocidental será firme, e que sua administração está empenhada em garantir estabilidade na região, protegendo recursos energéticos considerados vitais. Essa abordagem marca um posicionamento de retomada da preeminência americana, mesmo com riscos de divergências internas dentro da coalizão do presidente.
Avatar: Fogo e Cinzas ultrapassa US$ 1 bilhão em bilheteria mundial
O filme “Avatar: Fogo e Cinzas”, dirigido por James Cameron, ultrapassou a marca de US$ 1 bilhão em bilheteria mundial. A produção somou US$ 1,03 bilhão em vendas de ingressos, tornando-se o quarto filme do diretor a atingir esse valor.
Esse é o terceiro filme da franquia “Avatar”, que já arrecadou um total de US$ 6,35 bilhões globalmente. A história dá sequência aos eventos de “Avatar: O Caminho da Água”, mostrando os desafios enfrentados pelos personagens após uma perda familiar.
Lançado em período estratégico de férias, o filme arrecadou US$ 306 milhões nos Estados Unidos e Canadá, e US$ 777,1 milhões no mercado internacional. Esse desempenho reforça o sucesso contínuo da franquia em nível global.
A ficção científica de James Cameron, Avatar: Fogo e Cinzas, ultrapassou a marca de US$ 1 bilhão em bilheteria mundial, segundo divulgação do Walt Disney Studios. Essa arrecadação soma US$ 1,03 bilhão em vendas de ingressos, tornando-se o quarto filme do diretor a atingir esse valor.
O filme é o terceiro da franquia Avatar, que já acumulou um total de US$ 6,35 bilhões em bilheterias globais. A história continua os eventos de Avatar: O Caminho da Água, mostrando os desafios enfrentados por Jake e Neytiri após a perda de um filho. A produção foi lançada estrategicamente para o período de férias, arrecadando US$ 306 milhões no mercado dos Estados Unidos e Canadá, e US$ 777,1 milhões internacionalmente.
O primeiro filme da franquia, lançado em 2009, alcançou US$ 2,9 bilhões, sendo o maior sucesso mundial em bilheteria em valores absolutos, conforme dados da Comscore. Ajustando-se pela inflação, o clássico E o Vento Levou (1939) ainda mantém a liderança. Já Avatar: O Caminho da Água (2022) teve mais de US$ 2,3 bilhões em receita e conquistou o Oscar de Melhores Efeitos Visuais.
Antes de Avatar: Fogo e Cinzas, o primeiro filme de James Cameron que superou US$ 1 bilhão foi Titanic (1997), com quase US$ 2,3 bilhões em bilheteria mundial.
Opep+ mantém produção de petróleo estável apesar das tensões internas
A Opep+ optou por manter sua produção de petróleo estável após reunião realizada em meio a conflitos políticos entre integrantes do grupo. O conselho, que inclui oito países responsáveis por metade da oferta mundial, preferiu não alterar os níveis produtivos apesar da queda significativa nos preços para 2025.
As tensões decorrem principalmente do conflito entre Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos no Iêmen, além da instabilidade provocada pela situação na Venezuela. O grupo visa preservar a estabilidade do mercado diante dessas incertezas políticas.
A próxima reunião da Opep+ está agendada para fevereiro, quando possíveis ajustes poderão ser avaliados conforme a evolução do cenário geopolítico e da demanda global por petróleo.
A Opep+ decidiu manter estável sua produção de petróleo em uma reunião feita no domingo, mesmo diante de crises políticas entre alguns integrantes. O grupo, que junta oito países responsáveis por metade da produção global, optou por não alterar os níveis de extração por enquanto, apesar da queda de mais de 18% nos preços para 2025, a maior desde 2020, causada pelo excesso de oferta.
As tensões recentes são motivadas principalmente pelo conflito no Iêmen entre a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, aliados tradicionais que se desentenderam devido ao controle territorial no país árabe. Além disso, a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos aumentou a instabilidade, com o governo americano assumindo controle provisório do país sem detalhar os próximos passos.
Jorge León, analista da Rystad Energy e ex-funcionário da Opep, ressalta que o mercado de petróleo está sendo influenciado atualmente mais pela instabilidade política do que pela oferta ou demanda. Segundo ele, a Opep+ prefere preservar a estabilidade em vez de agir diante dessas incertezas.
Os membros do grupo tinham aumentado suas metas de produção em cerca de 2,9 milhões de barris por dia para 2025, visando recuperar participação no mercado. Porém, em novembro, decidiram congelar esse aumento para os meses frios no hemisfério norte devido à demanda mais baixa. A confirmação dessa pausa foi o principal ponto da reunião recente, que não abordou a situação da Venezuela.
A próxima reunião do grupo está marcada para 1º de fevereiro, quando novos ajustes poderão ser discutidos conforme o cenário geopolítico e do mercado de petróleo evoluam.
França vai suspender importação de frutas da América do Sul por agrotóxicos proibidos
A França anunciou que irá suspender a importação de frutas da América do Sul que contenham resíduos de agrotóxicos proibidos pela União Europeia. A decisão visa bloquear produtos com mancozebe, glufosinato, tiofanato-metílico e carbendazim, presentes em frutas como abacate, manga e goiaba.
Além de proteger os consumidores, o governo francês quer fortalecer a agricultura local e combater a concorrência desleal. Equipes especiais serão responsáveis por fiscalizar o cumprimento da nova norma.
Essa medida ocorre num contexto de protestos de agricultores na França e resistência ao acordo de livre-comércio entre a União Europeia e o Mercosul, que ainda não foi firmado oficialmente.
A França anunciou que irá suspender a importação de produtos agrícolas da América do Sul que contenham resíduos de agrotóxicos proibidos pela União Europeia. A medida foi divulgada pelo primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, em sua conta na rede social X.
Uma portaria que deverá ser publicada em breve pela ministra da Agricultura, Annie Genevard, estabelecerá o bloqueio de frutas que apresentem vestígios de mancozebe, glufosinato, tiofanato-metílico e carbendazim. Estas substâncias não são permitidas nas normas sanitárias europeias.
Entre as frutas afetadas estão abacates, mangas, goiabas, frutas cítricas, uvas e maçãs provenientes da América do Sul ou de outras regiões. A França irá reforçar a fiscalização por meio de uma equipe especializada para garantir o cumprimento rigoroso da legislação.
O governo francês justifica esta ação como uma forma de proteger os consumidores, fortalecer as cadeias produtivas nacionais e combater a concorrência considerada desleal, uma vez que os agricultores locais seguem regras mais restritas.
A decisão ocorre em um cenário de protestos de agricultores que expressam insatisfação com a política do governo, incluindo o acordo de livre-comércio entre a União Europeia e o Mercosul, que envolve Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. A assinatura deste acordo ainda não foi concretizada, enfrentando resistência política e social na Europa.
Portal da Reforma Tributária permite acompanhar dados econômicos em tempo real
O Portal da Reforma Tributária foi lançado para centralizar em tempo real as notas fiscais de bens e serviços no Brasil. Desenvolvido pela Receita Federal e Serpro, o sistema reúne um volume de dados 150 vezes maior que o do Pix, oferecendo transparência e controle das transações.
A plataforma estará disponível a partir de 12 de janeiro com ferramentas como calculadora de tributos, alertas de erros e declaração pré-preenchida. Ela ajuda empresas a monitorar valores a pagar e créditos a receber, antecipando as mudanças da reforma que começa a vigorar em 2027.
O portal funcionará na primeira nuvem soberana do governo, garantindo a segurança dos dados. Também será útil para o desenvolvimento de políticas públicas e uma inteligência artificial nacional, fortalecendo o controle e a gestão das informações fiscais no país.
O Brasil passa a contar com o Portal da Reforma Tributária, uma base de dados que reúne em tempo real todas as notas fiscais de consumo de bens e serviços no país. Desenvolvido pela Receita Federal e pelo Serpro, o sistema centraliza transações que envolvem um volume de dados 150 vezes maior que o do Pix.
Essa plataforma estará disponível a partir de 12 de janeiro e oferecerá ferramentas como calculadora de tributos, alertas de erros e declaração pré-preenchida. Ela também possibilita o monitoramento em tempo real dos valores a pagar e dos créditos a receber pelas empresas, facilitando a adaptação ao novo sistema.
Durante 2026, o portal será utilizado para que as empresas se ajustem às novas regras e simulem o cálculo das alíquotas, que só serão aplicadas a partir de 2027. Além disso, estados e municípios terão acesso aos dados, já que a reforma inclui tributos para essas esferas administrativas, tudo processado em uma plataforma em desenvolvimento para este ano.
O presidente do Serpro, Wilton Gonçalves Mota, destaca que o portal funcionará na primeira nuvem soberana do governo brasileiro, garantindo segurança e sigilo das informações. A plataforma usa tecnologia de grandes empresas estrangeiras, mas sem transferir para elas a gestão dos dados, visando manter o controle nacional.
Segundo o Serpro, a organização dessas informações poderá auxiliar na criação de políticas públicas e projetos futuros, como uma inteligência artificial nacional, tornando o projeto uma ferramenta estratégica para o governo e empresas no Brasil.
Impactos dos ataques à Venezuela nos preços do petróleo
A captura recente do presidente da Venezuela e ataques aéreos dos EUA levantam dúvidas sobre o cenário do petróleo no país. Apesar da crise política, as operações das principais instalações venezuelanas, como o porto de José e a refinaria de Amuay, continuam funcionando normalmente.
A Venezuela possui grandes reservas, mas sua produção atual é inferior a 1% do total mundial devido a sanções e quedas produtivas. Analistas indicam que os preços do petróleo devem sofrer apenas alterações moderadas a curto prazo, com a Opep+ mantendo estabilidade na produção até março.
O episódio adiciona incertezas ao mercado global já tensionado por questões geopolíticas. Não há expectativa de mudanças imediatas nas exportações venezuelanas, mas o cenário político pode influenciar a médio prazo.
A recente captura do presidente da Venezuela acende um sinal no cenário do mercado global de petróleo. Apesar da gravidade política, as primeiras informações revelam que a infraestrutura do país não sofreu danos após ataques aéreos dos Estados Unidos, mantendo operantes locais como o porto de José e a refinaria de Amuay.
Embora a Venezuela detenha as maiores reservas petrolíferas do mundo, atualmente responde por menos de 1% da produção mundial, após queda acentuada na última década. As sanções americanas exigiram o fechamento de alguns poços, mas a cadeia produtiva permanece funcionando.
Os preços do petróleo têm oscilado perto de US$ 60 por barril, com analistas projetando apenas aumentos moderados no curto prazo diante do panorama atual. A incerteza política, contudo, lança dúvidas sobre o futuro do setor no país latino-americano.
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep+) decidiu não aumentar a oferta neste primeiro trimestre. O grupo, liderado por Arábia Saudita e Rússia, optou por manter a produção estável até março, em meio a um mercado já saturado e à espera de definição quanto às implicações do episódio venezuelano.
A situação da Venezuela adiciona uma camada extra de incerteza em um ambiente global já marcado por tensões geopolíticas que afetam a cadeia petrolífera. Por ora, não há expectativa de mudanças imediatas nas exportações do país.
A Veriff, unicórnio estoniano especializado em Verificação de identidade digital, inaugurou seu primeiro hub tecnológico no Brasil. Com um investimento...
Publicado em 24/04/2025 às 15:43 - Tecnologia e Inovação