Agibank protocolou pedido de oferta pública inicial (IPO) na Bolsa de Nova York
O Agibank protocolou formalmente um pedido para realizar uma oferta pública inicial de ações (IPO) na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE). O documento foi enviado à SEC, órgão regulador dos mercados nos Estados Unidos, e inclui oferta primária e secundária dos papéis sob o código AGBK.
O processo conta com a participação de grandes bancos como Goldman Sachs, Morgan Stanley e Citigroup, além de instituições brasileiras. O banco informou que os recursos obtidos serão usados para fins corporativos gerais e possíveis aquisições, embora não haja acordos fechados até o momento.
O Agibank protocolou um pedido para uma oferta pública inicial de ações (IPO) na Bolsa de Nova York (NYSE), conforme documento enviado à SEC, órgão regulador do mercado nos Estados Unidos. O banco planeja uma oferta primária e secundária, com os papéis sendo listados sob o código AGBK.
Os coordenadores globais do IPO são Goldman Sachs, Morgan Stanley e Citigroup, com um sindicato de bancos incluindo também Bradesco BBI, BTG Pactual, Itaú BBA, Santander, Société Générale, XP Investimentos e Oppenheimer & Co. O Agibank afirmou que usará os recursos para “propósitos corporativos gerais”, podendo também investir em aquisições, embora não tenha acordos firmados para isso no momento.
Fundado em 1999 por Marciano Testa como Agiplan, o banco tem hoje cerca de 6,4 milhões de clientes ativos, uma carteira de crédito de R$ 34 bilhões e lucro líquido de R$ 875 milhões até setembro de 2025. O retorno sobre patrimônio líquido médio registrado foi de 41%, e o quadro de funcionários chegou a 5.030, contra 4.700 em 2024.
O pedido do Agibank se soma a uma lista crescente de instituições financeiras brasileiras que abriram capital nos EUA, como Nubank, XP, Inter, PagBank e StoneCo. Entre seus principais acionistas estão a Vinci Compass e a Lumina Capital Management, esta última liderada por Daniel Goldberg, ex-presidente do Morgan Stanley no Brasil.
Um estudo recente alterou a visão tradicional do crescimento do T. rex. Análises detalhadas indicam que esse dinossauro levava até 40 anos para atingir o tamanho adulto, superando a estimativa antiga de cerca de 20 anos. A pesquisa foi feita com base em 17 fósseis, que revelaram marcas ósseas antes não identificadas, graças a uma técnica de luz especial.
Os cientistas usaram cortes transversais completos dos ossos da perna, analisando os anéis de crescimento para determinar a idade dos animais. A combinação desses dados com um modelo estatístico inovador permitiu criar uma curva de crescimento mais precisa, mostrando grande variação individual, provavelmente influenciada por fatores ambientais e saúde.
Além de revelar o crescimento mais lento, o estudo sugere que diferentes fases da vida do T. rex tinham papéis ecológicos distintos. Jovens e subadultos não eram apenas versões menores dos adultos, mas desempenhavam funções próprias no ecossistema do Cretáceo.
Outro ponto levantado é o debate sobre a existência de múltiplas espécies de tiranossauros. Variabilidade entre fósseis pode indicar que criaturas como o Nanotyrannus sejam espécies distintas ou apenas indivíduos com crescimento fora do comum.
Essa revisão do tempo de crescimento do T. rex também provoca um questionamento sobre os métodos antigos usados em paleontologia, que podem ter subestimado a longevidade de outros dinossauros ao ignorar marcas de crescimento menos visíveis.
Os resultados ampliam o entendimento sobre a biologia e evolução do maior predador terrestre do seu tempo, indicando que sua história ainda tem capítulos a serem desvendados.
Astronautas começam retorno à Terra após problema médico a bordo da ISS
Os astronautas da missão Crew-11 começaram o retorno à Terra na noite de 14 de janeiro de 2026 devido a um problema médico identificado em um dos tripulantes. A nave Dragon, da SpaceX, realizou o desacoplamento da Estação Espacial Internacional para iniciar a reentrada.
A NASA informou que o estado de saúde do astronauta é estável e que a condição não está relacionada às atividades na estação. O pouso da nave está previsto para as 5h40 do dia seguinte, com toda a operação sendo autônoma.
Com o retorno antecipado, a caminhada espacial programada foi cancelada e o comando da ISS agora está sob a responsabilidade do cosmonauta Sergei Kud-Sverchkov. A NASA estuda antecipar a próxima missão tripulada prevista para fevereiro.
Pouco depois das 19h20 de 14 de janeiro de 2026, os astronautas da missão Crew-11 iniciaram o retorno para a Terra a bordo da nave Dragon, da SpaceX. O pouso está previsto para ocorrer às 5h40 do dia seguinte. A volta antecipada foi motivada por um sério problema médico identificado em um dos tripulantes na última semana, fato que levou à primeira remoção antecipada da Estação Espacial Internacional (ISS) por razões de saúde.
A missão, que deveria durar até maio, tinha como integrantes os americanos Zena Cardman e Mike Fincke, o japonês Kimiya Yui e o russo Oleg Platonov. A NASA não divulgou detalhes sobre o quadro de saúde ou a identidade do astronauta afetado, mas garantiu que o estado é estável e que a condição não está relacionada às atividades realizadas na ISS.
O retorno da nave é autônomo, sem necessidade de interferência dos astronautas no veículo, que desacoplará da estação e acionará seus propulsores para iniciar o trajeto de reentrada e pouso. Em função do ocorrido, uma caminhada espacial prevista para a semana foi cancelada.
Com a saída da Crew-11, o comando da estação fica com o cosmonauta Sergei Kud-Sverchkov, acompanhado de Sergei Mikaev e Chris Williams. A próxima missão tripulada, Crew-12, está planejada para 15 de fevereiro, mas a NASA avalia antecipar essa data.
Meta reduz 1.500 vagas na área de metaverso, segundo jornal
A Meta anunciou a redução de cerca de 1.500 empregos em sua divisão de metaverso, Reality Labs, representando 10% da equipe. A área já enfrentava cortes de orçamento desde dezembro passado, conforme o The Wall Street Journal.
O metaverso, antes prioritário, mostra resultados limitados, como na plataforma Horizon Worlds, com 200 mil usuários em 2022. A empresa agora direciona esforços para inteligência artificial, com investimento de US$ 600 bilhões em data centers nos EUA e mudança na liderança para reforçar essa área.
A Meta anunciou uma redução de cerca de 1.500 empregos em sua divisão de metaverso, conhecida como Reality Labs. Essa redução representa aproximadamente 10% do time dedicado ao desenvolvimento do metaverso, área que já vinha sofrendo com cortes no orçamento desde dezembro do ano passado, conforme reportagem do The Wall Street Journal.
O metaverso era visto como um dos principais focos da empresa, que mudou seu nome de Facebook Inc. para Meta em 2021, buscando reforçar essa aposta. No entanto, a plataforma Horizon Worlds, principal projeto voltado para a realidade imersiva, acumulava apenas 200 mil usuários em 2022, número baixo se comparado a redes sociais como o Instagram, que possui cerca de 3 bilhões de usuários.
Com a diminuição do investimento no metaverso, a Meta volta sua atenção para a inteligência artificial (IA). Em novembro de 2025, a empresa anunciou planos para investir US$ 600 bilhões em data centers de IA nos Estados Unidos, o que demonstra uma mudança significativa na estratégia de negócios. Além disso, Dina Powell McCormick foi nomeada presidente da companhia, com foco em captar recursos para a expansão da área de IA, especialmente para infraestrutura de data centers.
Até o momento, a Meta não comentou oficialmente os cortes na área do metaverso. A aposta no desenvolvimento da inteligência artificial indica uma mudança de prioridade da empresa diante dos resultados abaixo do esperado na realidade virtual.
A Plano&Plano e a Cury divulgaram prévias operacionais do quarto trimestre de 2025, mostrando redução no volume de lançamentos em relação a 2024, mas mantiveram crescimento no acumulado do ano. A Plano&Plano lançou 2.315 unidades com VGV de R$ 617 milhões no 4T25, queda de 51,1%, mas acumulou 17.801 unidades e R$ 5,3 bilhões em VGV, alta de 38% no ano.
O ticket médio da Plano&Plano avançou 18,2% na comparação anual, chegando a R$ 266,5 mil. Em destaque, a empresa firmou contrato de R$ 56 milhões com a CDHU para projetos habitacionais sociais. As vendas líquidas do trimestre subiram 118,8%, totalizando R$ 1,5 bilhão.
A Cury, por sua vez, encerrou o quarto trimestre com cinco lançamentos, somando 3.833 unidades e VGV de R$ 1,29 bilhão, retração de 7,9% no valor e 5,6% nas unidades. O preço médio por unidade caiu 2,4%, para R$ 336,4 mil. Durante 2025, a Cury lançou 37 empreendimentos com VGV de R$ 8,28 bilhões, crescimento de 25,9%, e 26.366 unidades, alta de 27% no ano.
Nas vendas, o VGV bruto da Cury no 4T25 alcançou R$ 1,71 bilhão, aumento de 12% sobre o mesmo período do ano anterior, e as unidades vendidas subiram 13%. Os distratos cresceram 47%, totalizando R$ 157,7 milhões, impactando a VSO líquida que caiu 4,4 pontos percentuais para 39,3%. As vendas líquidas tiveram alta de 9,3%, somando R$ 1,56 bilhão.
O Supremo Tribunal Federal (STF) tem marcado para fevereiro o julgamento virtual que promete definir a incidência de PIS/Cofins sobre as reservas técnicas das seguradoras, um tema com impacto financeiro significativo para a União e o setor financeiro. Essas reservas representam provisões obrigatórias destinadas a garantir o cumprimento de contratos com segurados.
O julgamento, com repercussão geral, vai orientar decisões em todos os processos semelhantes que tramitam na Justiça. A dúvida gira em torno de entender se as receitas geradas pela aplicação desses recursos devem ser consideradas no cálculo do faturamento, base para cobrança dos tributos federais.
Essa controvérsia surgiu após o STF estabelecer, em 2023, que PIS/Cofins incidem sobre receitas financeiras de bancos. Contudo, o relator daquela ação, ministro Dias Toffoli, indicou que tal entendimento não deveria ser aplicado às seguradoras, mantendo parte da discussão em aberto.
O ministro Luiz Fux, responsável pelo caso das seguradoras, apontou que, por determinação legal, a manutenção das reservas é obrigatória. Em 2024, houve uma tentativa de cobrança de PIS/Cofins sobre esses fundos pela seguradora Mapfre, que foi suspensa pelo ministro, levando o caso para análise do plenário.
O desfecho desse julgamento será essencial para definir o alcance da tributação sobre as reservas técnicas, evitando insegurança jurídica e direcionando a atuação fiscal e judicial nas próximas decisões envolvendo o setor segurador.
Capa da Superinteressante usa crochê para ilustrar a ciência da fofoca
A capa da revista Superinteressante aborda a ciência da fofoca de forma criativa, utilizando peças feitas em crochê para representar a temática. Foram produzidos elementos que mostram a evolução de uma galinha do ovo ao galo, simbolizando o processo social da fofoca.
A criação envolveu a ilustradora Tayrine Cruz, que usou técnicas manuais de crochê e tricô para compor a imagem, e a pós-produção digital feita por Luiz F. Pilato, que ajustou detalhes para garantir a clareza visual. A fotografia em alta resolução ficou a cargo do Studio Oz.
Essa combinação de arte manual e tecnologia destaca o cuidado na elaboração da capa, reforçando como a revista explora conceitos científicos de forma inovadora e acessível para os leitores.
O processo criativo da capa da revista Superinteressante, que aborda a ciência da fofoca, ganhou destaque pelo uso inusitado de peças de crochê para representar a temática. A ideia central ligou o verbo tricotar à construção social da fofoca, usando um suéter com a evolução de uma galinha numa sequência desde o ovo até o galo adulto segurando um bule de café.
A elaboração passou por diversas etapas, desde a escolha do conceito visual até a produção manual das figuras em crochê. As peças foram criadas por Tayrine Cruz, ilustradora da Super, que conciliou técnicas de crochê e tricô para alcançar o resultado desejado, garantindo o tamanho e a definição necessários para a aplicação na capa da revista.
Para facilitar ajustes e garantir qualidade, a produção foi dividida em partes separadas, o que também permitiu flexibilidade para modificar detalhes sem comprometer o todo. A pós-produção digital ficou a cargo de Luiz F. Pilato, responsável por juntar as peças e aprimorar elementos como a gola do suéter e o contraste do bule, fundamentais para a clareza da imagem final.
A fotografia foi realizada pelo Studio Oz, que capturou as peças em alta resolução para garantir nitidez tanto nas versões impressas quanto digitais. O envolvimento do time reforça a complexidade e o cuidado dedicados à capa.
O uso do crochê como expressão visual e a conexão com a ciência da fofoca mostram como a revista explora conceitos de modo criativo, combinando arte manual e tecnologia para ilustrar conteúdos científicos.
Tanure mantém influência na Light e deve participar de aumento de capital da empresa
O empresário Nelson Tanure, apesar de alvo de uma operação da PF, segue com forte influência na Light, segunda maior acionista da companhia que atende 31 municípios do Rio de Janeiro.
A Light renovou sua concessão e planeja captar até R$ 1,5 bilhão para modernizar a rede, com Tanure participando do aumento de capital para manter sua fatia.
Ele também tem focado em quitar dívidas após venda de participação na petrolífera Prio. A movimentação visa garantir estabilidade financeira e continuidade dos investimentos no setor de energia.
O empresário soteropolitano Nelson Tanure, de 74 anos, permanece influente na companhia elétrica Light, que atende 31 municípios do Rio de Janeiro, mesmo diante de investigações. Embora esteja vendendo sua participação na petrolífera Prio para quitar dívidas, os investimentos no setor de energia devem continuar. O fundo WNT, ligado a Tanure, detém 18,9% das ações da Light, mantendo-se como o segundo maior acionista.
Recentemente, a Light avançou na renovação de sua concessão junto ao Ministério de Minas e Energia, algo aguardado pelos investidores. Com isso, terá condições de realizar um aporte de capital de até R$ 1,5 bilhão, previsto para ocorrer em até 90 dias após a publicação do decreto de renovação. Fontes indicam que Tanure deve participar desse aumento para preservar sua fatia na empresa.
Desde 2023, Nelson Tanure acumulou perto de 30% do capital da Light por meio do WNT e assumiu papel ativo nas negociações com credores e órgãos públicos. Mesmo com a saída de dois indicados seus do conselho e da diretoria no final de 2025, sua presença segue forte na empresa. Durante o segundo semestre de 2025, o fundo WNT diminuiu sua participação, o que permitiu que o fundo Samambaia, de Ronaldo Cezar Coelho, retomasse a posição de maior acionista.
Enquanto isso, Tanure concentra esforços em pagar dívidas provenientes da venda da maior parte de sua participação na Prio, reduzindo os riscos financeiros do seu grupo. A Light, por sua vez, planeja captar fundos para modernizar sua rede e diminuir perdas com fraudes e desvios.
GWM demonstra interesse em instalar fábrica no Espírito Santo, informa governo estadual
A montadora chinesa GWM indicou interesse em abrir uma fábrica no Espírito Santo, conforme comunicado oficial do governo do estado. A iniciativa foi debatida durante encontro do vice-governador Ricardo Ferraço na China, com participação do governador Renato Casagrande via vídeo.
A possível nova unidade surge após a inauguração da fábrica em São Paulo, que produz 50 mil veículos anuais. A GWM pretende aumentar a capacidade para até 300 mil veículos no Brasil, o que justifica a expansão.
O local e valores do investimento ainda não foram definidos. A expectativa é de que a fábrica fortaleça a economia local e gere empregos, aproveitando o relacionamento comercial já existente com os portos capixabas.
A montadora chinesa GWM demonstrou interesse em instalar uma nova fábrica no Espírito Santo, segundo comunicado do governo estadual. O compromisso foi firmado durante visita do vice-governador Ricardo Ferraço à China, na cidade de Baoding, onde ficam as instalações da empresa. O encontro também contou com a participação do governador capixaba Renato Casagrande, via videochamada.
Este possível segundo polo industrial surge após a inauguração recente da fábrica de carros híbridos em Iracemápolis, São Paulo. Atualmente, a unidade paulista tem capacidade para produzir 50 mil veículos por ano, enquanto a GWM planeja alcançar entre 250 mil e 300 mil veículos no Brasil, o que sugere a necessidade de expansão.
Até o momento, o local para a nova fábrica no Espírito Santo ainda não foi definido, e o investimento financeiro permanece sem divulgação. A iniciativa visa ampliar os investimentos e gerar empregos, fortalecendo o desenvolvimento econômico da região.
Além disso, o governo estadual destaca que a GWM já utiliza os portos do Espírito Santo para importar mais de 45 mil veículos no ano passado, indicando um relacionamento comercial consolidado no estado.
O governo capixaba reforça o interesse em captar oportunidades que impulsionem o crescimento local, posicionando a instalação da nova fábrica como uma estratégia para continuar este caminho. A GWM, por sua vez, ainda não se pronunciou formalmente sobre os detalhes do projeto.
Bolsa da Venezuela em disparada: oportunidade real ou armadilha para os investidores?
O mercado financeiro venezuelano vive dias de euforia sem precedentes. Após a notícia da captura de Nicolás Maduro por forças especiais dos Estados Unidos, a bolsa de valores da Venezuela, o IBVC, registrou uma alta meteórica de 148%, medida a partir de 23 de dezembro. O movimento, embora expressivo, levanta um questionamento entre os investidores: é o início de uma recuperação histórica ou um voo de galinha alimentado pela especulação?
Para o economista Charles Mendlowicz, sócio da consultoria de wealth management Ticker Wealth e criador do canal Economista Sincero, a resposta exige cautela. \”O mercado trabalha com expectativa. Em cenários bons, a expectativa sobe, em cenários ruins, cai\”, explica o economista, ressaltando que a alta atual do IBVC se baseia exclusivamente na possibilidade de uma troca de regime, uma vez que o chavismo ainda mantém estruturas de poder.
Mendlowicz compara o momento atual com a dinâmica de resultados de empresas. “Muitas vezes, uma ação sobe antes de um balanço positivo e despenca quando o resultado, mesmo sendo bom, já foi precificado. No caso da Venezuela, a euforia é alimentada por uma tese de ‘fruta baixa’, cuja estratégia é buscar ativos extremamente baratos após décadas de crise”, explica o economista.
Essa onda de otimismo não está isolada. O economista aponta que o investidor global voltou a olhar para a América Latina com bons olhos, citando a Argentina, que registrou recentemente o menor risco soberano dos últimos 7 anos, e as mudanças políticas no Chile. Para o Brasil, ele projeta um cenário igualmente otimista, caso haja uma sinalização de alternância de governo em 2026: \”Apenas a possibilidade da troca de governo por um gestor respeitável poderia levar o Ibovespa aos 200 mil pontos\”, pontua Charles.
Imóveis na Venezuela: preços de banana, riscos de ouro
Uma das maiores curiosidades dos investidores de varejo tem sido o mercado imobiliário venezuelano. Com a debandada de mais de 8,6 milhões de pessoas do país, os preços das propriedades desabaram entre 50% e 90%. Só na capital, estima-se a existência de 3 mil casas abandonadas segundo declarações do ex-presidente da Câmara Imobiliária Metropolitana de Caracas, Roberto Orta Martínez.
No entanto, Mendlowicz alerta para o que chama de ‘armadilha para inocentes’. Embora seja possível encontrar apartamentos de luxo por frações do preço de um imóvel no Brasil, os riscos são sistêmicos.
“É fácil comprar, mas pode ser impossível vender se a recuperação econômica não se concretizar, isso afeta a liquidez. Há risco de insegurança jurídica, com relatos de golpes onde o mesmo imóvel é vendido para múltiplas pessoas, além da ocupação por cartéis ou grupos armados. É preciso ficar também atento aos custos ocultos. Propriedades abandonadas exigem reformas estruturais caríssimas, e a gestão à distância é um desafio logístico e de segurança”, alerta o Economista Sincero.
Como investir com segurança?
Para quem ainda assim deseja exposição ao renascimento venezuelano, o economista sugere o mercado financeiro em vez do físico. Gestoras nos Estados Unidos já estão em processo de registro de ETFs (fundos de índice) focados na Venezuela, o que permitiria ao investidor entrar e sair do mercado com muito mais agilidade.
\”Eu prefiro de longe investir em renda variável, ações e ETFs, do que comprar um imóvel sem conhecimento local\”, afirma Charles. Ele traça um paralelo com a febre dos NFTs de ‘macacos’ (Bored Apes), lembrando que muitos influenciadores promovem ativos no topo para depois deixarem os seguidores com o prejuízo na mão.
Charles Mendlowicz finaliza a análise dizendo que a alta de 148% da bolsa de valores da Venezuela é um sinal de que o mundo está de olho no país, mas o investidor consciente deve priorizar a liquidez e evitar decisões baseadas apenas no FOMO (fear of missing out, ou medo de ficar de fora). \”Nesse momento, eu só peço calma. Se for investir, tem que fazer direito\”, conclui o economista.
Sobre Charles Mendlowicz, o Economista Sincero
Charles Mendlowicz é um dos principais nomes do mercado financeiro brasileiro, com 30 anos de experiência e um histórico de sucesso entre o mercado financeiro e o varejo. É sócio da Ticker Wealth, onde lidera a estratégia de expansão, e autor do best-seller \”18 princípios para você evoluir\”. Sua abordagem direta e transparente o consagrou como um influenciador confiável, tendo sido eleito o melhor influenciador de investimentos pela ANBIMA por quatro vezes.
A Veriff, unicórnio estoniano especializado em Verificação de identidade digital, inaugurou seu primeiro hub tecnológico no Brasil. Com um investimento...
Publicado em 24/04/2025 às 15:43 - Tecnologia e Inovação