Quem acompanha tecnologia sabe reconhecer quando algo importante acontece sem alarde. As versões beta do iOS 26.3 e do macOS Tahoe 26.3 receberam, pela segunda vez, atualizações de segurança em segundo plano, silenciosas, fora do ciclo tradicional de lançamentos. Para a maioria das pessoas, isso passa despercebido. Mas para quem presta atenção, o sinal é claro: a Apple está redesenhando a forma como controla riscos, usuários e o próprio sistema.
Não se trata apenas de corrigir falhas. Trata-se de quem decide quando seu dispositivo muda, e como isso acontece.
O que são essas atualizações “invisíveis”?
Tradicionalmente, atualizações de sistemas operacionais exigem uma ação do usuário: baixar, aceitar termos, reiniciar. O que a Apple está testando agora é diferente. São correções de segurança aplicadas automaticamente, em segundo plano, sem intervenção direta.
Elas não alteram a interface, não trazem novos recursos visíveis e não aparecem como um “update clássico”. O foco é proteger componentes sensíveis do sistema — especialmente aqueles ligados a permissões, execução de código e comunicação com serviços externos.
Na prática, o sistema se protege entre uma versão oficial e outra, reduzindo janelas de exposição.
Por que a Apple está insistindo nisso agora?
O cenário mudou. Hoje, falhas exploráveis surgem e se espalham em horas, não em meses. Ataques não esperam ciclos de atualização. E a Apple sabe disso.
Ao implementar atualizações de segurança em segundo plano, a empresa reduz três riscos críticos:
Usuários que não atualizam por medo ou preguiça
Exploração em larga escala de falhas conhecidas
Dependência excessiva de grandes lançamentos para corrigir problemas urgentes
É uma resposta direta ao mundo real, onde dispositivos são alvos constantes, não exceções.
Isso significa menos controle para o usuário?
Essa é a pergunta que realmente importa.
Sim e não.
Por um lado, o usuário ganha proteção contínua, mesmo sem entender detalhes técnicos. Por outro, perde a percepção clara de quando e como o sistema está sendo alterado. A Apple decide o que é crítico o suficiente para mudar silenciosamente.
Essa filosofia não é nova na empresa. Ela sempre priorizou segurança e experiência acima da personalização extrema. O que muda agora é a escala e a frequência.
E por que isso aparece primeiro nas versões beta?
Porque é ali que a Apple testa limites.
As versões beta não servem apenas para experimentar novos recursos visuais. Elas são usadas para validar modelos de governança do sistema: até onde dá para automatizar, o que pode quebrar, como usuários reagem.
O fato de esta ser a segunda atualização silenciosa indica que o primeiro teste funcionou. Não houve colapsos, não houve rejeição significativa, não houve problemas críticos reportados.
Isso é um sinal forte de que esse modelo veio para ficar.
O que muda para iPhone, iPad e Mac no dia a dia?
Para o usuário comum, quase nada — e isso é intencional.
O dispositivo continua funcionando normalmente, sem pop-ups, sem interrupções. Mas nos bastidores, componentes essenciais passam a operar sob um regime de manutenção contínua, parecido com o que já acontece em grandes infraestruturas de nuvem.
É uma mudança de mentalidade: o sistema deixa de ser algo “estático entre atualizações” e passa a ser um organismo em constante ajuste.
Existe algum risco nisso tudo?
O principal risco não é técnico, mas filosófico.
Quando sistemas se atualizam sozinhos, o usuário precisa confiar plenamente na empresa que os controla. A Apple aposta que essa confiança já existe — e, para a maioria das pessoas, ela provavelmente está certa.
Ainda assim, é um movimento que reforça um modelo onde o dispositivo é cada vez menos “seu” no sentido absoluto, e mais um serviço em evolução contínua.
O que está por trás das atualizações invisíveis do iOS 26.3 e do macOS Tahoe é uma estratégia clara: segurança contínua, automática e centralizada, adaptada a um mundo onde ameaças não esperam permissões.
Não é um detalhe técnico. É uma mudança estrutural na forma como sistemas operacionais funcionam — e no quanto o usuário percebe essas mudanças.
Leitura complementar para quem quer entender o cenário completo
Para quem deseja se aprofundar em como a Apple vem ajustando sua estratégia de segurança e atualizações silenciosas ao longo das últimas versões do sistema, alguns conteúdos ajudam a ampliar o contexto:
iOS 26.2: por que a atualização foi tratada como obrigatóriaUma análise sobre correções críticas e o motivo de a Apple ter acelerado a adoção dessa versão.
Atualização do iOS 26: recursos escondidos que passam despercebidosUm olhar detalhado sobre mudanças menos visíveis que afetam privacidade, segurança e controle do sistema.
Esses materiais ajudam a entender por que as atualizações em segundo plano testadas no iOS 26.3 e no macOS Tahoe não surgem do nada, mas fazem parte de uma transição gradual na forma como a Apple gerencia seus ecossistemas.
Um futuro mais seguro, porém menos visível
A Apple está apostando em algo simples e ousado ao mesmo tempo: proteger melhor fazendo menos barulho. Para muitos, isso será bem-vindo. Para outros, levantará debates legítimos sobre controle e transparência.
Mas uma coisa é certa: depois desses testes, será difícil imaginar um futuro em que sistemas críticos dependam exclusivamente do usuário para se manterem seguros.
A segurança, ao que tudo indica, está deixando de pedir permissão.
A Lego acabou de colocar um cérebro dentro do tijolo: isso muda o que significa “brincar”
Durante décadas, o tijolo Lego foi um símbolo de simplicidade: plástico, encaixe, imaginação. Na CES 2026, em Las Vegas, essa ideia ganhou uma nova camada. O Grupo Lego apresentou as Smart Bricks, peças que mantêm o formato clássico 2×4, mas escondem algo inédito em seu interior: um computador em miniatura, com chip próprio, capaz de processar informações.
Não se trata de mais um brinquedo eletrônico. É uma mudança silenciosa no próprio conceito do que é um Lego — e no tipo de criatividade que ele pode despertar.
O que são, afinal, as Smart Bricks?
Externamente, as Smart Bricks são praticamente idênticas às peças tradicionais. Mesmo tamanho, mesmo encaixe, mesma compatibilidade com outros blocos. A diferença está dentro. Cada tijolo carrega um chip ASIC personalizado, desenvolvido especificamente para operar dentro das limitações físicas da peça.
Esse chip permite que o tijolo:
reconheça quando está conectado a outros blocos;
troque dados com peças vizinhas;
execute comandos simples;
reaja a estímulos do conjunto.
Em vez de depender apenas da imaginação do construtor, o Lego passa a responder ao que foi construído.
Por que a Lego fez isso agora?
A Lego vem observando há anos uma mudança no modo como crianças e jovens interagem com tecnologia. Tablets, jogos digitais e programação já fazem parte do cotidiano. O desafio sempre foi integrar esse universo ao brincar físico, sem transformar o Lego em “apenas mais um gadget”.
As Smart Bricks parecem ser a resposta a essa tensão. Em vez de substituir o brinquedo tradicional, a Lego adiciona uma camada invisível de inteligência, mantendo a lógica do montar, errar, desmontar e tentar de novo.
Não é uma ruptura agressiva. É uma evolução discreta.
Um computador escondido em um brinquedo
O uso de um chip ASIC chama atenção porque não é uma escolha trivial. Diferente de chips genéricos, um ASIC é criado para uma função específica. Isso indica que a Lego não está apenas testando uma ideia, mas apostando em escala, eficiência energética e confiabilidade.
O uso de um chip ASIC chama atenção porque não é uma escolha trivial. Diferente de chips genéricos, um ASIC é criado para uma função específica. Isso indica que a Lego não está apenas testando uma ideia, mas apostando em escala, eficiência energética e confiabilidade.
Cada tijolo não é um “mini computador poderoso”, mas um nó inteligente dentro de um sistema maior. A inteligência emerge do conjunto, não da peça isolada. É uma lógica parecida com a de redes, colmeias ou sistemas distribuídos.
Para quem monta, isso significa que estruturas diferentes podem se comportar de formas diferentes — mesmo usando as mesmas peças.
Por que começar com Lego Star Wars?
Os primeiros kits com Smart Bricks chegam ao mercado em 1º de março, todos dentro da linha Lego Star Wars. A escolha não é casual. Essa é uma das franquias mais populares da marca, com público que vai além das crianças pequenas.
Star Wars já trabalha, em seu universo narrativo, com conceitos como sistemas, inteligência, máquinas e redes. Isso cria um terreno fértil para testar a recepção das Smart Bricks em histórias que já envolvem tecnologia e estratégia.
É um laboratório com fãs engajados — e atentos.
Isso é brinquedo ou é tecnologia educacional?
A resposta honesta é: os dois. Mas a Lego toma cuidado para não usar discursos pedagógicos pesados. As Smart Bricks não exigem que a criança “aprenda programação” formalmente. Elas permitem que conceitos como lógica, sequência, causa e efeito surjam naturalmente da brincadeira.
Ao montar, o usuário não escreve código. Ele cria relações físicas que geram comportamentos. Isso aproxima o Lego de ideias usadas em robótica e computação, sem afastar quem só quer brincar.
É um tipo de aprendizado que acontece sem ser anunciado.
O que muda para quem já brinca com Lego?
Para quem já conhece Lego, a mudança é sutil no início. As peças continuam se encaixando da mesma forma. A diferença aparece quando o conjunto começa a reagir.
Uma nave pode “ativar” funções quando montada corretamente. Um conjunto pode mudar de comportamento se uma peça for removida. O erro deixa de ser apenas estrutural e passa a ser também funcional.
Isso transforma a brincadeira em um diálogo: o construtor propõe, o sistema responde.
Há riscos em colocar “cérebros” em brinquedos?
Sempre há questionamentos quando brinquedos se tornam inteligentes. Privacidade, durabilidade, dependência de tecnologia e custo são pontos levantados por especialistas.
A Lego tenta reduzir esses riscos ao manter as Smart Bricks autônomas, sem necessidade constante de conexão à internet. A inteligência está no tijolo, não em servidores externos. Isso preserva a experiência offline, um valor importante para a marca.
Ainda assim, é um território novo, que exigirá atenção conforme a tecnologia evoluir.
Não há previsão para o Brasil — e isso diz algo
Até o momento, não há previsão de lançamento das Smart Bricks no Brasil. Isso reforça a ideia de que o produto está em fase inicial, sendo observado de perto antes de uma expansão global.
Historicamente, a Lego costuma testar grandes inovações em mercados específicos antes de ampliar a distribuição. O silêncio sobre datas futuras sugere cautela — e a consciência de que esse tipo de mudança precisa ser bem assimilada.
O que significa a Lego lançar peças com cérebro digital?
Significa que o brinquedo deixa de ser apenas passivo e passa a participar da experiência. A Lego não está abandonando a imaginação; está oferecendo algo novo para dialogar com ela.
Quando o brinquedo começa a pensar junto
As Smart Bricks não são o fim do Lego tradicional. Elas são um sinal de que o brincar também acompanha o tempo em que vive. Em um mundo cada vez mais mediado por sistemas inteligentes, a Lego escolhe não resistir nem exagerar. Escolhe integrar.
Colocar um cérebro dentro do tijolo não transforma a criança em engenheira nem o brinquedo em máquina fria. Apenas amplia as possibilidades. E, como sempre aconteceu com Lego, o que vai sair disso depende menos da peça — e mais de quem a encaixa.
Nise da Silveira acreditava mesmo que gatos eram co-terapeutas?
Quando a psiquiatra brasileira Nise da Silveira dizia que os gatos eram co-terapeutas, muita gente achava que era apenas uma metáfora poética. Outros viam exagero, romantização ou até excentricidade. Mas o que ela realmente quis dizer com isso?
E mais importante: havia fundamento real nessa ideia — ou era só intuição?
A resposta é mais concreta, provocadora e atual do que parece.
Quem foi Nise — e por que ela pensava diferente
Nise da Silveira trabalhou durante décadas em hospitais psiquiátricos no Brasil, especialmente no antigo Centro Psiquiátrico Nacional do Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro. Em uma época marcada por eletrochoques, lobotomias e contenções físicas, ela fez uma escolha radical: recusou-se a tratar sofrimento psíquico com violência.
No lugar disso, abriu espaço para atividades expressivas — pintura, modelagem, convivência — e para algo ainda mais incomum: a presença livre de animais, especialmente gatos.
Essa decisão não foi decorativa nem sentimental. Foi clínica.
O hospital antes dos gatos: isolamento e ruptura
Para entender o impacto dos gatos, é preciso lembrar do cenário da época. Hospitais psiquiátricos funcionavam como espaços de segregação. Pacientes viviam em ambientes frios, supercontrolados, com pouquíssimos estímulos afetivos.
Nise observava algo essencial:
muitos pacientes não conseguiam mais se relacionar com pessoas, mas ainda reagiam à presença de um animal.
Não com palavras. Com gestos mínimos. Com atenção. Com cuidado.
Era aí que algo começava a se reorganizar.
O que os gatos faziam que ninguém mais conseguia
Os gatos não “tratavam” no sentido médico tradicional. Eles não davam ordens, não exigiam respostas, não interpretavam. Apenas estavam ali.
E isso fazia toda a diferença.
Segundo os relatos clínicos reunidos por Nise, os gatos:
aproximavam-se sem invadir
respeitavam o tempo do paciente
aceitavam silêncio
reagiam a pequenos gestos de afeto
não julgavam comportamentos considerados “estranhos”
Para pessoas em sofrimento psíquico profundo, isso criava algo raro: uma relação sem ameaça.
Por que Nise usava o termo “co-terapeuta”
Aqui está um ponto que costuma ser mal interpretado.
Quando Nise chamava os gatos de co-terapeutas, ela não os colocava acima ou no lugar dos profissionais. O termo tinha um sentido muito específico: eles participavam do processo terapêutico sem linguagem, sem técnica formal, mas com impacto real.
Em outras palavras:
o gato não curava — mas criava condições para que a pessoa pudesse, aos poucos, se reorganizar internamente.
Isso incluía:
despertar interesse pelo ambiente
estimular responsabilidade (alimentar, proteger)
favorecer vínculos afetivos seguros
reduzir estados de agitação e retraimento
Tudo isso sem uma única palavra.
A ligação com a psicologia profunda
Embora não fosse “junguiana ortodoxa”, Nise dialogava intensamente com a psicologia analítica de Carl Gustav Jung. Para ela, o inconsciente se expressava por imagens, símbolos e relações — não apenas por fala racional.
Os gatos, nesse contexto, funcionavam como figuras simbólicas vivas:
independentes, sensíveis, silenciosas, capazes de circular entre proximidade e distância.
Para muitos pacientes, esse tipo de relação era mais acessível do que qualquer conversa estruturada.
Era apenas intuição? Ou havia método?
Um erro comum é tratar a abordagem de Nise como puramente intuitiva. Na prática, ela observava sistematicamente os efeitos da presença dos animais.
Ela registrava mudanças de comportamento, redução de agressividade, aumento de participação nas atividades expressivas e até melhora no cuidado pessoal.
Hoje, décadas depois, a ciência daria outro nome a isso:
intervenções assistidas por animais.
Mas Nise chegou lá antes — sem rótulos, sem modismos.
O que a ciência atual confirma
Estudos contemporâneos em psicologia, neurociência e saúde mental mostram que a convivência com animais pode:
reduzir níveis de cortisol (hormônio do estresse)
estimular a liberação de ocitocina
melhorar a regulação emocional
favorecer sensação de segurança
diminuir isolamento social
Ou seja: aquilo que Nise observava empiricamente hoje encontra respaldo científico.
Ela não estava romantizando os gatos. Estava descrevendo um fenômeno real com a linguagem que tinha à época.
Então… os gatos eram mesmo co-terapeutas?
Sim — no sentido exato que Nise pretendia.
Eles não substituíam tratamento.
Não resolviam traumas.
Não eram “milagrosos”.
Mas participavam ativamente do processo de cuidado, oferecendo algo que nenhum protocolo conseguia garantir: presença afetiva sem exigência.
Para pacientes profundamente feridos nas relações humanas, isso podia ser o primeiro passo de volta ao mundo.
Por que essa ideia ainda incomoda
Talvez porque ela desafie uma noção rígida de ciência.
Talvez porque valorize algo que não se mede facilmente.
Ou talvez porque nos lembre que cuidar não é apenas intervir, mas também permitir encontros.
Nise da Silveira pagou um preço alto por sustentar essa visão. Foi marginalizada, criticada, desacreditada. Ainda assim, manteve sua posição até o fim.
E o tempo, mais uma vez, acabou ficando do lado dela.
Uma reflexão final
Quando Nise dizia que os gatos eram co-terapeutas, ela não estava falando apenas de animais. Estava falando de outra forma de compreender o cuidado, menos autoritária, mais relacional.
Talvez a pergunta mais incômoda não seja se ela estava certa.
Mas sim: por que demoramos tanto para levá-la a sério?
Leituras relacionadas
A presença dos gatos no contexto terapêutico também ajuda a compreender melhor como esses animais interagem com o ambiente, com as pessoas e com o imaginário coletivo. Para quem deseja aprofundar esse olhar, há conteúdos interessantes que exploram diferentes dimensões da relação entre humanos e gatos, como os estímulos sensoriais que influenciam o comportamento felino, a adaptação de espaços domésticos para o bem-estar dos gatos e até curiosidades culturais sobre felinos na ficção e nos desenhos animados.
Estímulos sensoriais para gatos: som, luz e cheiros no ambiente doméstico
Chevron pode aumentar em até US$ 700 milhões por ano com petróleo na Venezuela
A Chevron poderá aumentar seu fluxo de caixa em até US$ 700 milhões por ano ao expandir a produção de petróleo na Venezuela. A empresa já atua no país e compartilha a produção com a estatal PDVSA, produzindo cerca de 240 mil barris por dia.
O crescimento ocorre em meio a uma política dos EUA que facilita a operação da Chevron no país, mesmo diante das incertezas políticas e fiscais locais. A petroleira mantém cautela para evitar investimentos maiores até que o cenário fique mais estável.
Esse aumento representa cerca de 1% a 2% do fluxo operacional da Chevron. Executivos da empresa participarão de reuniões na Casa Branca para discutir planos de reconstrução da indústria petrolífera venezuelana, impactando o mercado regional.
A Chevron pode elevar seu fluxo de caixa em até US$ 700 milhões anuais, ampliando a produção de petróleo na Venezuela. Segundo relatório do analista Jason Gabelman, da TD Cowen, a empresa tem uma oportunidade diferenciada para crescer na região devido à política dos EUA voltada ao controle do petróleo venezuelano.
A Chevron é a única grande petroleira dos Estados Unidos atuando no país sul-americano e deve expandir sua produção a partir dos ativos já existentes, evitando investimentos grandes até que haja estabilidade política e fiscal na Venezuela. Atualmente, as joint ventures da companhia produzem cerca de 240 mil barris por dia, divididos aproximadamente meio a meio com a estatal PDVSA.
Representantes do setor petrolífero, incluindo executivos da Chevron, estão previstos para participar de encontro na Casa Branca, onde o presidente Donald Trump deve apresentar planos para reconstruir a indústria venezuelana, afetada por décadas de má gestão.
Apesar das vantagens de longo prazo da Venezuela, detentora das maiores reservas mundiais, as incertezas sobre segurança e o ambiente regulatório afastam investimentos expressivos no curto prazo. O aumento projetado de até US$ 700 milhões por ano equivale a cerca de 1% a 2% do fluxo operacional da Chevron, segundo o analista.
Com o governo buscando firmar um regime fiscal estável, a Chevron mantém cautela antes de comprometer capital adicional significativo.
O suposto túmulo de Jesus realmente resistiu ao tempo?
Durante séculos, peregrinos caminharam até Jerusalém acreditando que um ponto específico da cidade guarda o túmulo onde Jesus foi sepultado. Mas, entre destruições, reconstruções e disputas religiosas, uma pergunta permanece: o local venerado hoje preserva algo do túmulo original ou tudo não passa de tradição acumulada ao longo do tempo? Descobertas arqueológicas recentes trouxeram novas pistas — e elas são mais concretas do que muitos imaginam.
Um lugar marcado por fé… e por ruínas
O local tradicionalmente identificado como o túmulo de Jesus fica dentro da Igreja do Santo Sepulcro, uma construção que, por si só, já passou por incêndios, invasões, terremotos e reformas profundas. Ao longo de quase dois milênios, camadas de pedra, argamassa e estruturas foram se sobrepondo, criando um verdadeiro palimpsesto arquitetônico.
Durante muito tempo, estudiosos acreditaram que qualquer vestígio do túmulo original teria sido perdido, especialmente após a destruição da igreja ordenada pelo califa fatímida Al-Hakim no século XI. A lógica parecia simples: se o edifício foi arrasado, o que poderia ter sobrevivido?
Essa suposição, no entanto, começou a ruir com análises arqueológicas mais cuidadosas.
O que a arqueologia encontrou sob o mármore
Entre 2016 e 2017, uma restauração inédita permitiu que arqueólogos tivessem acesso direto à estrutura interna do edículo — o pequeno santuário que envolve o túmulo. Pela primeira vez em séculos, o revestimento de mármore foi removido temporariamente.
O que apareceu ali surpreendeu: materiais de construção datados do período romano, compatíveis com o século I d.C., época em que os evangelhos situam a crucificação e o sepultamento de Jesus. Esses elementos indicam que o local venerado hoje não foi simplesmente “inventado” na Idade Média, mas preserva um núcleo muito mais antigo.
Mais importante ainda: os dados sugerem continuidade. Mesmo após destruições violentas, o ponto exato do túmulo teria sido respeitado e reconstruído sucessivamente sobre a mesma base.
Tradição cristã ou memória urbana confiável?
Críticos costumam afirmar que tradições religiosas não são fontes confiáveis. Mas Jerusalém antiga funcionava de maneira diferente das cidades modernas. Locais de execução, sepultamento e culto eram fortemente fixados na memória coletiva, sobretudo em uma cidade relativamente pequena e densamente habitada.
Quando o imperador Constantino autorizou, no século IV, a construção da primeira igreja cristã no local, ele não escolheu um ponto aleatório. Escritos históricos indicam que os cristãos locais já identificavam aquele lugar como o túmulo havia gerações.
A arqueologia moderna, ao confirmar a presença de estruturas romanas no núcleo do santuário, reforça essa memória urbana contínua, algo raro em sítios religiosos tão antigos.
O túmulo corresponde ao que os evangelhos descrevem?
Os evangelhos falam de um túmulo escavado na rocha, próximo ao local da crucificação, situado em um jardim. Escavações ao redor do Santo Sepulcro revelaram exatamente isso: uma antiga pedreira transformada em área funerária, com sepulturas do tipo kokhim (nichos escavados), comuns no judaísmo do século I.
Além disso, análises botânicas recentes identificaram vestígios de plantas cultivadas na área, o que dialoga diretamente com a descrição de um jardim mencionada no Evangelho de João.
Esses detalhes não provam a identidade de Jesus em termos teológicos, mas mostram que o cenário físico descrito nos textos bíblicos é compatível com o local arqueológico real.
Por que isso importa hoje?
A descoberta não transforma fé em ciência, nem ciência em fé. Mas ela corrige um equívoco comum: a ideia de que tudo o que envolve o túmulo de Jesus é pura lenda tardia.
O que os dados indicam é mais sóbrio e, talvez, mais impressionante: apesar de guerras, destruições e reconstruções, um lugar específico foi preservado com notável fidelidade ao longo de quase dois mil anos.
Para crentes, isso reforça a força da tradição. Para não crentes, mostra como memória, espaço urbano e arqueologia podem caminhar juntos de forma surpreendente.
Então, o suposto túmulo de Jesus é autêntico?
A resposta honesta é: ele é arqueologicamente coerente com o período, o contexto e as descrições antigas. Não há evidência de que o local seja uma invenção posterior, e há sinais concretos de continuidade desde a época romana.
Isso não obriga ninguém a crer — mas torna intelectualmente difícil descartar o local como mero mito.
Para aprofundar o contexto histórico
Se o tema despertou sua curiosidade, há conteúdos complementares que ajudam a compreender melhor os caminhos, os lugares e os vestígios associados aos últimos dias de Jesus em Jerusalém:
Refazer hoje os passos de Jesus na Via Dolorosa
Uma análise histórica e urbana do trajeto tradicional do Caminho das Dores, à luz da arqueologia e da Jerusalém atual.
Talvez o aspecto mais fascinante dessa descoberta seja o silêncio das pedras. Elas não pregam, não convencem, não prometem. Apenas permanecem. E, ao permanecerem, contam uma história de resistência, memória e significado.
Em um mundo acostumado a revisões rápidas e verdades descartáveis, o suposto túmulo de Jesus nos lembra que alguns lugares atravessam o tempo carregando perguntas que continuam abertas — não porque faltam respostas, mas porque seu significado vai além delas.
Versículo para reflexão
Para quem deseja aprofundar a leitura com uma pausa de contemplação, um versículo diário pode ajudar a conectar o texto histórico à dimensão espiritual presente nas Escrituras:
Versículo do Dia – Gênesis 1:11
Uma reflexão sobre criação, ordem e vida que atravessa séculos e continua inspirando leitores hoje.
Gigabyte apresenta a RTX 5090 Infinity com design único e foco em refrigeração na CES 2026
A Gigabyte lançou na CES 2026 a AORUS GeForce RTX 5090 Infinity, uma placa de vídeo premium com formato compacto e sistema térmico otimizado. O design circular e o dissipador redondo diferenciam esta GPU das tradicionais.
A placa apresenta a tecnologia de resfriamento Windforce Hyperbust e uma ventoinha Overdrive que se ativa em módulos exigidos, garantindo temperaturas estáveis durante jogos e trabalhos pesados. Conta ainda com 32 GB de memória GDDR7 e 21.760 núcleos CUDA.
Com dimensões compactas para facilitar instalação em gabinetes menores e suporte a múltiplos monitores, a RTX 5090 Infinity é uma aposta da Gigabyte em desempenho, refrigeração eficiente e estética distinta para gamers e profissionais.
A Gigabyte revelou na CES 2026 a AORUS GeForce RTX 5090 Infinity, sua nova placa de vídeo premium que traz um design incomum e foco na engenharia térmica. Diferente dos modelos tradicionais, essa GPU aposta em um formato compacto aliado a um sistema de resfriamento otimizado, buscando maior eficiência sem abrir mão da compatibilidade com gabinetes menores.
O destaque está no formato circular, uma característica pouco vista em placas de alto desempenho. A estrutura metálica fundida e o dissipador redondo, somados à iluminação RGB Halo, criam uma combinação visual distinta. A tecnologia de resfriamento Windforce Hyperbust utiliza um layout interno que permite o fluxo de ar passar pela parte traseira, reduzindo o calor concentrado sob carga intensa.
Além disso, a RTX 5090 Infinity conta com uma ventoinha Overdrive central que ativa automaticamente em módulos mais exigidos, mantendo a temperatura estável durante jogos ou trabalhos com inteligência artificial que utilizam recursos RTX.
Com 32 GB de memória GDDR7 a 28 Gbps e 21.760 núcleos CUDA, o modelo mantém dimensões relativamente compactas (33 cm x 14,5 cm), ampliando as opções de instalação. A GPU suporta até 4 monitores e possui conexões PCI Express 5.0, além de demanda uma fonte de 1000 W.
Além da placa, a Gigabyte também mostrou uma memória DDR5-7200 de 256 GB, ideal para tarefas pesadas como criação de conteúdo e IA, reforçando a estratégia de integrar hardware avançado com soluções para profissionais e gamers exigentes.
Com essa aposta, a empresa amplia seu portfólio de produtos para diferentes públicos, focando em desempenho, refrigeração e estética.
Netflix confirma data de estreia da 7ª temporada de Virgin River
A Netflix anunciou que a 7ª temporada de Virgin River estreia em 12 de março. A série traz novamente a rotina de Jack e Mel, agora casados e enfrentando novos desafios, como a paternidade.
O arco dessa temporada mostra o casal lidando com traumas e adaptações à vida na fazenda, como revelado pelo elenco e produção. A trama promete explorar as dinâmicas reais do relacionamento sem monotonia.
Além disso, Virgin River já está confirmada para a 8ª temporada, garantindo continuidade. A série é baseada em uma saga de 22 livros, que ainda rendem histórias para futuras temporadas.
A espera pela sétima temporada de Virgin River está quase no fim: a Netflix confirmou que os novos episódios chegam ao streaming em 12 de março. A série continuará acompanhando a rotina de Jack Sheridan (Martin Henderson) e Melinda Monroe (Alexandra Breckenridge), que agora enfrentam novas situações após o casamento. Entre os temas centrais deste ciclo está a paternidade, um ponto delicado para o casal, que há anos enfrenta dificuldades para construir uma família biológica.
O ator Martin Henderson revelou que esta fase do relacionamento mostra como Mel e Jack buscaram superar traumas, incluindo a perda de um bebê, uma história explorada na quinta temporada. O showrunner Patrick Sean Smith também acrescenta que o casamento dos personagens não trará monotonia, prometendo abordar suas dinâmicas e desafios reais, como a adaptação à vida na fazenda, distante do estilo de vida que Mel imaginava inicialmente.
Além disso, o futuro da série já está assegurado, com a Netflix renovando Virgin River para pelo menos uma oitava temporada. A produção é baseada na saga literária de Robyn Carr, que possui 22 volumes publicados entre 2007 e 2020, oferecendo um amplo material para futuras histórias que serão adaptadas para o público.
Essa nova temporada deverá satisfazer fãs que acompanham o drama romântico, esclarecendo o que vem depois de um casamento e explorando as expectativas e realidades enfrentadas pelos protagonistas nesse próximo capítulo da vida deles.
Elon Musk afirma que Starlink não opera na África do Sul por questões raciais
Elon Musk voltou a afirmar que a Starlink não tem licença para operar na África do Sul devido a requisitos raciais presentes na legislação local. Segundo ele, o fato de não ser negro dificulta a aprovação da empresa, que enfrenta regras do programa de Empoderamento Econômico Negro de Base Ampla (BEE).
Essas políticas visam corrigir desigualdades históricas causadas pelo apartheid, priorizando a participação de sul-africanos negros em negócios, o que impacta empresas estrangeiras como a Starlink. A Autoridade Independente de Comunicação da África do Sul (ICASA) exige que todas as empresas cumpram esses requisitos para obter autorização no setor.
O caso expõe os desafios enfrentados por companhias internacionais diante de medidas nacionais que buscam promover a equidade econômica e a reparação social no país, dificultando a entrada de empresários que não atendem aos critérios de empoderamento racial estabelecidos.
Elon Musk afirmou novamente que a não concessão de licença para a Starlink operar na África do Sul está relacionada a questões raciais. Em seu perfil no X, ele disse que a empresa não pode atuar no país “pelo simples fato de eu não ser negro”. Os comentários revisitam declarações feitas por Musk no Qatar Economic Forum em 2025.
O empresário apontou que os requisitos do programa de Empoderamento Econômico Negro de Base Ampla (BEE), de sua terra natal, dificultam a obtenção da licença. Segundo ele, existem “140 leis” que favorecem sul-africanos negros em detrimento de outras pessoas, incluindo estrangeiros como ele, que também tem cidadania americana.
A legislação citada tem o objetivo de corrigir desigualdades geradas pelo apartheid, promovendo maior participação da população negra em negócios. Empresas estrangeiras, como a Starlink, precisam cumprir essas normas para conseguir autorização no setor de telecomunicações, com prioridade para marcas locais e historicamente desfavorecidas.
A Autoridade Independente de Comunicação da África do Sul (ICASA), responsável pelo licenciamento, informou que todas as empresas devem atender aos requisitos para operar no país. Ainda que os reguladores não tenham comentado os recentes argumentos do CEO da Tesla, representantes do governo reforçaram que as políticas de empoderamento são essenciais para reparar desigualdades históricas.
Essa situação ilustra os desafios enfrentados por empresas estrangeiras sob políticas que buscam promover equidade econômica no país.
X, rede de Elon Musk, processa grandes gravadoras nos EUA por custos abusivos de licenciamento musical
A rede social X, comandada por Elon Musk, entrou com processo nos EUA contra 18 grandes gravadoras e a NMPA. A acusação é de que essas empresas conspiram para impor preços altos no licenciamento de músicas, violando leis antitruste.
O processo cita grandes nomes como Universal, Sony e Warner, responsáveis por mais de 90% das obras protegidas. X afirma que essas gravadoras dificultam acordos individuais e usaram notificações para remover conteúdos e suspender usuários.
A ação busca garantir concorrência justa e compensações pelas perdas financeiras da plataforma devido à restrição. Gravadoras responderam criticando a postura da rede social em relação aos direitos autorais.
A rede social X, atualmente sob comando de Elon Musk, abriu na sexta-feira (9) um processo contra 18 grandes gravadoras e a National Music Publishers’ Association (NMPA) nos Estados Unidos. A empresa acusa essas organizações de conspirarem para restringir a competitividade e impor preços elevados para licenças musicais na sua plataforma.
O processo, registrado em um tribunal federal do Texas, destaca que as gravadoras, incluindo Universal Music, Warner e Sony Music, que representam mais de 90% das músicas protegidas por direitos autorais nos EUA, teriam se recusado a negociar individualmente com a X. Isso, segundo a rede social, fere a legislação antitruste ao impedir acordos em condições competitivas.
A X afirma que a NMPA e as gravadoras usaram notificações massivas de remoção de conteúdo como forma de pressionar a plataforma, levando à exclusão de milhares de publicações e suspensão de mais de 50 mil usuários. Essas medidas teriam impactado tanto a base de usuários quanto a receita publicitária da rede social.
Por sua vez, David Israelite, presidente da NMPA, declarou que a X é a única grande mídia social que não licencia músicas e acusa a empresa de violar direitos autorais há anos. Ele considerou o processo como uma tentativa de desviar o foco das infrações cometidas pela rede social.
Até o momento, Sony Music se limitou a apoiar a posição da associação e outras gravadoras não se pronunciaram. Representantes da X não comentaram o caso quando contatados.
O processo busca restabelecer práticas concorrenciais no licenciamento musical e pedir indenização pelas perdas da rede social relacionadas a receita publicitária.
A Randstad Research divulgou um relatório que analisa o impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho brasileiro até 2034. O estudo aponta que, apesar do uso ainda limitado da tecnologia — com apenas 16,9% das indústrias médias e grandes adotando IA —, os efeitos já começam a aparecer e crescerão nos próximos anos.
De acordo com a pesquisa, cerca de 9,7 milhões de empregos podem ser automatizados, principalmente funções repetitivas e administrativas. Por outro lado, 17,3 milhões de trabalhadores terão aumento de produtividade com a ajuda da IA, sem substituição direta, apenas exigindo novas habilidades. Além disso, até 7,1 milhões de novas vagas devem surgir, especialmente nas áreas de tecnologia, dados e inovação.
O estudo também destaca que setores como tecnologia da informação, telecomunicações e finanças estarão mais expostos à automação e à criação de empregos ligados à inteligência artificial. Já segmentos como agricultura, construção e serviços domésticos sofrerão menos impactos e manterão suas funções estáveis.
O levantamento mostra que 25% dos trabalhadores brasileiros já usam ferramentas de IA no cotidiano, mas 77% nunca receberam treinamento formal para essas tecnologias. Ao mesmo tempo, 87,6% demonstram interesse em se capacitar. A pesquisa revela ainda uma preocupação: 60% têm medo de perder o emprego para a automação, especialmente em áreas administrativas e financeiras.
Para lidar com essas mudanças, empresas precisam investir em qualificação, adoção responsável da IA e preparar suas equipes para os novos modelos de trabalho. A capacidade de adaptação será essencial para os profissionais que quiserem manter a empregabilidade nos próximos anos.
A Veriff, unicórnio estoniano especializado em Verificação de identidade digital, inaugurou seu primeiro hub tecnológico no Brasil. Com um investimento...
Publicado em 24/04/2025 às 15:43 - Tecnologia e Inovação