BackChannel recebe aporte de R$ 25 milhões para expandir marketplace B2B de estoques excedentes
A startup BackChannel captou R$ 25 milhões em rodada seed para expandir seu marketplace B2B focado em estoques excedentes. O investimento foi liderado pela Sunna Ventures, com outras gestoras participando, e visa impulsionar as áreas comercial e tecnológica da empresa.
A plataforma conecta grandes marcas e distribuidores a lojistas, usando inteligência artificial para melhorar precificação e negociação. Com mais de 1 mil compradores ativos e 300 mil itens transacionados, a empresa espera crescer o GMV para R$ 150 milhões em 2026.
O modelo ajuda a monetizar estoques antes considerados passivos, facilita o acesso de pequenos varejistas a grandes marcas e contribui para reduzir o desperdício têxtil no Brasil, enfrentando um problema ambiental relevante.
A startup BackChannel captou R$ 25 milhões em rodada seed para ampliar seu marketplace B2B focado na venda de estoques excedentes. Liderado pela Sunna Ventures, o investimento contou com participação de outras gestoras como Positive Ventures, Cathay Latam e Accion Ventures. Os recursos apoiarão o crescimento comercial, o avanço tecnológico e o lançamento de uma função de crédito com prazos de 30 e 60 dias para lojistas.
A rodada seed sucede um aporte pré-seed de R$ 17 milhões, realizado em outubro de 2024, que ajudou a desenvolver a tecnologia inicial e iniciar a expansão da plataforma. O marketplace B2B da BackChannel conecta grandes marcas e distribuidores a lojistas, utilizando inteligência artificial para precificação, negociação e recomendação de produtos.
Com mais de 1 mil compradores ativos e 300 mil itens transacionados, a empresa fechou 2025 com um GMV anualizado de R$ 25 milhões, mirando R$ 150 milhões em 2026. Atualmente, 100 vendedores operam no setor de moda dentro da plataforma, que planeja ter mais da metade das transações automatizadas ainda neste ano.
Investidores destacam que a BackChannel atua em um mercado fragmentado, facilitando a monetização de estoques excedentes e o acesso de pequenos varejistas a produtos de grandes marcas. O modelo também contribui para a redução do descarte, enfrentando o problema dos cerca de 170 mil toneladas anuais de resíduos têxteis no Brasil.
Fundada por Guillermo Freire e Guillermo Arslanian, que têm experiência prévia em recomercialização e logística na América Latina, a BackChannel busca estruturar liquidez para estoques que antes eram considerados passivos.
Ibovespa fecha em alta impulsionado por declarações de Trump sobre Irã
O Ibovespa registrou alta de 3,24% e atingiu 181.931,93 pontos, influenciado por declarações do presidente dos EUA, Donald Trump. Ele anunciou a suspensão de ataques contra o Irã e mencionou negociações “produtivas”, levantando expectativas de um possível acordo para reduzir tensões.
Com a diminuição dos conflitos no Oriente Médio, o dólar caiu 1,33%, fechando abaixo de R$ 5,25, enquanto os preços do petróleo Brent e WTI recuaram cerca de 11%. Essa estabilidade no cenário internacional favoreceu o apetite por ativos de risco.
Mesmo com o Irã negando negociações oficiais, o mercado brasileiro vê um cenário mais favorável para seus indicadores financeiros, diante da redução das incertezas externas e da menor volatilidade nas commodities.
O Ibovespa teve alta de 3,24% nesta segunda-feira (23), chegando a 181.931,93 pontos, impulsionado pela declaração do presidente norte-americano Donald Trump. Ele anunciou a suspensão de ataques à infraestrutura energética do Irã e comentou sobre conversas “produtivas” entre os países, sugerindo que um acordo para acabar com as tensões pode estar próximo. O volume financeiro da bolsa brasileira chegou a R$ 32,38 bilhões.
Na mesma sessão, o dólar recuou 1,33%, fechando a R$ 5,2418, voltando abaixo de R$ 5,25, reflexo da redução dos temores referentes ao conflito no Oriente Médio. Trump reforçou a possibilidade de um acordo, dizendo que “o Irã está falando sério”, embora Teerã tenha negado que negociações estejam em curso.
O mercado de petróleo também reagiu. Os preços do Brent e do West Texas Intermediate (WTI) caíram cerca de 11%, após o anúncio do adiamento do ataque, fechando em US$ 99,94 e US$ 88,13 por barril, respectivamente. Essa queda ajudou a diminuir a volatilidade que estava em alta nas últimas semanas devido às tensões no Oriente Médio.
Essa movimentação reflete uma retomada do apetite por ativos de risco globalmente, mesmo com a negação de Teerã sobre as conversas. Para o mercado brasileiro, a expectativa é que a redução das incertezas externas contribua para a estabilidade dos indicadores financeiros.
FBI alerta sobre uso do Telegram em ataques cibernéticos de hackers iranianos
O FBI emitiu um alerta sobre o Telegram ser utilizado por grupos de hackers ligados ao governo iraniano para ataques cibernéticos. Esses grupos usam o aplicativo como plataforma para comandar malwares que infectam dispositivos Windows, mirando jornalistas e opositores do regime.
As ações envolvem o uso de engenharia social para roubar dados e controlar sistemas remotamente. O FBI também bloqueou domínios utilizados para essas operações e notificou sobre campanhas de phishing russas que ameaçam usuários de outros aplicativos de mensagens, ampliando o alerta contra ameaças digitais.
O FBI emitiu um alerta sobre o uso do Telegram como plataforma para ataques cibernéticos, principalmente por grupos ligados ao Ministério da Inteligência e Segurança do Irã (MOIS). Segundo a agência, o aplicativo vem sendo usado como infraestrutura de comando e controle para malwares que têm como vítimas jornalistas críticos ao governo iraniano, dissidentes e grupos de oposição globalmente.
As ações dos hackers visam infectar dispositivos Windows por meio de engenharia social, extraindo capturas de tela e arquivos dos sistemas comprometidos. Entre os grupos suspeitos estão o Handala, com posicionamento pró-palestino, e o Homeland Justice, vinculado à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC). Esses grupos operam servidores para controlar malwares e promover vazamentos de dados.
O FBI também informou que apreendeu quatro domínios usados pelos mencionados grupos para sustentar suas operações e publicar documentos confidenciais roubados. Essa ação recente ocorre após um ataque contra a empresa médica Stryker, no qual cerca de 80 mil dispositivos foram resetados remotamente via Microsoft Intune, depois da invasão e controle de contas administrativas do Windows.
Além disso, o FBI destacou campanhas de phishing patrocinadas pela inteligência russa, focadas em usuários do Signal e WhatsApp, que já comprometeram milhares de contas. Os alvos incluem funcionários do governo norte-americano, militares, políticos e jornalistas. A advertência visa aumentar a vigilância contra ameaças digitais que circulam em aplicativos de mensagem populares e reforçar técnicas para mitigar riscos.
Projeto Livro Azul: a coleção militar com mais de 12 mil registros de OVNIs nos EUA
Desde 1947, relatos de objetos voadores não identificados (OVNIs) despertam interesse global. O caso mais notório ocorreu nos EUA, com o piloto Kenneth Arnold, que avistou nove objetos luminosos. Isso levou a Força Aérea americana a criar, em 1952, o Projeto Livro Azul para coletar e analisar esses fenômenos.
Em 17 anos, o programa acumulou mais de 12 mil registros, explicando a maioria por causas naturais como balões, fenômenos atmosféricos ou objetos celestes. Contudo, mais de 700 casos ficaram sem explicação devido à falta de informações completas.
Apesar do fim oficial do projeto em 1969, o interesse não cessou. Pesquisadores independentes, como J. Allen Hynek, continuaram estudando os relatos, incentivando o debate sobre o desconhecido até os dias atuais.
Desde 1947, relatos de objetos voadores não identificados (OVNIs) mobilizam a curiosidade mundial. A questão ganhou força quando o piloto Kenneth Arnold viu nove objetos luminosos sobre o Monte Rainier, nos EUA. O incidente desencadeou novas observações que atraíram interesse público. Em resposta, a Força Aérea americana iniciou a Operation Sign em 1948, que evoluiu para o Projeto Livro Azul em 1952.
Esse programa coletou mais de 12 mil registros de avistamentos e fenômenos aéreos incomuns em 17 anos de atividades. A análise revelou que cerca de 90% dos registros se explicavam por causas naturais como balões meteorológicos, fenômenos atmosféricos ou objetos celestes. Ainda assim, mais de 700 casos não tiveram explicações conclusivas, muitas vezes pela falta de dados suficientes.
O contexto da Guerra Fria elevou especulações sobre possíveis tecnologias avançadas ou visitas de entidades extraterrestres. Em 1968, o Relatório Condon reforçou que não havia provas de tecnologias além das conhecidas e recomendou o fim das investigações oficiais, encerradas em 1969.
Mesmo após o fim do projeto, o anatomista astrônomo J. Allen Hynek, que colaborou com o programa, fundou o Center for UFO Studies em 1974 para avaliar relatos de forma independente. Ele ressaltou que a permanência do interesse está ligada a casos não explicados e ao desejo humano de entender o desconhecido.
Microsoft investe em startup que desenvolve chips em escala atômica
A Microsoft investiu US$ 40 milhões na startup norueguesa Lace, que desenvolve uma tecnologia inovadora para fabricar chips em escala atômica. A técnica usa feixes de átomos de hélio para criar circuitos até dez vezes menores que os produzidos com métodos tradicionais.
Com resolução quase atômica, a tecnologia da Lace pode aumentar o desempenho dos processadores, especialmente para aplicações de inteligência artificial. A empresa planeja uma unidade piloto até 2029 para testes de protótipos já produzidos.
Essa inovação representa um avanço promissor para a miniaturização dos semicondutores, oferecendo uma alternativa à litografia convencional. O projeto pode redefinir os limites da indústria de chips, com impactos significativos no desenvolvimento tecnológico futuro.
A Lace, startup norueguesa apoiada pela Microsoft, recebeu US$ 40 milhões para desenvolver uma nova tecnologia de litografia capaz de criar chips com uma escala muito menor que o atual. O diferencial está no uso de um feixe de átomos de hélio, ao invés da luz tradicional, o que permite desenhar circuitos dez vezes menores.
O processo tradicional de produção de chips de semicondutores utiliza luz para gravar padrões em wafers, uma técnica dominada pela empresa holandesa ASML. A Lace promete um avanço significativo ao usar um feixe com largura aproximada a um átomo de hidrogênio, cerca de 0,1 nanômetro, enquanto as ferramentas atuais operam com feixes de 13,5 nanômetros.
Isso representa um salto em precisão, possibilitando a construção de transistores e estruturas em uma resolução considerada quase atômica. O tamanho reduzido dos elementos pode aumentar o desempenho dos chips, especialmente para aplicações de inteligência artificial, abrindo caminho para processadores mais eficientes.
A empresa, que já produziu protótipos, planeja ter uma unidade de testes em uma fab piloto por volta de 2029. A rodada de investimento foi conduzida pela Atomico, contando também com aportes do fundo de venture capital da Microsoft, M12, entre outros investidores. A Lace apresentou suas pesquisas em uma conferência científica de litografia em fevereiro.
Essa inovação promete ampliar o roteiro tecnológico do setor, oferecendo uma alternativa à litografia convencional e potencialmente redefinindo os limites da miniaturização dos semicondutores.
Grupo hacker afirma ter invadido sistemas da AstraZeneca, produtora da vacina contra covid-19
O grupo hacker LAPSUS$ declarou ter acessado ilegalmente os sistemas da AstraZeneca, fabricante da vacina contra a covid-19. Documentos como códigos-fonte e informações de infraestrutura em nuvem foram divulgados em fóruns da dark web, indicando possível comprometimento das operações digitais da empresa.
Embora a autenticidade total dos arquivos ainda seja verificada, análises técnicas apontam para uma origem real dos dados. O grupo não definiu um preço fixo e aceita propostas para venda das informações, prática comum em ataques de extorsão digital.
Esse episódio evidencia os riscos que grandes empresas, especialmente do setor da saúde, enfrentam diante de ataques cibernéticos que podem expor dados estratégicos e aumentar a vulnerabilidade a novas invasões.
O grupo LAPSUS$ afirma ter conseguido acesso não autorizado aos sistemas da AstraZeneca, uma das maiores empresas farmacêuticas globais. A alegação foi feita em fóruns da Dark Web e em um site de vazamento associado ao grupo, onde foram divulgados códigos-fonte, arquivos relacionados à infraestrutura em nuvem e dados de funcionários.
Embora a validade completa desses documentos ainda não tenha sido confirmada, a análise técnica do material sugere uma origem legítima. O arquivo compactado divulgado teria cerca de 3 GB, contendo códigos desenvolvidos em Java, Angular e Python. Além disso, há referências a serviços de nuvem como AWS, Azure e Terraform, bem como credenciais sensíveis, incluindo chaves privadas e registros de usuários vinculados ao GitHub Enterprise
O grupo LAPSUS$ não estipulou um preço fixo pela venda das informações, optando por aceitar propostas, prática típica do modelo de extorsão que o grupo utiliza. A organização possui histórico de ataques a grandes empresas como Microsoft, Nvidia e Samsung, atuando principalmente por meio de ameaças de divulgação de dados.
Arquivos de infraestrutura expõem detalhes do ambiente digital da vítima, facilitando invasões futuras, enquanto o código-fonte revela informações internas que podem expor vulnerabilidades. Dados de identidade e acesso permitem ataques dirigidos por phishing, aumentando o risco para a AstraZeneca e seus parceiros.
A empresa, que gera mais de 45 bilhões de dólares anuais e opera em mais de 100 países, ainda não se pronunciou oficialmente sobre a situação. O caso reforça a vulnerabilidade das grandes corporações, sobretudo no setor de saúde, alvo frequente devido à valiosa propriedade intelectual que armazenam.
Alibaba lança plataforma de inteligência artificial focada em pequenas e médias empresas
A Alibaba ampliou sua atuação em inteligência artificial com o lançamento do Accio Work, uma plataforma que automatiza operações comerciais complexas sem a necessidade de programação. O foco é atender pequenas e médias empresas no modelo B2B.
A plataforma destaca-se por sua segurança, exigindo autorização explícita para ações sensíveis, como pagamentos e acesso a dados. Essa solução acompanha outras iniciativas da empresa na área de IA, voltadas para a combinação de automação e controle humano.
Com o Accio Work, a Alibaba busca tornar mais acessível a adoção de tecnologias avançadas para negócios, mostrando a crescente tendência de IA agente autônoma na China, preparada para uso em ambientes corporativos complexos.
A Alibaba ampliou sua participação no setor de inteligência artificial ao lançar o Accio Work, uma plataforma de IA agêntica que executa operações comerciais complexas para pequenas e médias empresas sem necessidade de codificação. Esta ferramenta se destaca por ser focada em negócios B2B, diferenciando-se de plataformas mais generalistas voltadas ao consumidor final.
O Accio Work surgiu em meio a uma crescente tendência na China pela inteligência artificial capaz de agir de forma autônoma, impulsionada por soluções como o OpenClaw. Com equipes multifuncionais de IA, a plataforma é desenvolvida para manejar tarefas administrativas e comerciais sem exigir configurações técnicas dos usuários.
Segundo Kuo Zhang, vice-presidente internacional da Alibaba, o sistema prioriza a segurança e o controle, exigindo permissão explícita do usuário para qualquer ação envolvendo pagamentos, transações financeiras ou acesso a dados sensíveis, reduzindo assim riscos em operações automatizadas.
Além do Accio Work, a empresa apresentou recentemente o Wukong, outra plataforma que coordena vários agentes de IA para realizar atividades comerciais complexas, como edição de documentos e transcrição de reuniões, em uma interface unificada. Essa movimentação acompanha a criação do Alibaba Token Hub, grupo dedicado à separação das operações de IA da divisão de computação em nuvem da companhia.
De acordo com fontes da empresa, o foco em modelos especializados e controlados permite oferecer funcionalidades avançadas com camadas de aprovação humana, equilibrando automação e segurança, evitando riscos associados a IA generalista usada em contextos empresariais verticais.
Agibank retoma níveis de originação anteriores à suspensão e registra lucro consistente no trimestre
O Agibank anunciou que a originação de empréstimos voltou aos níveis anteriores à suspensão temporária em empréstimos consignados pelo INSS, que ocorreu entre dezembro e janeiro para ajustes contratuais.
No quarto trimestre, o banco registrou lucro de R$ 215 milhões e crescimento moderado em receita e número de clientes, mantendo 6,7 milhões de ativos.
Apesar da queda de 27,5% na originação comparada ao ano anterior, a empresa mantém participação significativa no segmento e aposta em tecnologia e atendimento híbrido para ampliar o alcance.
O Agibank registrou um lucro de R$ 215 milhões no quarto trimestre e atingiu R$ 1 bilhão no ano passado. Esses resultados ficaram dentro das expectativas, mesmo com a suspensão temporária da concessão de empréstimos consignados pelo INSS, principal linha de negócio da empresa. Essa interrupção ocorreu em dezembro para ajuste de contratos e se estendeu até meados de janeiro.
Durante o quarto trimestre, houve uma queda de 27,5% na originação de empréstimos na comparação com o mesmo período de 2025. No entanto, o fundador e CEO, Marciano Testa, afirma que a retomada da originação já voltou ao ritmo anterior à suspensão. O Agibank detém uma participação de 8,9% no segmento de crédito consignado do INSS, além de um ritmo de originação que é o dobro da média do mercado.
O banco cresceu a um dígito no trimestre em receitas e lucro, diferente dos trimestres anteriores com dois dígitos. O lucro aumentou 2,1%, a receita cresceu 5,6% e o número de clientes ativos subiu 5,1%, alcançando 6,7 milhões. No acumulado do ano, o lucro teve alta de 31,8%, a receita 46,8% e a base de clientes praticamente dobrou, com crescimento de 72,9%.
A carteira de crédito alcançou R$ 34,9 bilhões, com 86% composta por empréstimos com garantia, principalmente consignado INSS. O banco mantém um modelo que combina tecnologia e pontos físicos para atender clientes com menos familiaridade digital.
Desde o IPO, as ações do Agibank caíram 23%, avaliadas agora em US$ 1,4 bilhão na NYSE, negociadas a 6 vezes o lucro estimado para 2026, valor abaixo de concorrentes como o PicPay.
Crescimento sustentável na biotecnologia industrial: estratégias e desafios
O mercado global de biotecnologia industrial tem alto potencial de crescimento, estimado para dobrar até 2030. Investidores buscam projetos com menor risco tecnológico e modelos consolidados, valorizando eficiência e resultados concretos.
Diferente de startups digitais, a biotecnologia industrial exige ciclos longos e processos estáveis, com atenção especial a certificações e compliance. Crescer rápido pode prejudicar a sustentabilidade e trazer riscos regulatórios.
A estratégia de crescimento controlado visa assegurar a sustentabilidade do negócio, com foco em validação, governança e finanças responsáveis. Esse equilíbrio é essencial para liderar um mercado que prioriza ciência e sustentabilidade.
O mercado global da biotecnologia industrial é estimado em até US$ 1,7 trilhão, com previsão de dobrar até 2030. Após o período de crescimento acelerado e investimento facilitado entre 2019 e 2021, o capital disponível segue alto, mas com exigência maior por eficiência, maturidade e resultados concretos. Investidores agora preferem projetos com menor risco tecnológico e modelos de negócio consolidados.
Diferente das startups digitais, na biotecnologia industrial os ciclos são longos, envolvendo pesquisa, desenvolvimento, validação em planta, certificações e compliance rigoroso. Crescer rapidamente pode colocar em risco processos que precisam ser estáveis, auditáveis e adaptados ao ambiente industrial. Uma falha repetida pode gerar consequências regulatórias, ambientais e reputacionais.
Por isso, o crescimento controlado não indica falta de ambição, mas sim uma estratégia para garantir sustentabilidade. Setores como bioenergia, bioprocessos para alimentos e químicos mantêm projeção de crescimento anual próxima a 10% até 2030. A disputa se baseia menos em marketing e mais na capacidade de escalar sem comprometer a base científica e operacional.
Também há mudança na percepção financeira. O mercado valoriza modelos sólidos, receitas recorrentes, governança estruturada e disciplina no uso do capital, em contraste com a prática de queimar caixa para ganhar mercado. Escalar erradamente pode causar prejuízos longos, como plantas industriais mal planejadas e despesas fixas elevadas.
O foco atual é provar o processo, validar a aplicação e expandir com segurança. A convergência entre ciência, sustentabilidade e finanças responsáveis virou requisito. Na biotecnologia industrial, crescer no ritmo adequado traduz-se em liderança e preparo para demandas futuras.
Espírito Santo inicia distribuição de vacinas contra a gripe; campanha começa em 28 de abril
O Espírito Santo iniciou a distribuição das vacinas contra a gripe para os municípios do estado. A campanha de vacinação começa oficialmente no dia 28 de abril, e os municípios podem iniciar a imunização assim que receberem as doses.
Nesta primeira etapa, foram enviadas 116 mil doses, que já estão sendo encaminhadas às regionais de saúde. A meta é vacinar cerca de 1,67 milhão de pessoas, com foco nos grupos prioritários, como idosos, crianças, gestantes e profissionais de saúde.
O Governo do Espírito Santo iniciou a distribuição das doses da vacina contra a gripe para os municípios capixabas. Coordenada pela Secretaria da Saúde, essa ação prepara o estado para a Campanha de Vacinação contra a Influenza, cujo início oficial está marcado para o próximo sábado (28). Os municípios podem começar a imunização assim que receberem as vacinas.
Nesta primeira etapa, o estado recebeu 116 mil doses, que já estão sendo encaminhadas às regionais de saúde, com novos lotes previstos durante a campanha, que vai até 30 de maio. A meta é vacinar cerca de 1,67 milhão de pessoas, focando nos grupos prioritários indicados pelo Ministério da Saúde.
São incluídos nesse público idosos a partir de 60 anos, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e profissionais de saúde, além de outros grupos como professores, caminhoneiros, forças de segurança e pessoas em situação de rua. A vacina aplicada é do tipo trivalente, atualizada para as cepas circulantes, e recomendada mesmo para quem já tomou doses anteriores.
Dados recentes apontam dificuldades para atingir a cobertura vacinal ideal, especialmente entre idosos, que tiveram 56,45% de imunização em 2025, e representaram a maioria dos óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causada pela Influenza no Espírito Santo. Em 2025, 393 casos de SRAG foram confirmados, com 85 mortes; até a semana 10 de 2026, já são 24 casos e 4 óbitos.
Para ampliar a adesão, a Secretaria da Saúde orienta ações em locais de grande circulação, como igrejas e centros de convivência, focando a vacinação principalmente em grupos prioritários.
A Veriff, unicórnio estoniano especializado em Verificação de identidade digital, inaugurou seu primeiro hub tecnológico no Brasil. Com um investimento...
Publicado em 24/04/2025 às 15:43 - Tecnologia e Inovação