BYD alcança 4,6 milhões de veículos vendidos em 2025, valor global
A montadora chinesa BYD atingiu sua meta para 2025 ao vender 4,6 milhões de veículos, um aumento de 7,7% em relação ao ano anterior. Essa marca aproxima a empresa da posição de maior fabricante global de carros elétricos, ampliando sua presença internacional com 1,05 milhão de unidades entregues para outros países.
Para 2026, o cenário automotivo na China promete ser mais desafiador, devido à redução dos incentivos governamentais e ao aumento da concorrência local, especialmente contra empresas como Geely e Xiaomi. A BYD planeja, mesmo assim, crescer as entregas internacionais para até 1,6 milhão de veículos.
Apesar de enfrentarem quedas nos lucros e fiscalização por descontos agressivos, a BYD mantém confiança na retomada do avanço tecnológico por meio de sua equipe de engenheiros. Enquanto isso, a concorrente Tesla passa por dificuldades relacionadas ao fim dos subsídios e a reestruturações internas.
A montadora chinesa BYD alcançou a meta de vendas estabelecida para 2025 ao entregar 4,6 milhões de veículos no último ano, o que representa um crescimento de 7,7% em relação a 2024. Esse resultado aproxima a empresa da posição de maior fabricante global de carros elétricos, competindo diretamente com a Tesla.
No entanto, o cenário para o mercado automotivo chinês em 2026 deve ser desafiador. A redução de incentivos governamentais à compra de veículos elétricos, a intensificação da concorrência local, especialmente de marcas como Geely e Xiaomi, e barreiras comerciais que dificultam a expansão internacional da BYD exigem adaptação.
Apesar da pressão, a empresa registrou um aumento nas entregas internacionais, com 1,05 milhão de veículos enviados para fora da China em 2025. A meta para o próximo ano é ampliar esse número para entre 1,5 milhão e 1,6 milhão, conforme relatório do Citigroup.
O CEO Wang Chuanfu reconheceu que a vantagem tecnológica da BYD diminuiu recentemente, afetando as vendas domésticas, mas aposta no trabalho de uma equipe de 120 mil engenheiros para retomar o avanço.
Apesar de apresentar duas quedas consecutivas no lucro trimestral e estar sob fiscalização por descontos agressivos, a BYD é vista como mais preparada para enfrentar o momento difícil do setor, com expectativas de crescimento das vendas para cerca de 5,3 milhões no próximo ano.
Enquanto isso, a Tesla enfrenta dificuldades por conta da reestruturação do Model Y, perdas de consumo ligadas à imagem do executivo Elon Musk e o fim dos subsídios federais nos EUA.
Tesla enfrenta desafios com carros autônomos e queda nas vendas
A Tesla registrou alta de 9% nas ações em 2025, impulsionada pelo foco em inteligência artificial e veículos autônomos, apesar da queda de 11% nas entregas previstas para o último trimestre do ano.
A empresa revisou para baixo as entregas de 2026, de 3 milhões para 1,8 milhão, enfrentando desafios como mudanças na produção e políticas tarifárias nos EUA. O CEO Elon Musk aposta no lançamento do robotáxi para recuperar confiança.
No mercado chinês, Tesla perde espaço para concorrentes como BYD e Xiaomi. Além disso, críticas ao sistema Full Self-Driving e a ausência de incentivos fiscais nos EUA impactam as vendas.
A Tesla fechou o último ano com alta de 9% nas ações, estimulada pelo foco do CEO Elon Musk em inteligência artificial e veículos autônomos. Apesar disso, as vendas de carros apresentam queda, com expectativa de entrega de cerca de 440,9 mil veículos no último trimestre de 2025, 11% abaixo do ano anterior. A própria Tesla prevê queda ainda maior, de 15%, refletindo desafios no curto prazo.
A estimativa para 2026 também foi revisada para baixo, com previsão de entregas próximas a 1,8 milhão, frente a 3 milhões projetados há dois anos. As mudanças na produção, como a reformulação do Model Y, e o impacto das políticas tarifárias nos EUA afetaram os resultados recentes. Musk tenta recuperar a confiança com o lançamento de um serviço de robotáxi em Austin, apesar das investigações regulatórias sobre a segurança dos sistemas de direção.
O conselho da Tesla propôs um pacote de remuneração para Musk, avaliando seu bônus em até US$ 1 trilhão, condicionado ao sucesso dos robotáxis. Enquanto investidores apostam na visão de longo prazo, os consumidores seguem receosos quanto ao pacote Full Self-Driving, que ainda exige supervisão humana e enfrenta críticas, inclusive a possibilidade de suspensão da licença de vendas na Califórnia.
No mercado chinês, a Tesla não tem conseguido se destacar frente a concorrentes como BYD e Xiaomi, que oferecem sistemas similares. A ausência de créditos fiscais nos EUA para veículos elétricos em 2026 deve dificultar ainda mais as vendas. Entre as novidades, Musk voltou a apresentar o Cybercab, um compacto com portas “borboleta” e características autônomas.
Os 10 Bilionários Mais Ricos do Mundo em Janeiro de 2026
Seis dos dez bilionários mais ricos do mundo tiveram queda em suas fortunas no início de 2026. Elon Musk foi a exceção, com um aumento de US$ 244 bilhões, chegando a US$ 726 bilhões e liderando o ranking mundial.
Sua riqueza vem principalmente da valorização da SpaceX e da Tesla, além das startups xAI e X. O vice-líder Larry Page teve perda de US$ 5 bilhões, enquanto Sergey Brin e Larry Ellison também viram queda no valor de suas ações.
Mudanças no top 10 incluem a saída de Michael Dell e entrada de Steve Ballmer. O total combinado das fortunas dos 10 mais ricos soma US$ 2,6 trilhões, com aumento de US$ 200 bilhões em um mês, segundo a Forbes.
Seis dos dez bilionários mais ricos do planeta tiveram suas fortunas reduzidas no último mês, com o mercado acionário mostrando queda no início de 2026. A exceção ficou por conta de Elon Musk, cuja riqueza aumentou em US$ 244 bilhões, totalizando US$ 726 bilhões às 0h de 1º de janeiro. Com isso, Musk lidera o ranking mundial, quase triplicando o patrimônio do segundo colocado, Larry Page.
Musk é o primeiro a ultrapassar as marcas históricas de US$ 600 e US$ 700 bilhões, impulsionado pela valorização da SpaceX, avaliada em US$ 800 bilhões, e a restauração de opções de ações da Tesla avaliadas em US$ 130 bilhões. Sua fortuna vem principalmente dessas empresas, além das startups xAI e X (ex-Twitter).
O vice-líder Larry Page viu sua fortuna cair US$ 5 bilhões, influenciado pela queda de 2% nas ações da Alphabet, controladora do Google. Sergey Brin, também cofundador da Alphabet, perdeu US$ 6 bilhões, enquanto Larry Ellison, da Oracle, teve US$ 8 bilhões de queda devido à queda de 3% nas ações da empresa.
Entre as movimentações do ranking, Michael Dell saiu do top 10, substituído por Steve Ballmer, que perdeu US$ 2 bilhões mas subiu na lista. Warren Buffett também subiu uma posição, apesar de queda de US$ 3 bilhões. Jensen Huang, da Nvidia, teve um crescimento de US$ 8 bilhões em sua fortuna, que agora é de US$ 162 bilhões.
O total combinado dos 10 mais ricos soma US$ 2,6 trilhões, aumento de US$ 200 bilhões em um mês, segundo a Forbes, que acompanha o patrimônio em tempo real desde 1987.
Via Forbes Brasil
4 horas atrás - Economia
Bancos ajustam previsão de crescimento do crédito para 8,2% em 2026
Pesquisa da Febraban revela que bancos aumentaram a previsão de crescimento do crédito no Brasil para 8,2% em 2026, ante 7,9% anteriormente. A expectativa é que a desaceleração seja gradual, sustentada pela resiliência do mercado de trabalho e estímulos públicos.
O crescimento do crédito direcionado, especialmente em bancos públicos, impulsiona essa projeção, com avanços em 2024 e 2025. Apesar disso, há uma leve previsão de alta na inadimplência, que pode impactar o setor. Bancos também antecipam cortes na Selic a partir de março de 2024.
Além disso, 80% das instituições preveem ajustes fiscais para garantir a estabilidade econômica, o que pode envolver aumento de receita ou cortes de despesas. O cenário indica um otimismo cauteloso para o crédito no país nos próximos anos.
Pesquisa da Febraban indica que as instituições financeiras elevaram as expectativas para o crescimento do crédito em 2025 e 2026, impulsionadas pela expansão das operações dirigidas. Cerca de 74% dos bancos acreditam que a desaceleração do crédito será gradual, apoiada pela resiliência do mercado de trabalho e estímulos públicos, que devem mitigar os efeitos da política monetária mais restritiva e do aumento da inadimplência.
A projeção para o crescimento total da carteira de crédito passou de 8,9% para 9,2% no encerramento de 2024. Para 2026, a previsão foi ajustada de 7,9% para 8,2%, refletindo um otimismo moderado para o setor.
O destaque ficou com o crédito direcionado, operado principalmente por bancos públicos, cuja previsão de crescimento para 2025 subiu de 10,1% para 10,9%. Para 2024, a previsão foi revisada para 9,4%, superando o avanço esperado para o crédito livre, estimado em 7,6%.
Em relação à inadimplência, a pesquisa aponta uma ligeira alta, passando de 5,1% em 2025 para 5,2% em 2026. A maioria dos bancos prevê que o Banco Central iniciará cortes na taxa Selic a partir de março, reduzindo o juro básico dos atuais 15% para 13% até agosto.
O levantamento também indica que 80% das instituições acreditam na necessidade de ajustes fiscais extras para cumprir o arcabouço fiscal, o que pode incluir aumento de receitas ou redução de despesas.
Bancos preveem desaceleração gradual do crédito em 2026 e corte da Selic só em março
A maioria dos bancos projeta crescimento do crédito em 9,2% para 2025, mantendo ritmo elevado mesmo com a Selic alta. Em 2026, a expansão deve desacelerar para 8,2%, segundo pesquisa da Febraban com 20 instituições.
Crédito direcionado para empresas cresce, impulsionado por programas governamentais, e carteira habitacional continua resiliente. Já o crédito livre se ajusta, com destaque para linhas rotativas entre pessoas físicas.
A taxa Selic deve permanecer em 15% até início de 2026, com expectativa de cortes a partir de março. A inadimplência deve subir levemente, alcançando 5,2% no próximo ano.
A maioria dos bancos prevê que a carteira de crédito total terá um crescimento de 9,2% em 2025, mantendo um ritmo elevado mesmo com a taxa Selic alta. Para 2026, esse crescimento deve desacelerar lentamente, estimado em 8,2%. Os dados são da Pesquisa de Economia Bancária e Expectativas da Febraban, realizada entre 17 e 19 de dezembro com 20 instituições financeiras.
A projeção revisada para 2025 indica avanço do crédito direcionado, passando de 10,1% para 10,9%, impulsionada pelo aumento do crédito para pessoas jurídicas, que subiu de 13,6% para 15,3%, apoiado em programas governamentais. O crédito para famílias também cresce, com a carteira habitacional mostrando maior resiliência, elevando a previsão de 8,4% para 8,7%.
Já na carteira livre, a perspectiva para 2025 caiu ligeiramente de 8,1% para 8,0%, com o crédito a pessoas jurídicas ajustando-se para 3,6%. Por outro lado, a carteira livre de pessoas físicas deve crescer 11,0%, acima dos 10,3% previstos anteriormente, com destaque para aumento das linhas rotativas.
A pesquisa aponta que a taxa Selic deve permanecer em 15% no início de 2026, com expectativa de cortes a partir de março. Quanto à inflação, 50% dos analistas acreditam que ficará acima da meta, influenciada por estímulos fiscais e de crédito.
Para 2026, a desaceleração do saldo de crédito deve ser moderada, com destaque para o crescimento da carteira direcionada às pessoas jurídicas, que deve fechar 2025 com alta superior a 15%. A taxa de inadimplência aguarda leve alta, chegando a 5,2% no próximo ano.
Acionistas da Raízen Energia aprovam reorganização e incorporação de quatro empresas
Os acionistas da Raízen Energia aprovaram a reorganização e a incorporação de quatro empresas durante assembleia em janeiro de 2026. Bioenergia Barra manterá sua existência jurídica, enquanto Bioenergia Rafard, Serra e Araraquara serão fundidas.
A Raízen Energia assumirá todos os direitos, bens e obrigações das três últimas empresas que deixarão de existir como entidades separadas. Essa reorganização visa otimizar as operações e centralizar os ativos da companhia.
A medida deve melhorar a gestão dos negócios ligados à produção de bioenergia, setor em expansão. O impacto financeiro será detalhado em próximas demonstrações e comunicados da empresa.
Os acionistas da Raízen Energia aprovaram a reorganização e a incorporação de quatro empresas durante a Assembleia Geral Extraordinária realizada em 1º de janeiro de 2026. A aprovação envolve a incorporação do acervo cindido da Bioenergia Barra, avaliado em R$ 112,4 milhões, que manterá sua existência jurídica, e a fusão total da Bioenergia Rafard, Bioenergia Serra e Bioenergia Araraquara.
No processo, as três últimas empresas deixarão de existir como entidades separadas, e a Raízen Energia assumirá plenamente todos os direitos, bens e obrigações delas. Os valores contábeis incorporados foram cerca de R$ 90,2 milhões da Bioenergia Rafard, R$ 14 milhões da Bioenergia Serra e R$ 8,1 milhões da Bioenergia Araraquara, conforme avaliação feita pela PGS Auditores Independentes.
Importante destacar que a incorporação da Bioenergia Barra não altera o capital social da Raízen, diferentemente das outras três que serão oficialmente extintas após a absorção. Essa movimentação faz parte da estratégia de reorganização interna da companhia, visando otimizar suas operações e centralizar ativos.
Essa reorganização deve facilitar a gestão dos ativos e integrar os negócios relacionados à produção de bioenergia, um setor em crescimento e relevante para a matriz energética da companhia. A medida foi bem recebida no mercado, refletindo a busca por maior eficiência operacional.
O impacto dessa consolidação deve ser acompanhado pelas próximas demonstrações financeiras e comunicados da empresa, que informarão detalhes sobre os efeitos práticos da incorporação.
Novo salário mínimo e aumento da faixa de isenção do IR valem a partir de hoje
A partir de hoje, entram em vigor o novo salário mínimo de R$ 1.621, com reajuste de 6,79%, e a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês. Cerca de 15 milhões de brasileiros serão beneficiados pela mudança no IR.
Essa atualização impacta diretamente o contracheque de janeiro, com redução no desconto do imposto e na tributação de dividendos, permitindo uma economia média anual de R$ 4 mil para os beneficiados. Para equilibrar, a alíquota sobe para quem ganha mais de R$ 50 mil mensais. A reforma ainda implementa descontos progressivos que evitam aumentos bruscos na tributação para salários até R$ 7.350.
A partir de 1º de janeiro, a nova faixa de isenção do Imposto de Renda passa a atingir quem ganha até R$ 5 mil por mês, ampliando o benefício para cerca de 15 milhões de brasileiros. Antes, estavam isentos apenas os que recebiam até dois salários mínimos, o equivalente a R$ 3.036.
O reajuste do salário mínimo também entra em vigor, com um aumento de 6,79%, elevando o valor de R$ 1.518 para R$ 1.621. O cálculo considerou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) até novembro e garante um ajuste real, ainda que limitado pelas regras fiscais vigentes.
Essa alteração no Imposto de Renda será percebida já no contracheque de janeiro, com uma redução no desconto na folha salarial e na tributação de dividendos. A expectativa do governo é que cada beneficiário economize em média R$ 4 mil ao ano.
Para equilibrar essa isenção, a alíquota do imposto foi elevada para quem ganha mais de R$ 50 mil mensais, impactando cerca de 141 mil contribuintes com maior renda.
Além disso, a reforma criou descontos progressivos para salários até R$ 7.350, evitando que pequenos aumentos salariais resultem em saltos bruscos na tributação. Os descontos diminuem gradativamente conforme o rendimento sobe, e o valor é calculado individualmente, considerando deduções e outras fontes de renda.
Vale destacar que as regras atuais não influenciam a declaração do IR de 2026, ano-base 2025, e só terão efeito na declaração entregue em 2027.
Lula sanciona LDO de 2026 e veta aumento do Fundo Partidário por interesse público
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2026, vetando a correção do Fundo Partidário desde 2016. O veto evita um impacto de R$ 160 milhões no orçamento e foi justificado para proteger as despesas da Justiça Eleitoral.
Segundo o governo, a atualização aprovada pelo Congresso contraria o interesse público e poderia infringir limites fiscais. Lula apontou ainda possível inconstitucionalidade na proposta que aumentaria as despesas do fundo acima do permitido pelo arcabouço fiscal vigente.
Com o veto, o Fundo Partidário permanecerá sem correção inflacionária acumulada desde 2016, mantendo controle sobre as despesas públicas conforme as regras atuais. Parlamentares divergiram sobre a proposta, evidenciando a relevância do tema para o orçamento público.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2026, vetando a correção do Fundo Partidário desde 2016, ação que teria impacto de R$ 160 milhões no orçamento. O veto foi justificado pelo executivo com o argumento de que a atualização causaria redução dos recursos destinados às despesas da Justiça Eleitoral.
Segundo o despacho presidencial, a correção aprovada pelo Congresso contraria o interesse público, pois vinculava o crescimento do Fundo Partidário a um aumento superior ao permitido pelo arcabouço fiscal. Lula também apontou um possível vício de inconstitucionalidade na proposta, afirmando que isso promoveria um crescimento das despesas do fundo acima dos limites das despesas primárias.
Na Comissão Mista de Orçamento, o relator Gervásio Maia (PSB-PB) posicionou-se contra a correção, contrariando o autor da proposta, deputado Luiz Carlos Motta (PL-SP), que buscava apoio afirmando ser uma demanda relevante para parlamentares e partidos.
A proposta vetada indicava que o montante do fundo para 2026 deveria ser o valor autorizado na Lei Orçamentária de 2016, reajustado conforme a Lei Complementar nº 200, que instituiu o novo arcabouço fiscal em 2023. Com o veto, o montante do Fundo Partidário permanece sem a correção inflacionária acumulada desde então, alinhando-se ao controle fiscal vigente.
Via Money Times
6 horas atrás - Economia
Lula sanciona LDO de 2026 e veta aumento do Fundo Partidário por proteger recursos da Justiça Eleitoral
O presidente Lula sancionou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, mas vetou o aumento do Fundo Partidário desde 2016. O veto foi justificado porque a correção poderia comprometer os recursos da Justiça Eleitoral, essenciais para a transparência política.
Lula apontou que o reajuste contrariaria o interesse público e poderia apresentar vício de inconstitucionalidade, pois ultrapassaria o limite das despesas primárias. A decisão reforça o compromisso com o equilíbrio fiscal do país.
O veto assegura que os recursos destinados à Justiça Eleitoral sejam preservados, mantendo a prioridade na fiscalização das eleições e o controle das despesas públicas, conforme as regras fiscais vigentes.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, porém vetou a previsão de correção do Fundo Partidário desde 2016, que segundo técnicos, resultaria em um impacto de R$ 160 milhões. O veto foi justificado alegando que o aumento comprometeria recursos destinados à Justiça Eleitoral.
Em despacho, Lula afirmou que a correção “contraria o interesse público” ao reduzir o montante para despesas da Justiça Eleitoral. O presidente também apontou vício de inconstitucionalidade na proposta, pois ela vincularia o crescimento do Fundo Partidário acima do limite das despesas primárias.
O dispositivo vetado previa que o valor para 2026 corresponderia ao autorizado na Lei Orçamentária de 2016, corrigido conforme a Lei Complementar nº 200 de 2023, que institui o arcabouço fiscal.
Na Comissão Mista de Orçamento, o relator Gervásio Maia manifestou-se contra a correção. A proposta era do deputado Luiz Carlos Motta, que defendia o aumento como interesse comum entre partidos e parlamentares.
O veto interrompe o reajuste do Fundo Partidário, reforçando o compromisso com a contenção das despesas públicas e a manutenção do equilíbrio fiscal previsto no arcabouço vigente.
Essa decisão confirma o alinhamento da LDO de 2026 com as regras fiscais e evidencia a prioridade dada ao custeio da Justiça Eleitoral, fundamental para a transparência dos processos políticos.
Salário-mínimo de R$ 1.621 passa a valer a partir desta quinta-feira
O salário-mínimo no Brasil foi reajustado para R$ 1.621 a partir desta quinta-feira (1º), representando um aumento de 6,79% em relação ao valor anterior de R$ 1.518. O índice de inflação considerado para esse reajuste foi o INPC acumulado nos últimos 12 meses.
Essa correção, divulgada pelo Ministério do Planejamento, leva em conta também o crescimento econômico do país nos últimos dois anos, limitado por regras fiscais que impõem um teto para o aumento além da inflação. O novo valor passou por arredondamento legal para R$ 1.621.
De acordo com o Dieese, o reajuste deve injetar cerca de R$ 81,7 bilhões na economia brasileira, impactando diretamente na renda, consumo e arrecadação do país, mesmo diante das restrições fiscais atuais.
O salário-mínimo no Brasil foi reajustado para R$ 1.621 a partir desta quinta-feira (1º). O índice de aumento corresponde a 6,79% ou R$ 103 em relação ao valor anterior, que era de R$ 1.518.
Esse ajuste foi divulgado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento, com base na variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O INPC registrado em novembro foi de 0,03%, acumulando uma alta de 4,18% em 12 meses.
Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a correção no salário-mínimo deve injetar cerca de R$ 81,7 bilhões na economia brasileira, levando em conta efeitos sobre renda, consumo e arrecadação, mesmo diante de restrições fiscais mais rigorosas.
A metodologia para o reajuste inclui a correção pelo INPC dos últimos 12 meses e pelo crescimento econômico dos dois anos anteriores. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam expansão de 3,4% no Produto Interno Bruto (PIB) em 2024.
Porém, o arcabouço fiscal limita o aumento acima da inflação a um intervalo entre 0,6% e 2,5%. Isso levou ao valor final do salário-mínimo de R$ 1.621 para 2026, aplicando o arredondamento previsto por lei.
A Veriff, unicórnio estoniano especializado em Verificação de identidade digital, inaugurou seu primeiro hub tecnológico no Brasil. Com um investimento...
Publicado em 24/04/2025 às 15:43 - Tecnologia e Inovação