TSMC supera lucro no quarto trimestre de 2025 e amplia investimentos em inteligência artificial
A TSMC registrou lucro líquido de US$ 16,02 bilhões no quarto trimestre de 2025, superando as projeções dos analistas em 35%. A receita da empresa cresceu 26% na comparação anual, impulsionada pela alta demanda por tecnologias avançadas fornecidas a grandes fabricantes como Nvidia e Apple.
Para 2026, a TSMC planeja elevar seus investimentos para até US$ 56 bilhões, focando especialmente no desenvolvimento de processadores para inteligência artificial. A empresa projeta crescimento contínuo e receita trimestral acima dos US$ 34 bilhões, refletindo o fortalecimento do setor.
Parte dos recursos será destinada à expansão nos Estados Unidos, com a construção de novas fábricas no Arizona, ampliando a presença da TSMC no mercado global de semicondutores. A previsão é que os investimentos contribuam para manter o ritmo de inovação e atender a demanda crescente por chips avançados.
A Taiwan Semiconductor Manufacturing Corporation (TSMC) divulgou lucro líquido de 505,74 bilhões de dólares taiwaneses (US$ 16,02 bilhões) no quarto trimestre (4T25), superando em 35% o resultado do ano anterior e as expectativas dos analistas, que previam NT$ 469,13 bilhões. A receita em dólares registrados foi de US$ 33,73 bilhões, 26% maior que no mesmo período de 2024.
Como principal fabricante para empresas como a Nvidia, Apple, Qualcomm e Advanced Micro Devices (AMD), a TSMC atribui seu desempenho à forte demanda por tecnologias avançadas. O diretor financeiro Wendell Huang ressaltou que esse ritmo deve seguir firme no primeiro trimestre de 2026.
A companhia anunciou planos para elevar seus investimentos, prevendo gastos anuais entre US$ 52 bilhões e US$ 56 bilhões, aumento significativo comparado aos US$ 40,9 bilhões estimados para 2025. Esse incremento busca atender à demanda crescente por processadores voltados para inteligência artificial.
Para o trimestre atual, a TSMC espera uma receita entre US$ 34,6 bilhões e US$ 35,8 bilhões, bem acima dos US$ 25,53 bilhões do mesmo período no ano passado. O crescimento projetado da receita anual está na faixa dos 30%.
Parte do aumento dos investimentos está relacionado à expansão nos Estados Unidos, com compromisso de US$ 165 bilhões para a construção de até três novas fábricas de semicondutores. Relatos indicam a possibilidade de ampliação desse número para até doze unidades no Arizona, em acordo comercial entre EUA e Taiwan.
Vendas no varejo brasileiro crescem 1% em novembro, acima das expectativas
O setor varejista brasileiro registrou crescimento de 1,0% em novembro na comparação com outubro, uma alta superior à esperada pelos especialistas, que previam 0,3%. O avanço foi destacado pelo IBGE e reflete uma reação positiva em diversos segmentos do mercado.
O crescimento mais expressivo ocorreu em equipamentos de escritório, informática e comunicação, com alta de 4,1%. Outros setores como móveis, eletrodomésticos, artigos farmacêuticos e supermercados também contribuíram para o resultado, enquanto tecidos, vestuário e calçados registraram queda.
Esses dados indicam uma recuperação gradual no comércio, principalmente nas áreas de tecnologia e saúde, que devem continuar influenciando o desempenho do varejo nos próximos meses.
As vendas no varejo do Brasil cresceram 1,0% em novembro na comparação com outubro, superando as expectativas de mercado que previam alta de 0,3%, segundo dados do IBGE. Na base anual, o crescimento foi de 1,3%, refletindo uma reação acima do previsto pelos especialistas.
Cristiano Santos, gerente da Pesquisa Mensal de Comércio, destacou que este foi o segundo mês seguido com avanços mensais no setor, algo que não acontecia desde o início do ano. O crescimento mais expressivo ocorreu em equipamentos de escritório, informática e comunicação, que registraram alta de 4,1% em novembro.
Outros segmentos que também apresentaram aumento nas vendas no volume foram móveis e eletrodomésticos (2,3%), artigos farmacêuticos (2,2%), e supermercados com produtos alimentícios (1,0%). Apenas tecidos, vestuário e calçados tiveram queda, com -0,8% no período. No varejo ampliado, que inclui material de construção, veículos e motos, o crescimento foi menor, de 0,7%, afetado pela queda de -0,2% em veículos, motos e peças.
Na comparação anual, o avanço de 1,3% contou com destaques em informática (9,9%) e artigos farmacêuticos (7,2%). Por outro lado, setores como combustíveis e supermercados registraram retração no volume de vendas. No âmbito ampliado, veículos e material de construção apresentaram quedas mais expressivas.
Esse cenário mostra um comportamento misto, mas com sinais claros de recuperação em áreas ligadas a tecnologia e saúde, que devem continuar influenciando o desempenho do comércio nos próximos meses.
Novas regras para ITCMD e ITBI passam a valer em 2026; heranças e imóveis podem aumentar de custo
A partir de 2026, novas normas para o ITCMD e ITBI passam a vigorar no Brasil, alterando como os impostos sobre heranças e transferências imobiliárias são calculados. O ITCMD terá alíquota progressiva com teto nacional de 8%, e o imposto será calculado sobre o valor de mercado na data do óbito ou da doação.
O ITBI terá como base de cálculo o valor de mercado declarado pelo contribuinte, e só será cobrado após a transferência da propriedade no cartório. Para reforçar a fiscalização, o governo implementará o Cadastro Imobiliário Brasileiro, conhecido como “CPF do imóvel”, integrando dados para identificar subavaliações.
Essas mudanças tornam a fiscalização mais rigorosa e dificultam estratégias para redução dos impostos, exigindo maior atenção na documentação e no registro dos bens imóveis.
A partir de 2026, entram em vigor novas normas para o imposto sobre herança e doações (ITCMD) e para o imposto sobre transferência de imóveis (ITBI), alterando a forma como esses tributos são aplicados no Brasil. O Projeto de Lei Complementar 108/2024 define que o ITCMD terá alíquota progressiva em todos os estados, com teto nacional de 8%, e será calculado sobre o valor de mercado dos bens na data do óbito ou da doação.
Outra mudança importante é que o imposto incidirá sobre a parte recebida por cada herdeiro, e o estado de domicílio do falecido ou doador será o competente para cobrar o ITCMD sobre bens móveis, evitando a escolha de jurisdição pelo valor do imposto.
No caso do ITBI, a base de cálculo será o valor de mercado informado pelo contribuinte, que só poderá ser contestado via processo administrativo. O fato gerador do tributo só ocorrerá com a transferência efetiva da propriedade no cartório, e não apenas na assinatura da escritura.
Para reforçar a fiscalização, o governo implementará o Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB), conhecido como “CPF do imóvel”. Esse cadastro único facilitará a integração de dados entre órgãos municipais, estaduais e federais, ajudando a detectar subavaliações e inconsistências em declarações fiscais.
Profissionais destacam a necessidade de atenção aos detalhes técnicos e documentais, já que a fiscalização será mais rigorosa e integrada. Estratégias de divisão de patrimônio para redução de impostos terão menos eficácia, o que exige revisão cuidadosa das informações fundiárias e fiscais.
Brics diminuem participação em títulos do Tesouro dos EUA após tensão comercial
Desde novembro de 2024, antes do segundo mandato de Donald Trump, países do Brics vêm reduzindo seus investimentos em títulos do Tesouro americano. China, Índia e Brasil mostram quedas expressivas nas participações, com destaque para o Brasil, que diminuiu em 26,7% seu estoque.
O movimento ganhou força em 2025, em meio à guerra tarifária entre os EUA e esses países. Embora algumas tarifas tenham sido suavizadas, a decisão de cortar os investimentos nos papéis americanos permanece clara, indicando uma estratégia econômica alinhada a interesses regionais.
Enquanto os membros do Brics reduzem suas posições, Japão e Reino Unido aumentam suas participações, refletindo mudanças nas alianças financeiras globais diante da política econômica dos EUA.
Desde a eleição de Donald Trump para seu segundo mandato, em novembro de 2024, os países do Brics vêm diminuindo a posse de títulos do Tesouro americano. Dados do Departamento do Tesouro até outubro mostram queda expressiva nesses investimentos: a China reduziu sua participação em 9,4%, a Índia em 21% e o Brasil em 26,7% no período.
Esse movimento se intensificou na segunda metade de 2025, durante a fase mais acirrada da guerra tarifária entre os EUA e esses países, que sofreram impactos variados. Mesmo com recuos pontuais nas tarifas, a estratégia de reduzir os Treasuries se mantém clara.
A China, que já foi a maior detentora dessa dívida, caiu para a terceira posição, atrás de Japão e Reino Unido, países mais alinhados a Trump. Seu estoque caiu de US$ 784,3 bilhões em fevereiro para US$ 688,7 bilhões em outubro.
A Índia diminuiu seu estoque de US$ 239,9 bilhões em março para US$ 190,7 bilhões em outubro. O Brasil acelerou a redução a partir de junho, indo de US$ 228,8 bilhões em outubro de 2024 para US$ 167,7 bilhões no final de 2025.
Enquanto isso, o Japão aumentou sua posse para US$ 1,2 trilhão e o Reino Unido cresceu de US$ 746,5 bilhões para US$ 877,9 bilhões no mesmo período.
Esse cenário reflete uma mudança estratégica entre os integrantes do Brics e sugere uma revisão das relações econômicas diante da política americana.
Banco Central determina liquidação extrajudicial da gestora Reag
O Banco Central do Brasil decretou a liquidação extrajudicial da gestora Reag, após a Polícia Federal iniciar a segunda fase da operação Compliance Zero. A medida visa proteger o sistema financeiro diante de suspeitas de fraudes ligadas ao caso Master.
A decisão decorre de graves violações às normas financeiras e envolve o bloqueio dos bens dos controladores e ex-administradores da Reag. A ação integra os esforços para garantir a estabilidade do mercado e evitar prejuízos aos investidores.
A Reag havia aberto capital na B3 em 2025, mas as investigações indicaram irregularidades que motivaram a intervenção do Banco Central. O caso segue sob análise das autoridades competentes e novas atualizações são esperadas.
O Banco Central do Brasil decretou a liquidação extrajudicial da gestora Reag nesta quinta-feira, 15 de janeiro. A medida foi tomada após a Polícia Federal iniciar a segunda fase da operação Compliance Zero, ligada a investigações envolvendo fraudes no caso Master.
Segundo o Banco Central, a decisão foi motivada por graves violações às normas que regem as instituições financeiras no país. A Reag está enquadrada no segmento S4 da regulamentação, representando menos de 0,001% do ativo total ajustado do Sistema Financeiro Nacional (SFN).
A liquidação ocorre para garantir a proteção do sistema financeiro, com os bens dos controladores e ex-administradores da instituição ficando indisponíveis durante as apurações. O Banco Central informou que seguirá adotando as medidas cabíveis para investigar e eventualmente aplicar sanções administrativas conforme a legislação vigente.
Essa iniciativa faz parte do esforço das autoridades para resguardar a estabilidade do mercado financeiro e evitar prejuízos aos investidores, levando em conta as suspeitas levantadas na operação policial.
A Reag havia aberto seu capital na B3 em janeiro de 2025, substituindo a GetNinjas, mas as investigações recentes indicaram problemas que resultaram na decisão do Banco Central.
O caso segue em análise e novas atualizações devem surgir conforme o andamento das investigações pelas autoridades responsáveis.
Grok bloqueia edição de imagens que removem roupas de pessoas reais
A plataforma Grok, controlada por Elon Musk, anunciou novas medidas para impedir que seu chatbot edite imagens removendo roupas de pessoas reais. Essa decisão foi tomada após críticas e preocupações globais sobre a criação de fotos falsas com conteúdo inapropriado.
O Grok já foi acusado de gerar imagens sexualizadas mediante pedidos de usuários, o que levou a restrições para evitar esses conteúdos. No Brasil, grupos feministas e o Idec pressionam pela suspensão da ferramenta, enquanto órgãos internacionais também investigam o caso.
A equipe do Grok reconheceu vulnerabilidades e trabalha para corrigir falhas que permitiram a criação de deepfakes. As medidas visam evitar novos incidentes e garantir que a plataforma siga as leis vigentes, reforçando a segurança digital.
A plataforma X, controlada por Elon Musk, anunciou medidas para impedir que seu chatbot Grok edite imagens com conteúdo sexual envolvendo pessoas reais. Essa decisão foi tomada após diversas críticas pelo uso da inteligência artificial para criar fotos falsas com mulheres e menores de idade.
O Grok chegou a ser acusado de gerar imagens sexualizadas mediante pedidos de usuários, o que levantou preocupações globais. A equipe de segurança da rede social afirmou que bloqueou comandos para editar fotos de pessoas em roupas reveladoras, como biquínis. Elon Musk, no entanto, afirmou não ter evidências de imagens ilegais produzidas pela plataforma.
Segundo Musk, o Grok responde apenas a solicitações dos usuários e segue as leis vigentes, recusando-se a criar conteúdos ilegais. Ele também mencionou a possibilidade de hackers manipularem o sistema para gerar imagens fora do padrão, compromisso da empresa é corrigir rapidamente quaisquer falhas.
O caso ganhou repercussão internacional, com órgãos reguladores do Reino Unido iniciando investigações, enquanto Índia, Indonésia e Malásia exigiram ou aplicaram restrições ao chatbot. No Brasil, o Idec solicitou a suspensão do Grok, e grupos feministas pressionam Google e Apple para removerem o app de suas lojas.
Em 2 de janeiro, a própria equipe do Grok admitiu falhas que permitiram a criação das imagens falsas. Desde então, medidas de proteção estão sendo implementadas para evitar novos incidentes. O problema do deepfake, manipulação digital para alterar fotos reais, ganhou destaque com a difusão dessas imagens na rede social.
Brasileirão 2026: formato, calendário e vagas para Libertadores e Sul-Americana
O Brasileirão 2026 manterá o formato de pontos corridos, com 20 clubes disputando 38 jogos cada, entre ida e volta. O campeão será o time com mais pontos ao final do campeonato, sem fase de playoffs.
Serão oferecidas seis vagas para a Copa Libertadores, do primeiro ao sexto colocado, enquanto as equipes entre sétimo e décimo segundo garantem vagas na Copa Sul-Americana, dependendo de outros resultados. O campeonato também prevê rebaixamento dos quatro últimos para a Série B.
O calendário vai do primeiro semestre até o final do ano, com pausas para jogos da seleção e outras competições paralelas. A regularidade dos times é essencial para garantir posições importantes e lutar por títulos e vagas internacionais.
O Brasileirão 2026 seguirá o tradicional formato de pontos corridos, reunindo 20 clubes que se enfrentam em jogos de ida e volta, totalizando 38 partidas para cada time. O campeão será o time que somar mais pontos ao longo da competição, sem fase de playoffs ou finais. Cada vitória vale três pontos, empate um ponto, e derrota nenhum ponto.
As disputas costumam ser acirradas até a última rodada, com variações de rendimento e mudanças nas equipes ao longo do ano. O campeonato oferece seis vagas diretas para a Copa Libertadores, destinadas do campeão ao sexto colocado. Além disso, equipes entre a sétima e a décima segunda colocação garantem vaga na Copa Sul-Americana, dependendo dos resultados de outros torneios nacionais e internacionais.
Rebaixamento também é uma marca do Brasileirão 2026: os quatro times com menor pontuação ao fim da temporada caem para a Série B de 2027. Critérios rigorosos de desempate, como número de vitórias, saldo de gols e até cartões, são usados para definir posições importantes na tabela.
O calendário previsto começa no primeiro semestre e vai até o final do ano, incluindo pausas para Datas FIFA e ajustes por competições paralelas. Essa estrutura exige elencos profundos, pois muitos times também disputam a Copa Libertadores, a Sul-Americana e a Copa do Brasil simultaneamente.
Para quem acompanha o campeonato, identificar grupos como os da parte de cima, intermediária e da zona de rebaixamento torna a análise dos jogos mais clara. A regularidade é fundamental para o sucesso, já que cada ponto coloca clubes em caminhos distintos dentro do futebol sul-americano.
Senadores protocolam pedido de impeachment de Dias Toffoli por condução no caso Banco Master
Senadores da oposição apresentaram um pedido de impeachment contra o ministro do STF, Dias Toffoli, alegando crime de responsabilidade na condução do caso Banco Master.
O pedido aponta suspeição e conflito de interesses, destacando decisões controversas de Toffoli, como viagem a Lima em voo particular e autorização de acareação durante recesso do Judiciário.
Além disso, há questionamentos sobre vínculos financeiros entre investigados e familiares do ministro, e críticas à supervisão de depoimentos pela Polícia Federal durante a investigação.
Senadores da oposição protocolaram um pedido de impeachment contra o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), alegando crime de responsabilidade relacionado à investigação do caso Banco Master. O documento, apresentado por Magno Malta, Damares Alves e Eduardo Girão, foi enviado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Os parlamentares apontam suspeição objetiva e conflito de interesses de Toffoli, que teria centralizado decisões importantes na investigação sob sua relatoria, comprometendo a imparcialidade exigida no cargo. Um dos episódios destacados é uma viagem do ministro a Lima, no Peru, em novembro de 2025, em avião particular de empresário, acompanhado de um advogado ligado a um investigado no processo.
O pedido também questiona uma decisão tomada por Toffoli durante o recesso do Judiciário, quando autorizou uma acareação envolvendo figuras-chave da apuração. A medida contrariou pareceres do Banco Central e da Procuradoria-Geral da República (PGR), que chegaram a sugerir suspensão da ação. Posteriormente, o ministro revogou essa decisão.
Outra crítica é à determinação para que um juiz auxiliar do gabinete de Toffoli acompanhasse depoimentos da Polícia Federal, atitude que para os senadores extrapolou os limites da supervisão judicial e gerou tensão entre instituições.
O pedido também menciona possíveis vínculos financeiros entre empresas investigadas e familiares do ministro, sinalizando conflito patrimonial. Decisões recentes da nova fase da Operação Compliance Zero também foram alvo de questionamentos, como a retenção inicial de provas pelo STF, posteriormente autorizada para perícia da PGR.
DNA de rinoceronte-lanoso da Era do Gelo é recuperado de carne no estômago de lobo na Sibéria
Pesquisadores obtiveram o genoma de um rinoceronte-lanoso que viveu há 14,4 mil anos a partir da análise da carne preservada no estômago de um filhote de lobo na Sibéria. O estudo comparou esse material genético com outros rinocerontes da espécie para entender sua população durante a Era do Gelo.
Os resultados indicam que a população de rinocerontes-lanosos se manteve geneticamente saudável até o fim da Era Glacial, quando sofreu um colapso rápido devido ao aquecimento climático que alterou seu habitat. A influência humana na extinção não é descartada, embora haja poucas evidências arqueológicas de caça intensa.
Este achado confirma que é possível recuperar material genético de alta qualidade até mesmo de restos parcialmente preservados. A descoberta oferece novas informações sobre as extinções que ocorreram no final da última Era do Gelo e sobre a fauna adaptada ao frio.
Pela primeira vez, pesquisadores obtiveram o genoma de um rinoceronte-lanoso que viveu há 14,4 mil anos, durante a Era do Gelo, a partir da análise da carne preservada no estômago de um filhote de lobo. O espécime foi encontrado em permafrost próximo à vila de Tumat, na Sibéria. Publicado na revista Genome Biology and Evolution, o estudo comparou esse genoma com o de outros rinocerontes da espécie Coelodonta antiquitatis, vivos entre 18 mil e 49 mil anos atrás.
Os resultados indicam que a população se manteve geneticamente saudável até o fim da Era Glacial, quando sofreu um colapso rápido, provavelmente causado pelo aquecimento climático que destruía o ambiente de estepe-tundra que esses animais preferiam. O rinoceronte-lanoso era um grande herbívoro, com cerca de dois metros de altura, pelagem longa, dois chifres e pernas curtas, adaptado a temperaturas frias.
Embora existam humanos na região há cerca de 15 mil anos antes da extinção, sem causar declínio populacional evidente, não se pode descartar a influência humana no processo. A caça intensa, entretanto, já tem poucas evidências arqueológicas.
Os filhotes de lobo onde foi achada a carne apresentam estágios iniciais de vida, indicando que a carne foi provavelmente fornecida por sua mãe ou matilha, que pode ter obtido os restos de uma carcaça ou caçado o animal.
Este achado mostra que é possível recuperar material genético de alta qualidade mesmo a partir de restos mal preservados, fornecendo informações valiosas sobre extinções da última Era do Gelo.
Por que gestores brasileiros enxergam valor na Randon apesar dos desafios do setor
A Randon tem despertado o interesse de gestores mesmo diante da queda acentuada no setor de implementos rodoviários em 2023. A empresa, avaliada em cerca de R$ 2,2 bilhões, apresenta um valor de mercado bem inferior ao de sua subsidiária Fras-le, alimentando a percepção de “deep value” no mercado.
Especialistas e fundos destacam o potencial de valorização da Randon, estimando ganhos expressivos com melhorias operacionais e recuperação cíclica. Recentes avaliações positivas e contratos relevantes reforçam as apostas no crescimento da empresa.
Apesar dos desafios previstos para os próximos anos, a Randon projeta economia significativa e forte geração de caixa, recebendo recomendações de compra e preços-alvo que indicam potencial de alta. Esse cenário faz da empresa um caso relevante para investidores focados em valor escondido.
A Randon tem atraído interesse de gestores mesmo em um cenário difícil para o setor de implementos rodoviários. Após uma queda superior a 40% no valor de mercado em 2023, a empresa é vista como um caso de deep value, com valor de mercado estimado em R$ 2,2 bilhões, consideravelmente inferior ao market cap de R$ 6,7 bilhões da Fras-le, subsidiária em que detém 50,6%.
Essa diferença sugere que os demais negócios do grupo são avaliados como nulos ou negativos. A Reach Capital destaca a Randon como principal aposta em seu fundo de small caps, projetando uma possível valorização de até 200% com base em melhorias operacionais, retomada cíclica e reprecificação de ativos.
Além disso, a Randon Consórcios foi recentemente avaliada em R$ 1,6 bilhão por um fundo do Pátria que adquiriu 20% do negócio, reforçando o potencial oculto do grupo. Analistas do Santander classificam a ação como a segunda maior oportunidade no setor, apontando um valuation negativo de R$ 1 bilhão se excluída a Fras-le, e definindo a companhia como veículo de investimento em deep value.
Apesar das dificuldades esperadas para 2026 na indústria automotiva pesada, cortes de custos de R$ 100 milhões anuais e uma forte geração de caixa projetada para 2026 e 2027 sustentam um potencial de alta. O Santander define preço-alvo de R$ 10, com upside superior a 50%.
O Itaú BBA elevou a recomendação para compra, prevendo lucro de R$ 215 milhões em 2026 e destacando oportunidades com contratos recentes, como um acordo de R$ 770 milhões para fornecimento de vagões para a Arauco. O banco enxerga quatro gatilhos de curto prazo para a Randon e estabelece preço-alvo em R$ 7,50.
A Veriff, unicórnio estoniano especializado em Verificação de identidade digital, inaugurou seu primeiro hub tecnológico no Brasil. Com um investimento...
Publicado em 24/04/2025 às 15:43 - Tecnologia e Inovação