Estudo revela o papel do Brasil como referência mundial em orquídeas
O Brasil acumula mais de 2.500 espécies de orquídeas, das quais 1.540 são exclusivas do país. Essa diversidade é resultado da combinação do clima, da geografia e de uma longa tradição de pesquisa iniciada no século 19.
A variedade de orquídeas está concentrada especialmente na Mata Atlântica, que oferece condições ideais para a multiplicação dessas plantas. Outros biomas como Amazônia e Cerrado também possuem espécies, mas com menor diversidade registrada.
Estudos indicam que ainda há muitas lacunas no conhecimento, especialmente sobre a polinização e o risco de extinção das orquídeas. Incentivar o cultivo e a conservação dessas plantas nativas é fundamental para proteger esse patrimônio natural.
Um estudo recente destaca como o Brasil se tornou um dos principais centros mundiais de orquídeas, reunindo mais de 2.500 espécies, sendo 1.540 exclusivas do país. Essa diversidade é resultado da combinação entre o clima, a geografia e uma rica história de pesquisa, que só ganhou força a partir do século 19.
Embora as primeiras orquídeas tenham surgido há cerca de 83 milhões de anos no hemisfério Norte, foi no Brasil que essas flores encontraram condições ideais para se multiplicar, sobretudo na Mata Atlântica. Esse bioma concentra mais da metade das espécies brasileiras, apresentando variações de clima e altitude que criam diversos nichos ecológicos.
A pesquisa brasileira sobre orquídeas teve início tímido, com registros no século 17, mas envolveu um salto significativo após a abertura dos portos em 1808. Desde então, estudos sistemáticos descreveram milhares de espécies novas, embora lacunas importantes persistam, como o desconhecimento sobre a polinização de muitas espécies e o real estado de ameaça à sua conservação.
Além da Mata Atlântica, a Amazônia, o Cerrado e outros biomas também abrigam orquídeas, mas com menor diversidade registrada, possivelmente devido à dificuldade de acesso e menor volume de pesquisas. Incentivar o cultivo das espécies nativas no Brasil pode ser uma estratégia para combater o tráfico ilegal e promover a conservação desses vegetais.
Mesmo com esse conhecimento acumulado, grande parte das plantas ainda carece de avaliação quanto ao risco de extinção, o que dificulta o planejamento de ações de preservação para evitar perdas irreparáveis.
31% das empresas na América Latina já usam IA conversacional, acima da média global
Um relatório recente aponta que 31% das empresas na América Latina já implementaram IA conversacional, ultrapassando a média global de 28%. No Brasil, essa adoção chega a 44%, destacando o avanço local na tecnologia.
A IA conversacional é usada principalmente para consultas simples, como dúvidas sobre produtos e status de pedidos, principalmente via WhatsApp. Essa interação é três vezes maior na América Latina em comparação à média mundial, indicando grande potencial para melhorar o atendimento ao cliente.
O estudo também revela que, apesar do otimismo das empresas, há uma discrepância na percepção dos consumidores sobre a qualidade do serviço. Para melhorar, recomenda-se investir em soluções omnicanal, maior integração entre agentes digitais e humanos, e reforço na segurança e transparência.
A Twilio divulgou a 1ª edição do relatório “Por Dentro da Revolução da IA Conversacional”, que destaca a adoção da IA conversacional na América Latina e no Brasil. O estudo indica que 31% das empresas da região já finalizaram a implementação completa dessa tecnologia para atendimento ao cliente, superando a média global de 28%. No Brasil, esse índice sobe para 44%.
O relatório aponta que IA conversacional é amplamente usada para consultas simples, como informações de produto, status de pedidos e comunicação via aplicativos de mensagens, especialmente o WhatsApp. Consumidores latino-americanos interagem com essa tecnologia três vezes mais que a média mundial, o que abre espaço para que empresas explorem esse canal para melhorar o atendimento.
Os dados revelam também que as empresas adotam múltiplos modelos de inteligência artificial, buscando desempenho mais eficiente. No entanto, há um contraste entre a percepção das organizações e a experiência do cliente: enquanto 92% das empresas acreditam oferecer um serviço satisfatório, apenas 61% dos consumidores concordam. No Brasil, essa diferença é ainda maior, 96% contra 66%.
Para estreitar essa distância, o relatório recomenda foco na resolução eficiente dos problemas, transição suave entre agentes digitais e humanos, além de reforço em segurança e transparência. A adoção de soluções omnicanal e infraestrutura flexível que suportem modelos variados de inteligência artificial também são apontadas como essenciais para o futuro do atendimento automatizado.
Americanas encerra 2025 com aumento no caixa, mas redução na base de clientes
A Americanas finalizou 2025 com um caixa ampliado para R$ 942 milhões, um crescimento de 46% em relação ao início do ano. Apesar do avanço financeiro, a empresa enfrenta uma queda constante na base de clientes ativos, que diminuiu para 40,83 milhões em dezembro, após atingir o pico de 47,9 milhões em abril.
O número de lojas da rede fechou o ano em 1.470 unidades, uma redução em comparação a janeiro, refletindo o programa de transformação da varejista que inclui ajustes em áreas comerciais e fechamento de algumas lojas. A empresa segue em recuperação judicial, buscando equilíbrio financeiro mesmo diante dos desafios.
No último trimestre de 2025, as ações da Americanas tiveram alta de 4,66%, demonstrando reação positiva do mercado, mesmo com a retração na base de clientes. O cenário mostra os esforços da empresa para se adaptar no ambiente competitivo do varejo.
A Americanas reportou aumento no seu caixa ao final de 2025, acumulando cerca de R$ 942 milhões, valor que representa uma alta de 46% em relação a janeiro do ano anterior. Este avanço financeiro acontece mesmo com a companhia passando por uma redução contínua na sua base de clientes ativos, que caiu para 40,83 milhões em dezembro, frente a 41,71 milhões em novembro e 47,9 milhões em abril, considerado o ápice do ano anterior.
A redução no número de clientes ocorre desde abril, somando oito meses consecutivos de queda. Além disso, a rede encerrou o ano com um parque de 1.470 lojas, uma unidade a menos que o mês anterior e bem abaixo das 1.641 lojas registradas em janeiro de 2025. Essa movimentação é atribuída ao programa de transformação da empresa, que inclui ajustes como fechamento, diminuição ou aumento de áreas comerciais, e novas aberturas, segundo o relatório divulgado.
Apesar da retração na rede física, o número de lojas já mostra sinais de estabilidade no último trimestre, com leve variação entre 1.472 e 1.470 unidades. As ações da Americanas fecharam o dia de divulgação em alta de 4,66%, cotadas a R$ 5,62, demonstrando reação positiva do mercado, mesmo frente aos desafios na base de clientes.
O cenário reflete os ajustes e a adaptação da varejista, que ainda opera em regime de recuperação judicial, buscando equilibrar sua estrutura financeira enquanto revê sua presença física e a fidelização do público.
Valve enfrenta processo bilionário no Reino Unido por práticas na Steam
A Valve, dona da plataforma Steam, está enfrentando um processo coletivo no Reino Unido que pode resultar em até US$ 5 bilhões em indenizações. A ação acusa a empresa de cobrar comissões altas que elevariam o preço dos jogos para o consumidor final.
Além disso, o processo alega que a Valve limita a concorrência, proibindo a venda de jogos por valores menores em outras plataformas. O Tribunal de Apelação de Londres já autorizou a continuação do processo, mesmo com a Steam contestando a falta de provas claras.
Paralelamente, o mercado de games tem outros destaques, como as transmissões da Blizzard e rumores sobre o próximo State of Play da PlayStation, mostrando que fevereiro será movimentado para fãs de jogos digitais.
Em 27 de janeiro, o mercado de games teve movimentações importantes fora dos lançamentos tradicionais. O destaque fica para a Valve, que enfrenta um processo bilionário no Reino Unido, com uma ação coletiva que pode gerar cerca de US$ 5 bilhões em indenizações. A acusação é de que a empresa cobraria comissões elevadas na Steam, elevando o preço final para o consumidor, além de impor restrições que prejudicariam a concorrência.
De acordo com os advogados do grupo, a Valve impediria que jogos fossem vendidos por valores menores em outras plataformas, limitando alternativas para desenvolvedores e jogadores. A Steam alega falta de provas concretas, especialmente em relação às comissões calculadas com Steam Keys. Apesar disso, o Tribunal de Apelação de Londres autorizou a continuação do processo.
Enquanto isso, a Blizzard anuncia uma série de transmissões online chamadas Blizzard Showcase, que ocorrem entre 29 de janeiro e 11 de fevereiro. Nessas lives, a empresa apresentará novidades para franquias como World of Warcraft, Overwatch, Hearthstone e Diablo, marcando também os 35 anos da companhia.
A PlayStation deve realizar uma nova edição do State of Play em fevereiro, embora ainda não tenha confirmado a data oficialmente. Rumores indicam que anúncios importantes podem ser feitos durante o evento.
Além disso, Dead by Daylight lança o “Stranger Things: Capítulo 2”, com personagens e conteúdo inspirados na série. Por fim, a Ubisoft cancelou o remake de Prince of Persia: The Sands of Time, informação que chegou até uma atriz envolvida no projeto de forma inesperada.
Vídeo que mostra bloqueio de tratores em Paris durante protesto é falso e foi criado por IA
Circula um vídeo que aparenta mostrar tratores e caminhões bloqueando uma via em Paris durante protesto de agricultores contra o acordo Mercosul-União Europeia. No entanto, o vídeo é falso, tendo sido gerado por inteligência artificial, segundo plataformas que detectam manipulação.
A narração em francês e as imagens simulam uma paralisação, mas análises apontam 96% de chance de ser um conteúdo sintético. A veracidade do vídeo chegou a ser confirmada erroneamente por assistentes de IA.
Protestos reais acontecem desde 2026 contra o tratado comercial, mas é fundamental diferenciar conteúdo verdadeiro de fake news criadas por IA para evitar desinformação.
Circula um vídeo que sugere o bloqueio de uma via em Paris por agricultores protestando contra o acordo entre a União Europeia e o Mercosul. No entanto, é fake. As imagens foram geradas por inteligência artificial (IA), conforme apontado por plataformas que detectam manipulação de vídeos e áudios. O post viralizou com mais de 100 mil visualizações, mas omite que o material não mostra uma cena real.
O vídeo simula uma longa fila de tratores e caminhões e conta com uma narração em francês que descreve Paris como paralisada pela neve. Contudo, análises indicam 96% de chance das imagens serem sintéticas. O áudio também é provavelmente gerado artificialmente. Até o assistente de IA do X, Grok, foi consultado e acabou confirmando erroneamente a veracidade do vídeo.
Protestos reais acontecem em Paris desde o início de 2026, com agricultores bloqueando estradas contra o tratado comercial que facilita a entrada de produtos mais baratos da América do Sul. Estas manifestações geraram até 150 km de congestionamento na capital francesa, inclusive nas imediações do Arco do Triunfo.
O acordo, aprovado em janeiro pelo Mercosul e União Europeia, visa criar a maior zona de livre comércio do mundo, reduzindo tarifas de importação e exportação. A assinatura final ocorreu em 17 de janeiro, mas ainda depende de ratificação nos parlamentos dos países envolvidos, um processo que pode ser longo e complexo.
É importante diferenciar entre manifestações reais e conteúdos criados com IA, especialmente com o aumento da circulação de notícias falsas nas redes sociais.
Mercado brasileiro ainda enfrenta desafios para ampliar uso do crédito com garantia de imóvel
O crédito com garantia de imóvel (CGI) no Brasil registrou crescimento de 22% em 2023, alcançando R$ 29,9 bilhões. Apesar disso, as novas concessões caíram 14,4% no último ano, refletindo a complexidade do processo, que envolve documentação, avaliação e registro em cartório.
Além das dificuldades operacionais, há resistência dos consumidores em usar o imóvel como garantia, preferindo empréstimos com juros maiores para preservar o bem. A Abecip destaca a necessidade de ampliar a educação financeira para popularizar essa modalidade.
O novo Marco Legal das Garantias trouxe avanços, mas mudanças regulatórias não são suficientes para acelerar a expansão do CGI. O produto oferece juros menores e prazos mais longos, mas depende de adaptação cultural e operacional para crescer no mercado brasileiro.
O crescimento do crédito com garantia de imóvel (CGI) no Brasil ainda é limitado por desafios culturais e operacionais. Segundo a presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Priscilla Ciolli, o produto cresceu 22% em 2025, alcançando R$ 29,9 bilhões, com valor médio dos empréstimos em R$ 264 mil. O prazo médio é de 13 anos e o LTV, ou relação entre o crédito e o valor do imóvel, está em 34%.
Apesar disso, as novas concessões caíram 14,4% no último ano para R$ 11,48 bilhões, revertendo o aumento do ano anterior. A complexidade do processo, que envolve análise documental, avaliação e registro em cartório, aumenta o tempo para liberação, afastando quem precisa de dinheiro rápido.
Um fator importante é a resistência do consumidor brasileiro em usar o imóvel como garantia, preferindo empréstimos com juros maiores para preservar o bem. A Abecip destaca a necessidade de ampliar a educação financeira para que o mercado e os consumidores entendam as vantagens do CGI.
O novo Marco Legal das Garantias trouxe avanços, permitindo o uso de imóveis já alienados em novas operações e simplificando o processo. Mesmo com isso, mudanças regulatórias não são suficientes para expandir o produto rapidamente, já que a adoção depende da construção gradual desse hábito no mercado.
O crédito com garantia de imóvel oferece juros menores e prazos mais longos, mas depende de adaptação cultural e operacional para se popularizar no país.
Equador aumenta tarifa em 900% para transporte de petróleo da Colômbia
O presidente do Equador, Daniel Noboa, elevou em 900% a tarifa para o transporte de petróleo colombiano pelo oleoduto Sote, elevando o custo de cerca de US$ 2,5 para mais de US$ 30 por barril. A medida é parte da tensão comercial entre os países e justificada como resposta ao aumento do narcotráfico na fronteira.
A Colômbia rebateu classificando a ação como agressiva, preocupada com os impactos para pequenos e médios produtores e a estabilidade social na região. Além disso, suspendeu vendas de energia ao Equador, o que pode ameaçar sua segurança energética.
O governo equatoriano reforça que a alta tarifária visa fortalecer a segurança nacional e atender à demanda da população por combate ao crime na região fronteiriça, refletindo as dificuldades comerciais e políticas entre os vizinhos.
O presidente do Equador, Daniel Noboa, anunciou um aumento de 900% na tarifa para o transporte de petróleo colombiano pelo oleoduto Sote. A medida faz parte da tensão comercial entre os dois países e eleva o custo de cerca de US$ 2,5 para mais de US$ 30 por barril. O governo do Equador justifica a ação como uma resposta à falta de controle na fronteira, que tem favorecido o crescimento do narcotráfico.
O ministro de Minas e Energia da Colômbia, Edwin Palma, classificou a decisão como uma agressão que prejudica sobretudo pequenos e médios produtores locais, essenciais para o emprego e estabilidade social na região de Putumayo. O conflito entre os países começou após o Equador impor uma tarifa de 30% sobre produtos colombianos, acusando o vizinho de insuficiência no combate ao tráfico na divisa.
Em retaliação, a Colômbia aplicou tarifas recíprocas e suspendeu vendas de energia ao Equador, o que pode afetar a segurança energética deste último, especialmente em um período de seca prolongada. O comércio bilateral permanece desbalanceado, com a Colômbia vendendo mais ao Equador, principalmente medicamentos, combustíveis, e café, enquanto importa madeira, frutos do mar e arroz.
Noboa afirmou que o aumento na tarifa está alinhado a uma política de segurança nacional para fortalecer a fronteira e conter a ação das redes criminosas. O presidente destacou que a decisão atende à demanda da população por mais ações contra o narcotráfico.
STF suspende benefícios específicos a trabalhadores dos Correios após decisão do TST
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, decidiu suspender parte dos benefícios concedidos aos trabalhadores dos Correios após o dissídio coletivo julgado pelo TST em dezembro. A medida bloqueia pagamentos como ticket alimentação extra, plano de saúde, adicional por trabalho em dias de repouso e gratificação de férias.
A decisão atende pedido da estatal, que enfrenta dificuldades financeiras e precisa equilibrar suas contas com aportes estimados em R$ 8 bilhões até 2026. O STF apontou o impacto financeiro elevado dessas cláusulas e considerou que a Justiça do Trabalho extrapolou seus poderes ao mantê-las.
Por enquanto, a suspensão é provisória e pode ser revista em recurso futuro. A decisão foi tomada em caráter liminar enquanto o presidente do STF estava de férias, mantendo o tema em aberto para novas discussões.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, suspendeu parte dos benefícios concedidos aos trabalhadores dos Correios por decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) no julgamento do dissídio coletivo em dezembro. A medida atende a pedido da estatal e bloqueia cláusulas relacionadas ao pagamento extra do ticket alimentação/refeição, conhecido como “vale peru”, plano de saúde, adicional de 200% para trabalho em dias de repouso e gratificação de férias de 70%.
Em dezembro, o TST ordenou o fim da greve dos Correios e aprovou reajuste salarial de 5,10%, mantendo cláusulas do acordo coletivo que a empresa contestava. A estatal enfrenta um cenário financeiro delicado, precisando aportar cerca de R$ 8 bilhões para equilíbrio até o fim de 2026.
A estatal afirmou que o valor extra de ticket alimentação resultaria em despesa anual de R$ 213 milhões; o plano de saúde, em R$ 1,4 bilhão; o adicional para trabalho em repouso, R$ 17 milhões; e a gratificação de férias, R$ 272,9 milhões.
Na decisão, Moraes destacou a “indevida extrapolação do poder” da Justiça do Trabalho e apontou o considerável impacto financeiro das parcelas e a situação delicada da empresa. A liminar foi emitida por ele na função de presidente em exercício do STF, enquanto o presidente Edson Fachin está de férias.
Segundo a assessoria do tribunal, a decisão não precisará de aprovação do plenário, mas pode ser revista mediante recurso, mantendo o tema em aberto para futuras discussões.
Empresa americana processa Apple por suposto uso indevido de tecnologia de câmeras para iPhone
A empresa americana Reincubate entrou com um processo contra a Apple em tribunal federal de Nova Jersey. A acusação é de que a Apple copiou tecnologia do aplicativo Camo para integrar ao iPhone a funcionalidade ‘Câmera de Continuidade’.
Além da acusação de roubo tecnológico, a Reincubate aponta que a Apple mantém monopólio ilegal no mercado de software móvel dos EUA. O processo também afirma que a Apple teria usado dados do aplicativo para desenvolver sua própria ferramenta.
A Reincubate busca indenização financeira e ações legais para impedir essa prática. Até agora, a Apple não se manifestou sobre o caso, que reforça debates sobre competição no mercado de tecnologia.
A empresa americana Reincubate entrou com um processo contra a Apple em um tribunal federal de Nova Jersey, alegando que a fabricante do iPhone copiou tecnologia do seu aplicativo Camo. O app, lançado em 2020, permite que smartphones funcionem como webcams em computadores. Segundo a Reincubate, recursos patenteados do Camo foram incorporados ao iOS na funcionalidade chamada Câmera de Continuidade em 2022.
A ação judicial também acusa a Apple de manter um monopólio ilegal no mercado de software móvel dos Estados Unidos, restringindo a competição ao “prender” os usuários ao seu sistema operacional. O governo dos EUA tem um processo antitruste similar em andamento desde 2024, contra a mesma empresa.
De acordo com o processo, a Apple teria induzido a Reincubate a compartilhar dados técnicos e versões beta do aplicativo, usando esse acesso para desenvolver sua própria ferramenta de câmera. O CEO da Reincubate, Aidan Fitzpatrick, afirmou que a Apple agiu para impedir concorrentes ao “copiar sua propriedade intelectual” e criar obstáculos no mercado.
A companhia pede indenização financeira e medidas judiciais para impedir essa prática. Até o momento, a Apple não se pronunciou sobre as acusações.
Esse caso é apontado pela Reincubate como um exemplo de Sherlocking, expressão usada para descrever quando a Apple integra funcionalidades similares a apps externos, limitando seu sucesso dentro do seu ecossistema.
Via Folha de S.Paulo
8 horas atrás - Negócios
Associação pede ação judicial contra BTG, XP e Nubank por venda de CDBs do Banco Master
A Associação Brasileira de Defesa do Consumidor e Trabalhador (Abradecont) pediu ao Ministério Público do Rio a abertura de uma ação civil pública contra BTG Pactual, XP e Nubank. A motivação é a venda dos CDBs do Banco Master, na qual as assessorias desses bancos teriam falhado em informar claramente os riscos aos investidores.
Segundo a Abradecont, os bancos teriam usado o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como garantia, o que levou muitos clientes a investirem acima do limite protegido pelo FGC, de R$ 250 mil. Alguns investidores adquiriram estes produtos sem a real consciência dos riscos envolvidos, resultando em prejuízos financeiros.
O Nubank afirmou que encerrou a oferta desses CDBs em 2024 e que não usa assessores de investimento, ressaltando o cumprimento das normas. Já o Ministério Público avaliará os pedidos da Abradecont, que incluem depósitos caução e indenizações por danos não cobertos pelo FGC, além de possíveis danos morais.
A Associação Brasileira de Defesa do Consumidor e Trabalhador (Abradecont) solicitou ao Ministério Público do Rio a abertura de uma ação civil pública contra a XP, BTG Pactual e Nubank. O motivo é a atuação das assessorias desses bancos na comercialização de CDBs do Banco Master, que, segundo a Abradecont, não incluiu informações claras sobre os riscos aos investidores.
Evilásio Erthal, diretor jurídico da Abradecont, aponta que os bancos usaram o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como garantia, levando muitos clientes a investir acima do limite de R$ 250 mil protegido por essa garantia. Além disso, alguns clientes adquiriram produtos vinculados ao conglomerado Master sem consciência dos riscos, o que resultou em prejuízos.
Em resposta, o Nubank informou que encerrou a oferta desses CDBs do Banco Master em 2024 e não utiliza assessores de investimento, enfatizando o respeito às normas regulatórias vigentes. XP e BTG não comentaram o caso.
A Abradecont pede que os bancos façam um depósito caução e que sejam responsabilizados para indenizar os danos materiais não cobertos pelo FGC, além de eventuais danos morais. Segundo Erthal, a análise do prejuízo deve ser feita caso a caso, condicionada à comprovação de erro ou falta de clareza nas informações sobre o produto.
A ação foi encaminhada ao Ministério Público, que deve se posicionar em breve. A iniciativa da Abradecont veio após a associação identificar diversas reclamações relacionadas a esses bancos em plataformas como o Reclame AQUI.
A Veriff, unicórnio estoniano especializado em Verificação de identidade digital, inaugurou seu primeiro hub tecnológico no Brasil. Com um investimento...
Publicado em 24/04/2025 às 15:43 - Tecnologia e Inovação