Próximos passos na investigação do caso Master-BRB: depoimentos e apurações
A investigação sobre o caso Master-BRB entrou em uma fase decisiva com a coleta de depoimentos de investigados pela Polícia Federal. O foco está na suspeita de compra irregular do Banco Master pelo BRB, envolvendo fraudes em carteiras de crédito e patrimônio inflado.
Nos dias 26 e 27 de janeiro, diretores, empresários e ex-executivos prestam depoimentos no Supremo Tribunal Federal e por videoconferência. A apuração visa esclarecer operações suspeitas e a estrutura paralela usada para fraudes, com ações coordenadas pela Polícia Federal e o Banco Central.
A primeira fase da operação resultou em prisões e na liquidação do Banco Master. A investigação segue rigorosa e busca reforçar a transparência no sistema financeiro, prevenindo novos casos semelhantes.
A investigação sobre suspeitas de irregularidades na tentativa de compra do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB) entrou em uma fase crucial. A Polícia Federal iniciou a coleta de depoimentos dos investigados na Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025, envolvendo prisões e mandados de busca.
Nos dias 26 e 27 de janeiro, oito pessoas ligadas ao caso prestam depoimento, incluindo diretores do BRB e do Banco Master, empresários e ex-executivos das instituições. As oitivas ocorrem por videoconferência ou no Supremo Tribunal Federal (STF), conforme decisão do relator, ministro Dias Toffoli.
O objetivo da PF é investigar a venda de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito falsas ao BRB. Além disso, apuram uma suposta estrutura paralela que teria inflado o patrimônio do Banco Master em R$ 11,5 bilhões, envolvendo operações com a gestora Reag DTVM, segundo o Banco Central.
Houve mudanças no cronograma das oitivas para concentrar as entrevistas em dois dias consecutivos no STF, decisão que gerou discussões entre a Polícia Federal e o ministro. Ele também determinou que os celulares apreendidos fiquem sob custódia da Procuradoria-Geral da República, limitando o acesso da PF.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, afirmou que a investigação tramita com “absoluta regularidade” e espera que os depoimentos acrescentem informações importantes. A primeira fase da operação resultou na prisão do empresário Daniel Vorcaro, controlador do banco, e na liquidação extrajudicial do Banco Master pelo Banco Central.
Além do Banco Master, o Banco Central também decretou liquidação da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários e do Will Bank recentemente.
França aprova proibição do uso de redes sociais para menores de 15 anos
A Assembleia Nacional da França aprovou uma proposta que proíbe o acesso às redes sociais para menores de 15 anos. A medida tem como objetivo proteger a saúde mental de crianças e adolescentes, combatendo problemas como bullying e vícios digitais.
O projeto agora será enviado ao Senado para votação final, com apoio do presidente Macron, que pretende implementar a regra até o início do ano letivo. A nova lei exigirá mecanismos rigorosos de verificação de idade nas plataformas.
A decisão acompanha iniciativas internacionais, como a da Austrália, e atende às recomendações do Parlamento Europeu, sinalizando uma preocupação crescente com o impacto das redes sociais na rotina dos jovens.
A Assembleia Nacional da França aprovou uma proposta que proíbe o acesso de menores de 15 anos às redes sociais. A medida busca conter os efeitos negativos dessas plataformas sobre a saúde mental de crianças e adolescentes, como bullying e vícios digitais. O projeto foi aprovado com 116 votos favoráveis e 23 contrários.
Agora, o texto segue para o Senado antes da votação final na Câmara dos Deputados. O presidente Emmanuel Macron defende a implementação da proibição para o início do ano letivo em setembro. Ele segue o exemplo da Austrália, país que desde dezembro proibiu o uso de redes sociais por menores de 16 anos, abrangendo plataformas como Facebook, TikTok, Snapchat e YouTube.
A nova regra francesa obrigará as plataformas a adotarem mecanismos rigorosos de verificação de idade, alinhados à legislação da União Europeia, para impedir o acesso dos jovens. Além disso, estende a atual proibição do uso de smartphones em escolas de ensino fundamental para também abranger o ensino médio.
Pesquisas recentes indicam que 73% da população francesa apoia a restrição às redes sociais para essa faixa etária. No entanto, a aplicação dessa norma pode enfrentar desafios, como ocorre na Austrália, onde crianças têm burlado os controles alegando ter mais idade.
O Parlamento Europeu já recomendou que países-membros estabeleçam idades mínimas para o uso das redes, mas a decisão final cabe a cada Estado. A discussão ganha força diante do aumento das preocupações com a saúde mental dos jovens e o impacto das redes sociais em suas rotinas.
Review de Code Vein II: boas ideias, mas falhas técnicas persistem
Code Vein II, lançado para PC, PS5 e Xbox Series, tenta aprimorar o gênero soulslike com mecânicas novas e builds diversificadas. A narrativa simples serve para sustentar as mecânicas, como viagens no tempo, mas não é o foco principal.
O jogo apresenta ampla personalização de armas, habilidades e equipamentos, permitindo estilo flexível de jogo. Porém, a jogabilidade tem problemas de fluidez e colisões imprecisas, além de performance instável com quedas de frames e bugs visuais que afetam a imersão.
O mundo aberto é extenso, mas vazio e pouco atraente para exploração. Code Vein II agrada fãs do gênero por seu desafio e customização, mas limitações técnicas e no design comprometem a experiência geral.
O Code Vein II, lançado em 29 de janeiro para PC, PS5 e Xbox Series, tenta avançar no gênero soulslike incorporando o que funcionou no primeiro jogo da Bandai Namco e buscando corrigir falhas. A narrativa se passa cem anos após os eventos anteriores, com um enredo simples que serve mais para sustentar mecânicas como viagens no tempo do que como foco principal.
Este título mantém a característica da série em oferecer uma variedade de builds e personalizações bastante ampla. Armas, habilidades e equipamentos especiais formam uma combinação que permite flexibilidade para diferentes estilos de jogo. A reformulação do sistema de habilidades, agora diretamente vinculadas às armas, amplia ainda mais essas opções.
Apesar disso, a jogabilidade apresenta problemas de fluidez e imprecisão nas colisões dos ataques, além de um tempo elevado de recuperação após ações básicas, o que pode frustrar jogadores. O desafio permanece elevado, especialmente nos combates contra chefes, e o sistema de companheiros controlados pela IA ajuda no suporte.
Um ponto negativo forte está na performance, mesmo no modo performance do PS5. O jogo sofre com quedas de frames e bugs visuais como o pop-in excessivo, o que prejudica a imersão e a experiência durante confrontos intensos. O world design também deixa a desejar, com um mundo aberto extenso, porém vazio e pouco estimulante para exploração.
Em resumo, Code Vein II oferece uma boa gama de personalizações e personagens com histórias interessantes, mas suas falhas técnicas e de level design limitam o potencial do título. A experiência pode agradar principalmente fãs da franquia ou do gênero soulslike que buscam desafios e personalização.
Vídeo falso de policial de Nova York repreendendo agentes do ICE é gerado por inteligência artificial
Circula um vídeo falso mostrando um policial de Nova York gritando com agentes do ICE. O vídeo foi criado por inteligência artificial, segundo análises que indicam manipulação digital.
A gravação apresenta erros visuais, como idiomas inexistentes em uniformes e placas, reforçando a falsidade do conteúdo. Isso ocorre em meio a protestos recentes sobre ações do ICE na cidade.
É importante verificar a veracidade antes de compartilhar para evitar a propagação de informações falsas sobre temas sensíveis como segurança e imigração.
Circula nas redes sociais um vídeo exibindo um policial de Nova York supostamente repreendendo agentes do ICE em uma operação de imigração, mas o conteúdo é falso. O vídeo foi gerado por inteligência artificial, conforme revelam análises feitas por ferramentas especializadas que indicam manipulação digital.
Na gravação, o policial aparece gritando e reclamando do comportamento dos agentes no Brooklyn, episódio que viralizou pouco após um incidente real envolvendo a morte do enfermeiro Alex Pretti por um agente do Departamento de Segurança Interna dos EUA durante um protesto em Minneapolis. Imagens flagradas apontam que Pretti não sacou arma, contrariando relatos oficiais.
O vídeo falso apresenta também incoerências visuais, como escritos em línguas inexistentes nas insígnias do uniforme policial e placas de rua, o que reforça a manipulação. As principais ferramentas que detectam uso de IA apontaram chances superiores a 99% de manipulação nesse material.
Esses episódios têm ocorrido num contexto de polêmicas envolvendo abordagens e prisões realizadas pelo ICE, que geraram protestos recentes, incluindo a detenção de crianças e casos de violência em Nova York. Apesar disso, o vídeo que circula não representa a realidade desses fatos, sendo uma criação artificial que alimenta a desinformação.
É fundamental verificar a veracidade das informações antes de compartilhá-las para evitar a propagação de conteúdos enganosos, especialmente em temas sensíveis como ações policiais e migração.
Pioneiro alerta que o efeito manada pode travar avanço da inteligência artificial
Yann LeCun, pesquisador referência em inteligência artificial, alerta que o setor corre risco de estagnação devido ao “efeito manada”. A concentração da indústria em grandes modelos de linguagem, base do ChatGPT, limita a evolução da IA.
Ele critica a obsessão pelo modelo atual, que não permite que a IA tenha uma inteligência comparável à humana, especialmente pela falta de planejamento e compreensão do mundo físico. LeCun aposta em abordagens alternativas para melhorar a capacidade preditiva das máquinas.
Além disso, o pesquisador destaca a importância do código aberto para acelerar o desenvolvimento e evitar monopólios, apontando que o recuo de empresas dos EUA pode favorecer concorrentes internacionais.
Yann LeCun, cientista de computação reconhecido por suas pesquisas iniciais que fundamentaram muitos sistemas atuais de inteligência artificial, alerta que o setor está se dirigindo a um beco sem saída devido ao efeito manada. Segundo ele, a concentração da indústria em grandes modelos de linguagem — base para ferramentas como o ChatGPT — limita a evolução da IA.
LeCun critica a obsessão do Vale do Silício por essa tecnologia, afirmando que ela não permitirá chegar a uma inteligência artificial comparável ou superior à humana. Ele destaca que a incapacidade desses sistemas de planejar ações antecipadamente e de compreender a complexidade do mundo físico representa um obstáculo importante.
Apesar de ter colaborado na criação desses modelos, o pesquisador agora investe em abordagens que possibilitem máquinas com melhor capacidade de previsão, por meio da sua startup AMI Labs. LeCun também chama atenção para a abertura chinesa a métodos diferentes, que podem superar esse paradigma atual.
Outro ponto levantado é a importância do código aberto, que ele defende como forma de acelerar o avanço e evitar concentração de controle. O recuo de algumas empresas americanas nessa área pode favorecer concorrentes internacionais, aponta LeCun.
Depois de décadas dedicado à pesquisa em redes neurais, LeCun mantém uma visão pragmática sobre o futuro da IA, reforçando que as tecnologias atuais são úteis, mas não o caminho final para uma superinteligência.
Estudo revela aumento de 3°C na temperatura da Amazônia devido ao desmatamento e mudanças no padrão de chuvas
Um estudo recente mostrou que o desmatamento na Amazônia eleva em até 3°C a temperatura durante a estação seca e altera o regime de chuvas na região. Áreas com menos de 60% de cobertura florestal apresentam diminuição significativa na quantidade de chuvas e na evapotranspiração, afetando a regulação térmica local.
A pesquisa utilizou dados via satélite que indicam locais desmatados com até 11 dias a menos de chuva e uma redução de 25% no volume hídrico. Em regiões com cobertura abaixo de 40%, a temperatura média pode subir até 4°C, aproximando o clima ao de savanas e aumentando a aridez.
Essas transformações impactam a biodiversidade, elevam o risco de incêndios florestais e prejudicam a agricultura, além de comprometer o bem-estar das comunidades locais. O estudo aponta a importância do reflorestamento para restaurar o equilíbrio ambiental e a segurança hídrica.
Um estudo recente evidenciou que o desmatamento na Amazônia causa elevação de até 3°C nas temperaturas durante a estação seca, além de modificar o regime de chuvas na região. Áreas com menos de 60% de cobertura florestal registram reduções significativas na quantidade de chuvas e na evapotranspiração, fenômeno essencial para a regulação térmica e a formação das precipitações.
A pesquisa, que utilizou dados via satélite, comparou regiões com alta e baixa cobertura vegetal, registrando que locais degradados apresentam 11 dias a menos de chuva e diminuição de 25% no volume hídrico. Em locais com cobertura abaixo de 40%, a temperatura média pode subir 4°C, configurando um clima próximo ao de savanas, caracterizado por maior aridez.
Essas mudanças impactam diretamente a biodiversidade, aumentando o risco de incêndios florestais e afetando a produção agrícola, além de comprometer o bem-estar da população local. O estudo destaca a importância do reflorestamento para restaurar a estrutura florestal, melhorar a ciclagem da água, ampliar os estoques de carbono e restabelecer a segurança hídrica e alimentar.
Apesar da queda nos índices de desmatamento nos últimos anos, a área desmatada ainda é expressiva, com quase 4 mil km² perdidos entre agosto de 2024 e junho de 2025, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A manutenção dessas atividades pode agravar os impactos climáticos e ambientais na Amazônia e no Brasil como um todo.
Esses dados ressaltam o papel crucial das florestas no equilíbrio climático e nos serviços ambientais, reforçando a necessidade de políticas eficazes e ações de recuperação ambiental para conter os efeitos do desmatamento.
As remessas globais de PCs atingiram 71,5 milhões de unidades no último trimestre de 2025, registrando um aumento de 9,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. No total do ano, mais de 270 milhões de dispositivos foram enviados, o que representa um crescimento de 9,1% em comparação a 2024, segundo dados preliminares divulgados pela Gartner.
Esse avanço no mercado de PCs foi impulsionado principalmente pela atualização para o Windows 11, que motivou tanto consumidores quanto empresas a renovarem seus equipamentos. A pressão sobre os preços e as promoções no fim do trimestre ajudaram a equilibrar o custo dos modelos, mantendo os valores médios de venda estáveis ou levemente menores, de acordo com Rishi Padhi, diretor de pesquisa do Gartner.
Os maiores fornecedores continuaram dominando o mercado, com a Lenovo liderando, seguida pela HP Inc. e Dell, que também ampliaram suas participações. No ano, a Lenovo comandou 27,2% do mercado com 73,5 milhões de unidades, enquanto HP e Dell chegaram a 21,3% e 15,3%, respectivamente.
Além da demanda pelo ciclo de atualização do Windows 11, o crescimento também está ligado a fatores como tarifas e elevação nos preços da memória, que encorajaram as organizações a trocar equipamentos, principalmente para se prepararem para recursos de inteligência artificial (IA), mesmo que esses ainda não ofereçam ganhos imediatos significativos.
União Pet anuncia pagamento de R$ 26 milhões em dividendos intermediários
A União Pet, controladora do Grupo Petz Cobasi, comunicou a aprovação de dividendos intermediários no total de R$ 26 milhões. O valor corresponde a R$ 0,03 por ação, considerando cerca de 858 milhões de ações em circulação. A decisão está sujeita à aprovação em Assembleia Geral, ainda sem data definida.
Os acionistas registrados até 14 de maio de 2026 terão direito aos dividendos, com pagamento previsto para 29 de maio de 2026. Após essa data, as ações serão negociadas em condição “ex-dividendos”. A empresa informa que não haverá atualização monetária ou juros entre a declaração e o pagamento.
Essa ação reforça a política da União Pet de distribuir resultados com base em seus balanços. Investidores devem acompanhar a Assembleia Geral e os prazos para garantir o recebimento dos dividendos.
A holding União Pet, que controla o Grupo Petz Cobasi, anunciou a aprovação de dividendos intermediários no valor total de R$ 26 milhões. A decisão foi baseada no balanço patrimonial de 31 de dezembro de 2025 e ainda precisa ser submetida à Assembleia Geral da companhia, que terá data a ser definida.
O montante representa o pagamento de R$ 0,03 por ação ordinária, considerando cerca de 858 milhões de ações em circulação, descontadas as ações em tesouraria. Os acionistas registrados ao final do pregão da B3 em 14 de maio de 2026 terão direito aos dividendos, e a partir do dia seguinte as ações passam a ser negociadas em condição de “ex-dividendos”.
O pagamento está previsto para ocorrer em 29 de maio de 2026, em moeda corrente nacional. A empresa informou que não haverá atualização monetária ou incidência de juros entre a data da declaração e o pagamento efetivo.
Esta movimentação financeira reflete a continuidade da política da União Pet de distribuir resultados aos seus acionistas com base em seus balanços anuais. A companhia reforça o compromisso com a transparência ao adaptar a distribuição ao desempenho registrado em seus relatórios oficiais.
Investidores interessados devem acompanhar a convocação da Assembleia Geral para confirmar a aprovação definitiva e observar os prazos de registro para o recebimento dos dividendos.
Time-lapse mostra grandes explosões na atmosfera do Sol capturadas por missão espacial
A missão Proba-3 da ESA registrou em setembro de 2025 explosões na atmosfera do Sol conhecidas como proeminências solares. O time-lapse condensou cinco horas de observação em apenas quatro segundos, mostrando grandes plumas de plasma emergindo rumo ao espaço.
Essas estruturas em forma de laços, feitas de plasma quente e eletricamente carregado, ultrapassam a borda do Sol e são importantes para estudar a coroa solar, camada mais externa da estrela. A missão usa eclipses solares artificiais para observar a coroa com detalhes invisíveis a olho nu.
O monitoramento avançado da atmosfera solar é fundamental para entender fenômenos que podem impactar satélites e comunicações na Terra. A Proba-3 continuará acompanhando as atividades solares nos próximos anos, ampliando nosso conhecimento sobre o Sol e seu comportamento.
Em setembro de 2025, a missão Proba-3 da ESA registrou um raro fenômeno na atmosfera do Sol, conhecido como proeminências solares. Essas explosões silenciosas de plasma foram capturadas em um time-lapse de apenas quatro segundos, condensando cinco horas de observação e mostrando três grandes plumas elevando-se para o espaço. Diferente das erupções solares comuns, não apresentam os flashes brilhantes característicos.
Essas proeminências solares são estruturas em forma de laços feitas de plasma — um gás quente e eletricamente carregado que compõe grande parte do Sol. Elas ultrapassam a borda visível do disco solar e podem se romper, lançando plasma para o espaço. Embora menos potentes, são fundamentais para entender a coroa solar, a camada mais externa e misteriosa da estrela.
A coroa solar apresenta temperaturas muito acima da superfície, chegando a milhões de graus Celsius, um enigma chamado “problema do aquecimento coronal”. O vídeo da missão Proba-3 revela que essas proeminências têm plasma a cerca de 10 mil graus Celsius, significativamente mais frio que a coroa, apesar do brilho intenso que parecem apresentar.
A Proba-3 usa duas espaçonaves para criar eclipses solares artificiais, bloqueando o disco solar e permitindo a observação detalhada da coroa com o coronógrafo ASPIICS. O sistema filtra a luz emitida por elementos químicos, como o hélio, revelando detalhes invisíveis em condições normais. Essa tecnologia possibilita análises mais frequentes e aprofundadas do Sol.
O avanço no monitoramento da atmosfera do Sol amplia o entendimento sobre eventos que podem afetar a Terra, como tempestades geomagnéticas que interferem em satélites e redes de comunicação. A missão Proba-3 já realizou dezenas de eclipses artificiais e deve continuar acompanhando a atividade solar nos próximos anos.
ANP mantém campo de Raia como único no pré-sal da Bacia de Campos
A ANP decidiu manter o campo de Raia, na Bacia de Campos, como uma única unidade produtora, rejeitando o pedido da Equinor para dividi-lo. A decisão é unânime e reforça que os reservatórios do bloco BM-C-33 devem operar de forma integrada.
Com isso, a Equinor precisou reenviar um plano de desenvolvimento unificado, aprovado pela ANP. A manutenção do campo como uma área única pode aumentar a carga tributária, já que campos com maior produção estão sujeitos à Participação Especial, que pode chegar a 40% da receita líquida.
O campo Raia tem reservas estimadas em 1 bilhão de barris e produção prevista para 2028. Operado por Equinor, Repsol Sinopec e Petrobras, terá uma plataforma FPSO e um gasoduto para escoar gás natural, reforçando sua importância no pré-sal.
A diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) decidiu manter o campo de Raia, no pré-sal da bacia de Campos, como um único campo de petróleo e gás. Essa decisão foi unânime, rejeitando o recurso da Equinor, operadora do campo, que queria dividi-lo em Raia Manta e Raia Pintada.
Com isso, a Equinor precisou reenviar um plano de desenvolvimento unificado, o qual também foi aprovado na mesma reunião realizada nesta segunda-feira (26). A manutenção da área como um campo único pode acarretar aumento na carga tributária, já que somente campos com grande volume de produção pagam Participação Especial, que pode chegar a 40% da receita líquida sobre produção trimestral.
O diretor da ANP, Pietro Mendes, responsável pelo processo, destacou que os reservatórios pertencem ao bloco BM-C-33 e têm previsão para compartilhamento de uma unidade única de produção. Por esse motivo, configuram um projeto integrado de desenvolvimento.
O campo Raia é operado pela Equinor, com 35% de participação, juntamente com Repsol Sinopec Brasil (35%) e Petrobras (30%). A produção está prevista para começar no primeiro semestre de 2028. O projeto contempla reservas recuperáveis estimadas em 1 bilhão de barris de óleo equivalente, uma plataforma FPSO capaz de produzir até 126 mil barris por dia e um gasoduto com capacidade para escoar 16 milhões de metros cúbicos de gás natural diariamente.
A Veriff, unicórnio estoniano especializado em Verificação de identidade digital, inaugurou seu primeiro hub tecnológico no Brasil. Com um investimento...
Publicado em 24/04/2025 às 15:43 - Tecnologia e Inovação