Irã declara que bases americanas no Oriente Médio são alvos legítimos em retaliação
Autoridades iranianas afirmaram que bases utilizadas pelos EUA no Oriente Médio são alvos legítimos para retaliação, indicando que qualquer ataque originado dessas bases motivará uma resposta de Teerã.
O presidente iraniano pediu desculpas aos países vizinhos pelos ataques e garantiu que não haverá novos disparos a menos que haja provocação. O ministro das Relações Exteriores destacou que a redução das tensões depende do fim do uso de territórios vizinhos para ações ofensivas.
Além disso, houve alertas de países da região como Turquia, Catar e Bahrein sobre ataques iranianos, o que tem aumentado a instabilidade no Golfo Pérsico.
Autoridades do Irã declararam que as áreas em países vizinhos usadas como plataformas para ataques dos Estados Unidos são consideradas alvos legítimos de retaliação. O porta-voz do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou no X que “a origem de qualquer ataque será o destino de nossa resposta”, mencionando que as bases americanas na região servem para ataques contra o país.
Mais cedo, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, pediu desculpas às nações próximas pelos ataques persas e garantiu que Teerã não dispararia mais mísseis contra esses países, a menos que fosse atacado por eles. Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores, Seyed Abbas Araghchi, ressaltou que a diminuição das tensões no Golfo Pérsico depende da não utilização dos territórios vizinhos para ações ofensivas contra o Irã. Araghchi também criticou o então presidente dos EUA, Donald Trump, dizendo que sua postura anulou rapidamente o gesto conciliatório de Teerã.
Em resposta a um míssil vindo do Irã que foi interceptado antes de alcançar o espaço aéreo da Turquia, o ministro das Relações Exteriores turco, Hakan Fidan, alertou o país persa para não realizar novos disparos contra seu território. Além da Turquia, Catar e Bahrein relataram ataques com mísseis e drones iranianos nesta mesma data, elevando a tensão na região.
Ranking dos jogos Resident Evil: confira as avaliações da franquia
Resident Evil é uma das franquias mais importantes dos videogames, celebrando 30 anos em 2026. Seu último lançamento, RE: Requiem 9, destaca-se pela combinação de terror e ação, com inimigos inteligentes e duas formas de jogabilidade, agradando diversos públicos.
O ranking no Metacritic mostra variações de estilo e avaliação. Resident Evil 4 lidera, com nota 93, revolucionando a série. Já Resident Evil 6 teve a menor nota, 67, por focar mais em ação do que no terror.
Outros títulos, como Resident Evil 2 e Resident Evil 7, também se destacam por resgatar o terror clássico e inovar na jogabilidade, consolidando a popularidade da franquia entre fãs antigos e novos.
Resident Evil é uma das franquias mais relevantes dos videogames e, em 2026, comemora 30 anos. Seu mais recente título, RE: Requiem 9, tem sido bem recebido, com avaliações que destacam sua combinação entre terror e ação, além do retorno à icônica Raccoon City. O jogo apresenta inimigos com inteligência artificial aprimorada e duas formas de jogabilidade, agradando tanto fãs antigos quanto novos.
O ranking das notas no Metacritic mostra as diferentes fases da série, com variações claras em estilo e recepção. Resident Evil 6, por exemplo, é o mais mal avaliado, com nota 67, devido ao foco em ação em detrimento do terror clássico, e uma narrativa que muitos consideraram superficial. Já Resident Evil 3 alcançou nota 79, trazendo jogabilidade mais ágil e o retorno do Nemesis, mas sofreu críticas pela curta duração e repetitividade.
Resident Evil 5 (nota 83) destacou o modo cooperativo em um cenário na África, com ação em tempo real e gráficos avançados para sua época, mas também deixou de lado elementos de suspense. Na mesma nota, Resident Evil Zero investiu na atmosfera e estratégia, embora tenha sido criticado pela linearidade e personagens pouco memoráveis.
A virada da série veio com Resident Evil 7 Biohazard (nota 86), que retornou ao terror psicológico e perspectiva em primeira pessoa. O sucesso continuou com Resident Evil 8 Village (nota 84), que misturou terror e exploração em um mapa semiaberto. Nos grandes destaques estão Resident Evil 2 e o clássico Resident Evil, ambos com nota 91, ampliando e estabelecendo o gênero survival horror com narrativas envolventes e ambientes tensos.
Encabeçando a lista, Resident Evil 4 (nota 93) revolucionou a série ao modernizar controles e gráficos, mantendo a tensão, consolidando-se como referência e sendo o título com mais versões para várias plataformas.
Áreas remotas da Ásia abrigam os últimos cavalos selvagens de uma espécie rara
O cavalo de Przewalski é a única espécie de cavalo verdadeiramente selvagem, nunca domesticada, que habita regiões isoladas da Ásia, especialmente na Mongólia. Após quase desaparecer na natureza, esforços globais conseguiram reintroduzi-los, com centenas vivendo atualmente em liberdade.
Esses cavalos possuem características genéticas únicas e uma resistência adaptada a ambientes áridos e rochosos. A recuperação se baseou em um grupo inicial de 12 indivíduos mantidos em zoológicos, com manejo genético cuidadoso para preservar a espécie.
Tecnologias como GPS e drones são usadas para monitorar e proteger os animais em suas reservas naturais na Mongólia, China e outros locais. Essa união de ciência, natureza e tecnologia mostra a importância da conservação em áreas remotas.
O cavalo de Przewalski é a única linhagem de equinos verdadeiramente selvagens que nunca foi domesticada. Por meio de esforços globais de conservação e monitoramento por satélite, essa espécie voltou a habitar as estepes da Mongólia após décadas de desaparecimento em seu ambiente natural. Desde 1992, grupos criados em cativeiro têm sido reintroduzidos na natureza, resultando hoje em centenas de cavalos vivendo livres e sendo acompanhados de perto.
Esses animais têm diferenças genéticas claras em relação aos cavalos domésticos, incluindo 66 cromossomos contra 64 dos equinos comuns. A crina curta e ereta, além das listras nas patas, remete a figuras de pinturas rupestres da Era do Gelo, evidenciando sua morfologia primitiva. O cavalo de Przewalski apresenta ainda uma robustez que possibilita a sobrevivência em ambientes hostis, com ossos adaptados a terrenos áridos e rochosos.
A recuperação da espécie ocorreu a partir de apenas 12 indivíduos mantidos em zoológicos europeus, com manejo genético rigoroso para preservar a diversidade. A criação de reservas naturais na Mongólia, China e até na Zona de Exclusão de Chernobyl ofereceu condições adequadas, protegidas da caça e do impacto humano. Além disso, o uso de tecnologias como GPS e drones com câmeras térmicas permite o estudo detalhado dos deslocamentos e comportamentos das manadas, garantindo sua proteção contínua.
Esse trabalho conjunto entre governos, cientistas e comunidades locais demonstra como a combinação da biologia e da tecnologia pode ajudar a manter espécies raras em liberdade, mesmo em regiões isoladas do planeta.
Idosos estão deixando a Flórida e recomeçando a vida em Nova York
Nova York tem atraído cada vez mais idosos que buscam recomeçar a vida na cidade, mesmo com o alto custo e ritmo urbano. Em 2023, cerca de 15.705 pessoas com mais de 65 anos se mudaram para lá, um aumento de 40% desde 2019. Muitos vão atrás de filhos, serviços de saúde, transporte público e opções culturais.
Alguns, como Bob Krinsky, 65 anos, se destacam nas comunidades locais, enquanto outros preferem trocar o interior por apartamentos em Manhattan para aproveitar a vida cultural e acadêmica. Essa tendência muda a forma como a terceira idade vive e se relaciona em grandes metrópoles.
Apesar do aumento da pobreza entre idosos com renda fixa e do custo elevado, quem se estabelece encontra em Nova York oportunidades para uma vida social ativa e participativa, redefinindo o envelhecimento no meio urbano.
Nova York vem atraindo um número crescente de idosos que optam por recomeçar a vida na cidade, apesar do alto custo e do estilo de vida urbano. Em 2023, cerca de 15.705 pessoas com 65 anos ou mais mudaram-se para a cidade, um aumento de 40% desde 2019, segundo análise do censo por John Mollenkopf, da City University of New York.
Muitos desses novos moradores mais velhos seguem seus filhos ou buscam serviços de saúde, transporte público e opções culturais que a metrópole oferece. Alexa Brewster, 29 anos, destaca a energia gerada por Bob Krinsky, 65 anos, que se mudou recentemente para Brooklyn e se tornou uma figura central em atividades comunitárias e esportivas do bairro.
Outros, como Suzy Curley, de 79 anos, trocaram casas no interior por apartamentos em Manhattan para aproveitar museus, transporte e aulas em universidades locais. Compradores dessa faixa etária agora representam 40% das vendas imobiliárias na cidade, segundo corretores.
Porém, a alta no custo de vida impede que muitos aposentados com renda fixa façam essa mudança, e a pobreza entre idosos tem aumentado. Ainda assim, para aqueles que se estabelecem, Nova York representa uma oportunidade de viver uma “segunda vida”, com contato social e participação ativa em sua comunidade.
Essa movimentação indica uma redefinição do envelhecimento, onde o ambiente urbano e a proximidade de familiares e serviços ganham prioridade. As mudanças refletem transformações demográficas e culturais na terceira idade dentro das grandes cidades americanas.
Cientistas descobrem micro-organismos que produzem oxigênio no escuro sob gelo na Groenlândia
Pesquisadores identificaram na Groenlândia microrganismos capazes de produzir oxigênio mesmo na ausência total de luz, em lagos subglaciais cobertos por camadas espessas de gelo. Esses organismos sobrevivem por meio de reações químicas que não dependem da fotossíntese.
Essa descoberta amplia o conhecimento sobre a vida em ambientes extremos e pode influenciar pesquisas na astrobiologia, já que indica que biosferas podem existir sem luz solar. O fenômeno demonstra como bactérias adaptadas conseguem manter ecossistemas funcionais no escuro e sob condições rigorosas.
O estudo também abre caminho para investigações em outras regiões geladas e pode contribuir para avanços em biotecnologia e compreensão das mudanças climáticas.
Pesquisadores descobriram na Groenlândia microrganismos que produzem oxigênio no escuro total, um processo que não depende da fotossíntese e ocorre em lagos isolados sob camadas espessas de gelo. Essa capacidade inédita amplia o entendimento sobre como a vida pode persistir em ambientes hostis, sem acesso à luz solar.
O fenômeno foi confirmado em lagos subglaciais isolados da atmosfera por milhares de anos, onde a ausência de luz impede a fotossíntese. Nessas condições, bactérias específicas ativam reações químicas internas para liberar oxigênio, mantendo um ecossistema funcional. Essa atividade funciona como uma bateria biológica autossustentável, permanente mesmo no frio intenso e na escuridão.
Esses micróbios apresentam um metabolismo adaptado para a eficiência energética máxima, suportando altas pressões e temperaturas próximas do congelamento. Seu DNA exibe mutações que facilitam o uso de compostos nitrogenados para gerar oxigênio como subproduto. Diferentemente do processo tradicional que depende de luz solar, essa forma de produção de oxigênio utiliza reações químicas com minerais presentes no ambiente glacial.
Essa descoberta traz implicações importantes para a astrobiologia, ampliando a possibilidade de encontrar vida em luas geladas como Europa e Encélado, que possuem oceanos escondidos sob gelo. A capacidade de produzir oxigênio no escuro total indica que ambientes sem luz solar podem ainda sustentar biosferas complexas, desafiando teorias anteriores sobre a necessidade da fotossíntese para a sobrevivência.
Pesquisadores planejam explorar mais locais na Groenlândia e Antártida para mapear esses ecossistemas. As informações podem ajudar a compreender os impactos das mudanças climáticas e oferecer insights para biotecnologias futuras.
Brasil registra 136 casos de mpox em 2026, com cinco estados adicionados
Até o momento, o Brasil registrou 136 casos de mpox em 2026, sendo 129 confirmados e sete prováveis, com notificações em cinco novos estados: Rio Grande do Norte, Ceará, Goiás, Pará e Sergipe.
São Paulo lidera a lista com 86 casos, seguido pelo Rio de Janeiro e Rondônia. Apesar do número menor em comparação a 2025, as autoridades estão em alerta devido a uma nova variante identificada no Reino Unido.
Desde 2022, o país acumula 14.614 casos e 19 mortes. A mpox é transmitida pelo contato direto ou com objetos contaminados e apresenta sintomas como erupções na pele, febre e dores corporais.
Dados recentes do Ministério da Saúde apontam 136 casos de mpox registrados em 2026, sendo 129 confirmados e sete prováveis. Cinco novos estados notificaram a doença: Rio Grande do Norte, Ceará, Goiás, Pará e Sergipe. São Paulo concentra a maioria dos registros, com 86 casos, seguido por Rio de Janeiro (19) e Rondônia (10).
Apesar do número ser menor que o do mesmo período em 2025, quando quase 400 ocorrências foram notificadas, as autoridades continuam em alerta. Isso porque uma nova variante da mpox foi identificada no Reino Unido em dezembro último. Até agora, o Brasil contabiliza 14.614 casos desde o início do monitoramento, em 2022, e 19 mortes associadas.
A mpox, conhecida também como varíola dos macacos, é causada pelo vírus MPXV. A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com pessoas infectadas, por meio de abraços, beijos, relações sexuais ou contato com lesões. Também pode ocorrer pelo uso de objetos contaminados, como roupa e talheres. O período de incubação varia de três a 21 dias.
Os sintomas incluem erupções cutâneas, linfonodos inchados, febre, dores no corpo, calafrios e fraqueza. Eles costumam durar entre duas e quatro semanas. A recomendação médica é buscar atendimento ao surgimento dos sinais.
Via eSHOJE
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5 Dicas de Isabel Marant para Aproveitar com as Amigas
Isabel Marant apresentou na Paris Fashion Week sua coleção de inverno 2026, que destaca a diversão entre amigas com um estilo urbano sofisticado. A proposta une transparência, volumes e materiais como couro, jeans e peles, equilibrando o casual e o sofisticado.
A coleção ressalta a ideia de união e companheirismo entre mulheres, com peças que mesclam toques masculinos e femininos, como vestidos de tule com casacos estruturados. Casacos e jaquetas ganham destaque em variados estilos e cores vibrantes.
O resultado é um convite para que mulheres se sintam parte de um grupo forte e estiloso, prontas para curtir a noite com personalidade e estilo contemporâneo, dentro da tradição da moda parisiense.
Isabel Marant apresenta sua coleção de inverno 2026 na Paris Fashion Week com uma proposta que valoriza a diversão entre amigas e um visual noturno urbano. Sob a direção criativa de Kim Bekker, a marca traz uma estética que combina transparência, volumes e materiais que dialogam entre si, como couro, jeans e peles. A coleção ressalta o estilo parisiense, com looks que transitam entre o casual e o sofisticado sem esforço aparente.
A coleção enfatiza a ideia de girl gang, onde a união e o companheirismo ganham destaque. As peças refletem o equilíbrio entre o masculino e o feminino: vestidos de tule combinam com casacos estruturados, enquanto saias transparentes contrastam com paletós oversize. Tricôs inspirados em estilos marinheiros e jaquetas aviador com botões grandes trazem um toque de rigor aos volumes fluidos, que emprestam referências da lingerie para revelar e esconder a pele.
Destaque para os casacos e jaquetas que aparecem em variados estilos, como bomber, aviador, mantô e jaquetas reversíveis, que oferecem diferentes sensações dependendo do lado escolhido. As cores também ganham espaço, com o vermelho presente em diferentes texturas e o azul vibrante contrastando com tons de preto e grafite.
O resultado é uma coleção que combina elementos tradicionais da moda parisiense com toques contemporâneos, convidando a mulher Isabel Marant a se sentir parte de um grupo forte e estiloso, pronto para curtir a noite com personalidade.
Pintar o telhado de branco realmente reduz o calor? Entenda a pesquisa brasileira
A dúvida sobre o efeito do telhado branco para diminuir o calor é frequente em dias quentes. Pesquisa brasileira aponta que pintar as telhas de branco pode baixar a temperatura interna em até 5°C, refletindo a radiação solar e reduzindo o calor acumulado.
Esse resultado se deve à capacidade das superfícies claras de refletirem a luz solar, evitando a transformação em calor dentro da casa. A eficiência, contudo, depende do tipo de telha, ventilação do sótão e características do isolamento térmico.
Pintar o telhado de branco é uma alternativa acessível e prática para manter o ambiente interno mais fresco, reduzindo o uso de ventiladores e ar-condicionado, principalmente em regiões com climas mais quentes.
A dúvida se o telhado branco realmente deixa a casa mais fria é comum, especialmente em dias quentes. Pesquisas brasileiras indicam que pintar telhas comuns de branco reduz a temperatura interna, refletindo a radiação solar e diminuindo o calor acumulado. Estudos mostram que a redução pode ser de 2°C a 5°C em casas expostas ao sol intenso.
O efeito é explicado pela refletância solar: superfícies claras devolvem mais luz para a atmosfera, prevenindo que a radiação se transforme em calor. Isso resulta em menor absorção térmica pelo forro e paredes, mantendo o ambiente interno mais fresco.
No entanto, o desempenho varia conforme o tipo de telha, ventilação do sótão e isolamento térmico da residência. Materiais cerâmicos e metálicos reagem de formas distintas ao calor, e ambientes com boa ventilação dissipam melhor a temperatura acumulada. Além disso, a inclinação e exposição solar do telhado influenciam na eficiência da pintura clara.
Pintar o telhado de branco é uma alternativa prática e mais acessível do que reformas complexas para reduzir o calor. A aplicação é rápida e pode resultar em economia no uso de ventilação e ar-condicionado, especialmente em áreas com clima quente.
Para obter os melhores resultados, é importante considerar as condições específicas de cada casa, como o tipo de material e a estrutura do telhado.
Medicamentos genéricos: o que são e por que custam menos no Brasil
A lei dos genéricos, vigente no Brasil desde 1999, ampliou o acesso a medicamentos com qualidade e preço mais acessível, chegando a descontos de até 67%. Os genéricos são produzidos depois que a patente do medicamento original expira e precisam comprovar bioequivalência, garantindo eficácia e segurança.
O medicamento de referência é um produto patenteado que passou por rigorosos testes antes de ser aprovado pela Anvisa. Já os genéricos têm desenvolvimento reduzido, o que explica seu custo menor. Atualmente, eles representam cerca de 85% dos remédios distribuídos pelo Programa Farmácia Popular.
O mercado brasileiro é o maior da América Latina e movimenta bilhões de unidades de medicamentos genéricos, que geraram economia de mais de R$ 329 bilhões desde 2000. Essa alternativa contribui para ampliar o acesso aos tratamentos no país.
O acesso a medicamentos no Brasil sofreu mudanças significativas com o avanço da legislação, especialmente após a criação do Sistema Único de Saúde (SUS) e a promulgação da Lei nº 9.787, de 1999, conhecida como Lei dos Genéricos. O principal objetivo dessa lei foi ampliar o acesso a tratamentos, garantindo qualidade e preços reduzidos, com descontos que podem chegar a 67% em relação ao medicamento de referência.
O medicamento de referência é o produto inovador, patenteado, que passou por rigorosos testes pré-clínicos e clínicos para comprovar sua eficácia e segurança. Esse processo, que pode durar até dez anos, envolve testes em humanos em três fases e consume a maior parte do orçamento de desenvolvimento. Após a aprovação pela Anvisa, o medicamento é comercializado com exclusividade por um período entre 10 e 20 anos.
Quando a patente expira, outras empresas podem produzir o medicamento genérico, que deve comprovar bioequivalência e intercambialidade com o medicamento original. Essas comprovações garantem que o genérico é absorvido pelo organismo na mesma velocidade e quantidade do produto de referência, o que a Anvisa monitora com critérios rigorosos.
O desenvolvimento reduzido do genérico — que não precisa repetir todos os testes do original — explica seu custo menor. Atualmente, 90% das doenças podem ser tratadas com medicamentos genéricos no Brasil, que representam cerca de 85% dos medicamentos distribuídos pelo Programa Farmácia Popular.
O mercado brasileiro é o maior da América Latina e o sétimo maior do mundo. Em 2024, foram movimentadas mais de 2 bilhões de unidades de medicamentos genéricos, que têm contribuído para uma economia superior a R$ 329 bilhões desde 2000.
EMS amplia presença no mercado de genéricos após compra da Medley
A EMS concluiu a compra da Medley, tornando-se a maior farmacêutica de genéricos no Brasil, com cerca de 30% de participação no mercado. A aquisição visa expandir a produção, especialmente com o lançamento de genéricos para canetas injetáveis, segmento que movimenta R$ 11 bilhões globalmente.
Além de lançar versões nacionais de canetas emagrecedoras com liraglutida, a EMS planeja desenvolver outras opções após a expiração das patentes vigentes. A Medley mantém unidade produtiva em Campinas, próxima à sede da EMS, facilitando ganhos operacionais e investimentos futuros.
O mercado brasileiro de genéricos cresce 10% ao ano e movimenta cerca de R$ 32 bilhões. A fusão fortalece a indústria nacional, amplia o acesso a medicamentos e ajuda a reduzir preços, contribuindo para a sustentabilidade do setor farmacêutico no país.
A EMS anunciou a compra da Medley, o que a posiciona como a maior farmacêutica de genéricos no Brasil, com cerca de 30% a 31% do mercado após aprovação das autoridades regulatórias. Esta aquisição faz parte de uma estratégia para ampliar a produção, principalmente com a chegada dos genéricos para canetas injetáveis, que movimentam R$ 11 bilhões mundialmente e devem crescer com a concorrência.
Além da expansão em genéricos, a EMS já lançou versões nacionais para canetas emagrecedoras com liraglutida e deve trabalhar no desenvolvimento de outras, como a semaglutida, após a expiração das patentes dos medicamentos originais. O negócio, que envolveu uma disputa com empresas como Sun Pharma, Hypera, Biolab e Aché, reforça o crescimento e a presença da EMS no mercado farmacêutico brasileiro.
A Medley mantém fábrica em Campinas, perto da sede da EMS em Hortolândia, SP, um fator que traz ganhos em eficiência. A empresa planeja investir na unidade e no quadro de funcionários. Também há possibilidade de uma nova fábrica em Manaus, aproveitando benefícios fiscais da região, mesmo com a reforma tributária.
O mercado brasileiro de genéricos movimenta cerca de R$ 32 bilhões, com crescimento de 10% ao ano. A fusão contribui para fortalecer a indústria nacional, ampliar o acesso a medicamentos e reduzir preços, especialmente após o vencimento de patentes importantes. O setor farmacêutico, que faturou R$ 226 bilhões em 2025, tem os maiores laboratórios entre empresas nacionais.
A Veriff, unicórnio estoniano especializado em Verificação de identidade digital, inaugurou seu primeiro hub tecnológico no Brasil. Com um investimento...
Publicado em 24/04/2025 às 15:43 - Tecnologia e Inovação