Por que o ghosting causa mais sofrimento do que a rejeição, segundo estudos
O ghosting acontece quando alguém desaparece repentinamente, sem dar explicações, deixando a outra pessoa sem respostas. Um estudo da Universidade de Milão acompanhou voluntários que passaram por ghosting e rejeição para analisar suas reações emocionais.
Os resultados mostram que, embora ambos os casos causem sofrimento, o ghosting provoca uma angústia mais lenta e prolongada. A incerteza emocional dificulta o fechamento e mantém o desconforto por mais tempo.
Entender esse comportamento ajuda a promover diálogos mais claros e empáticos em relacionamentos virtuais, melhorando o bem-estar psicológico em um mundo cada vez mais digital.
Você já teve alguém que simplesmente desaparece do nada, sem explicação? Esse comportamento tem nome: ghosting. Uma pesquisa da Universidade de Milão acompanhou reações psicológicas em tempo real de pessoas que passaram por esse tipo de situação. O estudo foi publicado na revista Computers in Human Behavior e revela que esse sumiço repentino causa impacto emocional prolongado.
O ghosting ocorre quando alguém interrompe a comunicação sem avisar, deixando a outra pessoa em dúvida e sem um fechamento claro. Para analisar seus efeitos, 46 voluntários conversaram por chat durante seis dias com parceiros que, no quarto dia, sumiram (ghosting), rejeitaram diretamente ou continuaram o diálogo normalmente.
Os resultados indicam que o fim do contato, seja ghosting ou rejeição, gera sofrimento. Porém, o desaparecimento causa uma angústia mais lenta e duradoura, pois deixa as pessoas presas na incerteza emocional. A confusão dificulta o processamento do ocorrido e prolonga o desconforto.
Segundo Alessia Telari, autora do estudo, a falta de comunicação impede um término emocional saudável, evidenciando que mesmo relações curtas merecem um fechamento claro. Essa pesquisa destaca o impacto do ghosting no bem-estar psicológico em ambientes digitais, onde essa prática ganhou força.
Além disso, uma pesquisa da Forbes Health/OnePoll mostra que 76% dos entrevistados nos Estados Unidos já foram ou praticaram ghosting em relacionamentos amorosos entre 2018 e 2023, reforçando sua frequência na atualidade.
Entender os efeitos desse comportamento pode ajudar a lidar melhor com términos virtuais e promover diálogos mais conscientes e empáticos.
Steam libera 4 jogos gratuitos para baixar esta semana
A Steam adicionou quatro novos jogos gratuitos para download e diversão sem custo. Entre os títulos, há um shooter em hotel mal-assombrado, um jogo de ritmo desafiador e corridas de kart multiplayer local.
Esses jogos oferecem diferentes estilos para variados gostos, desde ação e parkour até ritmo e corrida. São excelentes opções para quem quer experimentar novidades sem investir dinheiro.
A lista traz mais opções para diversificar o catálogo de games sem custo na plataforma. Vale a pena conferir e garantir o download enquanto estão disponíveis.
A plataforma Steam adicionou mais de 440 jogos na última semana, entre eles diversas opções gratuitas para baixar e jogar. Entre os destaques, há jogos de tiro no estilo retrô, corrida de kart e ritmo, que podem ser aproveitados sem custo algum. A variedade de títulos gratuitos amplia as possibilidades para diversos tipos de jogadores.
Um dos jogos disponíveis é Cleaning House, um game de tiro em primeira pessoa com inspiração nos chamados boomer shooters. Nele, o cenário é um hotel mal-assombrado com ambientes gerados proceduralmente, garantindo que cada sessão tenha desafios diferentes e permitindo múltiplas jogatinas.
OMVROS traz um estilo clássico de jogos de ritmo, similar a DJ Max e Guitar Hero, mas com uma inovação: as notas surgem tanto na parte inferior quanto na superior da tela, aumentando a dinâmica e o nível de desafio.
Para fãs de corrida, Kart Attack oferece corridas de kart com suporte a multiplayer local para quatro jogadores em tela dividida, percorrendo pistas variadas e usando power-ups para conseguir vantagem contra os adversários.
Já Synthopolis é um jogo de ação em primeira pessoa focado em parkour. O objetivo é dominar a movimentação e competir em modos competitivos onde é preciso capturar e manter um artefato enquanto escapa do perseguidor, utilizando itens colecionáveis para melhorar o desempenho.
Estas opções gratuitas na Steam ampliam o catálogo para quem busca diversão sem investir dinheiro. Vale a pena conferir e experimentar cada um desses títulos para diversificar a experiência.
3ª Temporada de Jujutsu Kaisen encerra com destaque para Yuta Okkotsu
A terceira temporada de Jujutsu Kaisen foi concluída com o foco no feiticeiro Yuta Okkotsu, que se destacou em uma batalha decisiva na colônia de Sendai. Ele mostrou um controle impressionante da energia amaldiçoada, consolidando sua posição como o segundo mais poderoso da série.
O enredo desenvolveu-se no meio de um cenário de guerra entre personagens fortes, como Dhruv Lakdawalla, Takako Uro e Ryu Ishigori. Yuta conseguiu romper este impasse ao eliminar seus adversários de forma estratégica, usando até energia reversa para derrotar espíritos amaldiçoados.
Além da força bruta, Yuta se destacou pela inteligência em combate, copiando técnicas inimigas e usando-as a seu favor. A temporada impressiona pela animação detalhada e mantém o público atento com suas decisões estratégicas, reforçando a importância do anime no gênero shounen.
A terceira temporada de Jujutsu Kaisen encerrou com destaque ao apresentar o feiticeiro de nível especial Yuta Okkotsu em uma batalha decisiva na colônia de Sendai. Esta sequência final mostrou não só a força bruta do personagem, mas também sua estratégia e controle de energia amaldiçoada, consolidando-o como o segundo mais poderoso da série, atrás apenas de Satoru Gojo.
A trama se desenvolveu num cenário de guerra, com personagens poderosos como Dhruv Lakdawalla, Takako Uro e Ryu Ishigori em um impasse que parecia impossível de romper. Porém, Yuta rompeu esse equilíbrio ao enfrentar todos simultaneamente, eliminando seus adversários com táticas inteligentes e domínio técnico. Destaca-se o momento em que ele derrota um espírito amaldiçoado utilizando energia reversa aplicada com um beijo, explorando as fraquezas naturais das maldições.
Além do poder ofensivo, Yuta se sobressai pela inteligência em combate, que o diferencia dos demais. Ele consegue copiar técnicas inimigas e usá-las em seu benefício, como quando utiliza a técnica espacial de Takako Uro para virar o jogo contra Ryu Ishigori. Essa combinação de força, versatilidade e pensamento estratégico evidencia que seu poder vai além do mero confronto físico.
Com animação detalhada e tomada de decisões que mantêm o espectador atento, essa temporada reforça o posicionamento de Jujutsu Kaisen no cenário dos animes shounen atuais, aproximando-se de clássicos do gênero pelo desenvolvimento dos personagens e intensidade das batalhas.
Emergência Radioativa e Destaques em Filmes e Séries para o Fim de Semana na Netflix
A Netflix traz para este fim de semana uma programação diversificada que agrada a todos os gostos. Entre os destaques está a animação “Academia Unicórnio”, ideal para crianças e famílias, além de dramas históricos como “Movimento de Jesus” e thrillers de ação como “Stratton”. Séries recentes também marcam presença, como a terceira temporada de “Heartbreak High”.
O filme brasileiro “Emergência Radioativa” relembra o acidente do Césio-137 em Goiânia, contando uma história baseada em fatos reais. Para fãs de true crime, a minissérie “Amor e Morte” explora um caso de assassinato nos anos 80. Esses títulos ampliam as opções de entretenimento e conhecimento.
Quem aprecia tramas intensas e diversificadas tem ainda “Peaky Blinders: O Homem Imortal”, que traz à tona a atmosfera da Segunda Guerra Mundial. Já o drama francês “Uma Mulher Diferente” aborda a jornada de uma documentarista autista, enriquecendo o catálogo com temas sensíveis e atuais. Aproveite para atualizar sua lista de filmes e séries.
A Netflix oferece uma variedade de títulos para este fim de semana, com opções que vão desde animação para crianças até dramas históricos e thrillers de ação. A programação inclui a animação canadense Academia Unicórnio, que traz uma trama sobre uma adolescente entre criaturas mágicas, ideal para toda a família.
Quem prefere um drama com fundo histórico pode optar por Movimento de Jesus, filme que recria um movimento religioso dos anos 1970 nos EUA. Para os fãs de true crime, a minissérie Amor e Morte explora um caso real de assassinato no Texas dos anos 1980, com uma narrativa intensa e personagens complexos.
Outro destaque é o drama francês Uma Mulher Diferente, que acompanha uma documentarista diagnosticada com autismo, retratando suas mudanças pessoais. A série australiana Heartbreak High: Onde Tudo Acontece retorna com a terceira temporada, mostrando os desafios adolescentes de forma direta e autêntica.
Para quem busca ação e emoção, o filme britânico Stratton segue um agente do MI6 numa missão perigosa para evitar um ataque em Londres. A Netflix também traz o filme tão aguardado Peaky Blinders: O Homem Imortal, onde Tommy Shelby enfrenta novas ameaças na Segunda Guerra Mundial, mantendo a tensão e atmosfera sombria da série.
A produção brasileira Emergência Radioativa fecha a lista, relembrando o acidente do Césio-137 em Goiânia em 1987, com roteiro baseado em fatos reais.
Fique de olho nas novidades para ampliar sua lista de próximos títulos e aproveitar o melhor da plataforma neste fim de semana.
Conflito no Irã completa um mês entre tensões regionais e repercussões globais
No último sábado, completou-se um mês do conflito iniciado entre EUA, Israel e Irã, que já causou centenas de mortes e danos significativos. A explosão em uma escola feminina de Teerã destacou a gravidade das ações, com vítimas entre civis e lideranças políticas.
Apesar das ofensivas, o Irã resistiu e retaliou, atingindo bases americanas e Israel, comprometendo sistemas de defesa e gerando tensões na região. As ameaças de fechar o estreito de Ormuz pioram o cenário, impactando diretamente o mercado mundial de petróleo.
As negociações de cessar-fogo ainda não avançaram, e o conflito eleva o risco de escalada, inclusive nuclear. A instabilidade regional permanece alta, dificultando soluções imediatas e pressionando a geopolítica internacional.
Neste sábado (27) completa-se um mês do conflito iniciado entre Estados Unidos, Israel e o Irã. Os ataques na primeira fase causaram vítimas que variam entre 201 e 1.045 mortos, incluindo o líder supremo Ali Khamenei e familiares. Um dos locais mais afetados foi a escola feminina Shajareh Tayyebeh, onde 168 meninas morreram após uma explosão causada por míssil Tomahawk.
Apesar da premissa de eliminar a liderança iraniana, o Irã resistiu e retaliou, atingindo bases estadunidenses em países vizinhos, realizando ataques a Israel e furando o sistema de defesa antiaéreo Domo de Ferro. Ameaças de fechamento do estreito de Ormuz intensificam a pressão no comércio mundial de petróleo.
Analistas apontam a falta de objetivos claros dos EUA no conflito. O presidente Donald Trump teria esperado um resultado similar ao da pressão sobre a Venezuela, algo que não se concretizou no Irã. A resistência iraniana é atribuída a mudanças na doutrina militar desde antigos conflitos, que melhoraram sua capacidade defensiva.
Ainda que sofrendo danos operacionais e atrasos nos programas militares, o regime iraniano mostrou coesão política reforçada após a morte de Khamenei, com maior centralização do poder pelo Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica. Isso diminui as chances de concessões diplomáticas.
Os EUA tentam negociar um cessar-fogo por meio do Paquistão e da Turquia, mas com pouco sucesso. O conflito eleva o risco de escalada nuclear, especialmente diante da cooperação militar entre Arábia Saudita e Paquistão, que poderia ampliar respostas em cadeia, agravando ainda mais a instabilidade regional.
O cenário segue incerto, com impactos globais no mercado energético e um complicado jogo político que indica difícil resolução no curto prazo.
Futuro do sistema financeiro brasileiro depende de experiência, ecossistema e execução
O setor financeiro na América Latina está evoluindo para valorizar a experiência do cliente e integrar serviços digitais de forma fluída. Plataformas como super apps e e-commerces ganham espaço na jornada do consumidor, exigindo soluções inovadoras e práticas.
O conceito de embedded finance cresce, com serviços financeiros inseridos em ecossistemas digitais, incluindo wallets e criptoativos. No Brasil, o avanço do Open Finance e pagamentos instantâneos mostra a maturidade da infraestrutura financeira local.
Desafios incluem a colaboração entre reguladores e instituições para fortalecer a confiança do usuário. A transformação também requer mudanças culturais nas organizações, com equipes mais ágeis para garantir resultados escaláveis.
O Fintech Americas mostrou que o setor financeiro na América Latina está mudando o foco da inovação para a entrega de valor real ao cliente. Hoje, as instituições competem não só entre si, mas também com empresas que oferecem jornadas digitais práticas e integradas, como plataformas de e-commerce e super apps. Esse cenário exige experiências fluídas e quase invisíveis na jornada do consumidor.
A incorporação do embedded finance é fundamental nesse novo modelo, com serviços financeiros atuando fora do ambiente tradicional, integrados a marketplaces e outros ecossistemas digitais. O avanço de wallets, criptoativos e stablecoins reforça essa transformação, com bancos adotando estratégia voltada a ecossistemas em vez de produtos isolados.
No debate, a expansão internacional ganhou destaque, mostrando que estratégias variam conforme o mercado. Países como Estados Unidos demandam foco e segmentação, enquanto o Brasil se destaca em infraestrutura financeira, já consolidando o Open Finance e pagamentos instantâneos.
Apesar do avanço tecnológico, o principal desafio do Open Finance está na colaboração entre reguladores, bancos e fintechs, com a construção da confiança do usuário sendo crucial. A inteligência artificial, por sua vez, evolui como ferramenta para eficiência e decisão, embora muitas empresas ainda enfrentem dificuldades para transformar testes em resultados concretos.
A transformação no setor financeiro depende também de mudanças na cultura e gestão das organizações. Estruturas mais flexíveis e times autônomos tendem a entregar valor com mais rapidez. A chave para os próximos anos está em conectar experiência, ecossistema e execução para gerar resultados consistentes e escaláveis.
Humano e cão: parceria que dura mais de 14 mil anos
Pesquisas recentes mostram que a convivência entre humanos e cães já dura mais de 14 mil anos, muito antes da agricultura. Estudos genéticos indicam que cães acompanhavam grupos de caçadores-coletores em diferentes regiões.
Apesar das diferenças culturais entre essas populações, os cães tinham semelhanças genéticas, sugerindo circulação entre comunidades. Eles ajudavam na caça, proteção e faziam companhia.
A domesticação dos cães, descendentes de lobos antigos, ainda é debatida, mas a pesquisa amplia o entendimento dessa relação duradoura e sua importância para a história humana.
Pesquisas recentes revelam que a relação entre humanos e cães já dura mais de 14 mil anos, muito antes do desenvolvimento da agricultura. Através da análise genética do DNA de cães encontrados em sítios arqueológicos que vão da Grã-Bretanha à Turquia, cientistas descobriram que esses animais conviviam com grupos de caçadores-coletores no período Paleolítico.
Apesar das diferenças culturais entre esses grupos humanos, os cães apresentaram grande semelhança genética. Isso indica que eles circulavam entre diferentes comunidades, possivelmente por meio de trocas ou acompanhando migrações. A pesquisa sugere que os cães desempenhavam várias funções, como auxílio na caça, proteção e companhia.
Os primeiros cães descendem de lobos antigos, mas o momento exato da domesticação ainda gera debate. Antes desta descoberta, o registro mais antigo de DNA canino confirmado era de 10.900 anos. A convivência próxima é reforçada por indícios de cuidados até mesmo após a morte dos cães.
Com a chegada da agricultura, cerca de 9 mil anos atrás, novos grupos humanos trouxeram seus próprios cães, causando mistura genética com as linhagens locais. Parte dessa diversidade genética permanece em cães modernos.
Embora o vínculo entre humanos e cães seja reconhecido como um dos mais antigos e duradouros, a origem dessa parceria ainda mantém pontos a serem explorados. A pesquisa amplia a compreensão da história entre as duas espécies e reforça a importância desse relacionamento.
ONU reconhece escravidão como crime histórico, mas destaca necessidade de reparação
A ONU aprovou uma resolução que reconhece a escravidão como um dos maiores crimes da história. Apesar do avanço simbólico, especialistas alertam que o impacto real depende de ações concretas, como reparações e devolução de bens saqueados.
João Jorge Santos Rodrigues destaca a importância das ações afirmativas para os descendentes e critica a resistência em museus europeus, que retêm obras saqueadas, além da rejeição às cotas raciais no Brasil. Thaís Bernardes reforça que, sem políticas que distribuam recursos e garantindo direitos, a resolução será apenas um discurso bonito.
O futuro dessa decisão depende da implementação efetiva de políticas públicas que enfrentem as desigualdades raciais, especialmente no Brasil, onde a exclusão estrutural ainda persiste.
O reconhecimento da escravidão como o maior crime da história da humanidade, aprovado recentemente pela ONU, marca um avanço histórico, mas só terá impacto real se for seguido de reparações concretas. João Jorge Santos Rodrigues, presidente da Fundação Cultural Palmares, ressalta que a resolução deve incluir a devolução de bens saqueados de países africanos colonizados e ações afirmativas para os descendentes da população escravizada.
Rodrigues destaca que a resistência à devolução desses bens está ligada ao lucro gerado pelo turismo em museus europeus, citando o exemplo do busto de Nefertiti em Berlim, que segundo ele deveria estar no Egito. Além disso, critica as objeções às cotas raciais no Brasil, argumentando que a “meritocracia” só faria sentido se os beneficiários da escravidão devolvessem o que lucraram.
A recusa dos EUA, Israel e Argentina em apoiar a resolução é justificada por Rodrigues: os EUA continuam se beneficiando historicamente da escravidão; Israel relaciona sua negativa a interesses territoriais; e a Argentina tenta ignorar o legado de exclusão da população negra na saúde.
Thaís Bernardes, fundadora do jornal Notícia Preta, reforça que, sem reparação, a resolução será “apenas uma cerimônia”. Para ela, é essencial a redistribuição de recursos, acesso a direitos e compromisso institucional para mudanças estruturais que enfrentem as desigualdades persistentes.
Ambos apontam que o futuro depende de ações concretas para transformar o reconhecimento da ONU em políticas públicas eficazes, especialmente no Brasil, onde ainda há grande desigualdade racial.
Demanda de EUA, UE e Oriente Médio alivia restrições da China para exportação de carne bovina brasileira
A exportação de carne bovina do Brasil segue firme em 2024, impulsionada pela demanda dos Estados Unidos, União Europeia, Chile e Rússia. Essa diversificação ajuda a amenizar os efeitos das cotas restritivas impostas pela China, principal importador.
Apesar das limitações chinesas, o Brasil vem ampliando as vendas para mercados alternativos, como os EUA, que tiveram alta de 97,3% na receita no primeiro bimestre, e a UE, que cresceu 24,6% em faturamento. A guerra no Oriente Médio desafia a logística, mas caminhos alternativos têm sido usados para atender a região.
No geral, o setor mantém crescimento nas receitas e nos volumes exportados. Nos dois primeiros meses, a receita totalizou US$ 2,865 bilhões, com 557 mil toneladas exportadas, refletindo a capacidade do Brasil de se ajustar às demandas globais e ampliar seu alcance.
A exportação de carne bovina do Brasil mantém um ritmo firme neste começo de ano, principalmente diante da demanda dos Estados Unidos, União Europeia, Chile e Rússia, segundo a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo). Essa diversificação tem ajudado o Brasil a mitigar o impacto das restrições impostas pela China, principal importador, em 2026.
A China estabeleceu uma cota restritiva de 1,1 milhão de toneladas, com tarifas mais altas além desse limite, mas o setor brasileiro tem compensado essas limitações com o crescimento dos embarques para outros mercados. Estados Unidos, por exemplo, registraram aumento de 97,3% na receita do primeiro bimestre, com 60% mais volume exportado. A União Europeia também cresceu, com alta de 24,6% em faturamento.
A guerra no Oriente Médio pode dificultar o escoamento para a região por causa dos custos logísticos, mas a Abrafrigo afirma que o setor tem encontrado rotas alternativas, evitando o Estreito de Ormuz para atender países do Oriente Médio, como Emirados Árabes e Arábia Saudita. Outros destinos, como Vietnã, Indonésia, Japão e Coreia do Sul, também apresentam potencial para expansão das vendas.
No geral, apesar do desafio da cota chinesa, as exportações brasileiras de carne bovina estão respaldadas por uma boa demanda global e ajustam seus fluxos para manter o crescimento nas vendas. No primeiro bimestre, as receitas subiram 39%, chegando a US$ 2,865 bilhões, e o volume embarcado cresceu 22%, totalizando mais de 557 mil toneladas.
Ex-ministro critica EUA e aliados por não condenarem escravidão como maior crime
O ex-ministro Edson Santos, atual secretário da SEDHIR, criticou Estados Unidos e aliados por não reconhecerem a escravidão como o maior crime contra a humanidade, conforme moção da ONU. Ele destacou a importância do reconhecimento histórico acompanhado de ações concretas.
Santos ressaltou que o Brasil, que copatrocinou a resolução da ONU, recebeu milhões de escravizados e possui uma população negra significativa. Ele apontou que a rejeição de países como EUA, Israel e Argentina foi motivada por interesses ideológicos e falta de solidariedade.
O secretário afirmou que as desigualdades atuais no Brasil resultam dessa herança e defendeu políticas públicas e reparações para a população negra, além dos projetos da SEDHIR para combater o racismo estrutural.
Em entrevista à Sputnik Brasil, Edson Santos, ex-ministro da Igualdade Racial e atual secretário da Secretaria Especial de Direitos Humanos e Igualdade Racial (SEDHIR), criticou os Estados Unidos e aliados por não condenarem a escravidão como o maior crime contra a humanidade, conforme moção da Organização das Nações Unidas (ONU).
Santos destacou que o reconhecimento desse passado exige ações concretas e afirmou que o Brasil, país que recebeu cerca de 5 milhões de escravizados entre os séculos 16 e 19, copatrocinou a resolução, embora tenha ficado fora da elaboração do texto. Ele lembrou que a população negra brasileira supera 112 milhões, mais da metade do total nacional.
O secretário apontou que países como Estados Unidos, Israel e Argentina rejeitaram a resolução, alegando que ela criaria uma “competição” entre crimes, mesmo com semelhanças à visão sobre o Holocausto. Para Santos, a violência contra povos africanos deveria receber a mesma centralidade histórica, questionando a relativização desse passado.
Ele também ressaltou que as desigualdades atuais no Brasil derivam dessa herança, afirmando que “a cor da miséria no país é negra”. Para superar essa situação, Santos defende reparações específicas para a população negra, junto a políticas públicas que promovam educação e acesso a serviços básicos.
O secretário atribui a resistência internacional a interesses ideológicos, citando governos com agendas de extrema-direita sem solidariedade às populações historicamente vulneráveis. A SEDHIR desenvolve projetos educacionais e de saúde para combater o racismo estrutural e ampliar a conscientização.
A Veriff, unicórnio estoniano especializado em Verificação de identidade digital, inaugurou seu primeiro hub tecnológico no Brasil. Com um investimento...
Publicado em 24/04/2025 às 15:43 - Tecnologia e Inovação