Um estudo recente revelou que adicionar apenas 11 minutos a mais de sono ao dia pode reduzir cerca de 10% dos riscos de infarto, AVC e insuficiência cardíaca. A pesquisa, que envolveu mais de 53 mil pessoas, também destacou a importância da combinação de bons hábitos como exercícios e alimentação balanceada.
Participantes que mantinham entre oito e nove horas de sono, além de uma rotina ativa e dieta rica em frutas, vegetais e peixes, apresentaram até 57% menos chance de eventos cardíacos graves. O estudo reforça que pequenas mudanças são essenciais para manter a saúde do coração.
Os pesquisadores planejam agora ensaios clínicos para confirmar essas descobertas e ajudar na formulação de recomendações médicas. Adotar hábitos simples pode gerar benefícios duradouros e melhorar significativamente a qualidade de vida.
Pequenas mudanças diárias podem melhorar a saúde do coração. Um estudo publicado no European Journal of Preventive Cardiology mostra que acrescentar 11 minutos a mais de sono, fazer 4,5 minutos extras de atividade física moderada a vigorosa e incluir um quarto de xícara a mais de vegetais na dieta reduz em torno de 10% o risco de sofrer infarto, AVC e insuficiência cardíaca.
A pesquisa, conduzida por especialistas da Austrália, Brasil e Chile, analisou informações de mais de 53 mil pessoas durante oito anos, registrando mais de 2 mil casos cardiovasculares. O diferencial foi estudar a combinação dos hábitos, já que eles se influenciam. Por exemplo, menos sono pode aumentar o apetite, enquanto uma dieta equilibrada ajuda a manter energia para praticar exercícios.
Participantes que dormiam entre oito e nove horas, realizavam mais de 42 minutos diários de exercícios e tinham alimentação balanceada apresentaram até 57% menos risco de eventos cardíacos graves. A dieta considerada inclui frutas, vegetais, peixes e cereais integrais, enquanto limita carnes processadas e açúcares. A atividade inclui desde subir escadas até natação.
Os autores ressaltam que pequenas mudanças são mais fáceis de manter e geram benefícios crescentes no coração. O próximo passo será realizar ensaios clínicos para confirmar as associações e auxiliar recomendações médicas e políticas públicas.
Via Galileu