Você já se perguntou se o número na camisa dos times de futebol pode ter mais de dois dígitos? A resposta é que isso depende muito do campeonato. Em grandes torneios como a Copa do Mundo, a FIFA limita os números entre 1 e 26, enquanto a Conmebol determina a numeração entre 1 e 99 para Libertadores e Copa Sul-Americana, com a camisa 1 reservada para goleiros. A UEFA adota regras semelhantes.
No entanto, em países como Brasil e México, existe maior liberdade para a escolha dos números, permitindo camisas com três dígitos. No México, por exemplo, times como o Toluca FC chegaram a ter jogadores com números altos nas costas. No Brasil, jogadores usam tais números para marcar datas ou feitos especiais. O ex-jogador Juninho Pernambucano vestiu as camisas 300 e 114 para celebrar seu 300º jogo e o aniversário do Vasco, respectivamente. Rogério Ceni também usou números altos para comemorar recordes.
A tradição do uso de números entre 1 e 11 vem da origem do futebol, quando os números indicavam posições na equipe. Três dígitos geram às vezes desafios logísticos, como nas placas de substituição, que geralmente suportam no máximo dois algarismos. Isso aconteceu, por exemplo, quando Roger Guedes usou o número 123 no Corinthians.
Existem casos curiosos, como o goleiro Sergio Vargas, que usou a camisa 188 como divulgação de uma patrocinadora, mas essa numeração não é aceita em competições internacionais. Outras situações incluem inovações na forma de exibir números, como na Inter de Milão, quando Ivan Zamorano usou uma camisa com “1+8”.
Via Super