09/01/2026 às 08:06 | Atualizado há 2 dias
               
A frase destaca que hominídeos ancestrais ganharam atenção recentemente, revelando descobertas. (Imagem/Reprodução: Redir)

Novos estudos ampliam o entendimento sobre os neandertais, mostra-se que esses primos extintos dos humanos modernos tinham uma vida mais complexa do que se acreditava. Eles não apenas caçavam, mas também consumiam larvas, eram capazes de criar arte e podem até ter trocado beijos com os Homo sapiens.

Uma pesquisa publicada na revista Evolution and Human Behavior apontou a troca de bactérias orais entre neandertais e humanos modernos, sugerindo contato íntimo que inclui todos os elementos dos beijos. Tal comportamento é comum entre várias espécies, indicando que os encontros não se limitavam à reprodução.

Além disso, achados arqueológicos recentes revelam que os neandertais criaram ferramentas e objetos artísticos, como um “giz de cera” com princípios de uso para marcar superfícies. Isso demonstra capacidade simbólica antes atribuída apenas ao Homo sapiens.

Na esfera alimentar, evidências indicam uma dieta variada, incluindo insetos, um ponto que desafia a ideia de que eles se alimentavam exclusivamente de grandes presas. Pesquisas sobre o uso de gordura extraída de ossos na Alemanha, datadas de 125 mil anos, mostram que os neandertais possuem técnicas culinárias avançadas.

Fósseis como o da criança de Skhul, que parece ser descendente de neandertal e Homo sapiens, sugerem que a miscigenação ocorreu muito antes do que se pensava, apontando para uma convivência mais longa e complexa entre as espécies.

Esses estudos juntos contribuem para a visão atual de que a evolução humana foi marcada por interações profundas e contínuas, com os neandertais compartilhando mais aspectos de nosso comportamento e cultura do que se supunha.

Via Folha de S.Paulo

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