A Randstad Research divulgou um relatório que analisa o impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho brasileiro até 2034. O estudo aponta que, apesar do uso ainda limitado da tecnologia — com apenas 16,9% das indústrias médias e grandes adotando IA —, os efeitos já começam a aparecer e crescerão nos próximos anos.
De acordo com a pesquisa, cerca de 9,7 milhões de empregos podem ser automatizados, principalmente funções repetitivas e administrativas. Por outro lado, 17,3 milhões de trabalhadores terão aumento de produtividade com a ajuda da IA, sem substituição direta, apenas exigindo novas habilidades. Além disso, até 7,1 milhões de novas vagas devem surgir, especialmente nas áreas de tecnologia, dados e inovação.
O estudo também destaca que setores como tecnologia da informação, telecomunicações e finanças estarão mais expostos à automação e à criação de empregos ligados à inteligência artificial. Já segmentos como agricultura, construção e serviços domésticos sofrerão menos impactos e manterão suas funções estáveis.
O levantamento mostra que 25% dos trabalhadores brasileiros já usam ferramentas de IA no cotidiano, mas 77% nunca receberam treinamento formal para essas tecnologias. Ao mesmo tempo, 87,6% demonstram interesse em se capacitar. A pesquisa revela ainda uma preocupação: 60% têm medo de perder o emprego para a automação, especialmente em áreas administrativas e financeiras.
Para lidar com essas mudanças, empresas precisam investir em qualificação, adoção responsável da IA e preparar suas equipes para os novos modelos de trabalho. A capacidade de adaptação será essencial para os profissionais que quiserem manter a empregabilidade nos próximos anos.
Via TI Inside