Um estudo recente da Universidade de Saúde e Ciência de Oregon (OHSU) indica que dormir menos de sete horas por noite reduz mais a expectativa de vida do que hábitos como má alimentação e sedentarismo. A pesquisa, publicada na revista Sleep Advances, analisou dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) e identificou a falta de sono como um dos principais fatores de risco para a longevidade, ficando atrás apenas do tabagismo.
O levantamento mostrou que, em quase todos os estados dos EUA, a privação do sono teve um impacto significativo na redução dos anos de vida, superando outros fatores tradicionalmente associados à saúde, como dieta e exercício físico.
No Brasil, dados de 2019 da Associação Brasileira do Sono indicam que a média diária de sono é de cerca de 6,4 horas, valor abaixo do recomendado, o que pode contribuir para a redução da expectativa de vida nacional. Especialistas destacam a necessidade de valorizar o sono da mesma forma que a alimentação e a atividade física, pois ele é fundamental para o bom funcionamento do sistema cardiovascular, imunológico e outras funções corporais essenciais.
Embora o estudo não tenha investigado os mecanismos que ligam o sono à longevidade, é sabido que a ausência de um descanso adequado afeta diretamente a saúde geral das pessoas. Priorizar uma rotina de sono regular pode, portanto, ser um passo importante para ampliar a qualidade e a duração da vida.
Via Super