25/01/2026 às 15:53 | Atualizado há 2 semanas
               
A comunicação eleitoral enfrenta o desafio de integrar estratégias híbridas nas redes sociais. (Imagem/Reprodução: Super)

Pesquisa recente do instituto Quaest indica que, pela primeira vez, as redes sociais superaram a TV como principal fonte de informação política no Brasil. Em janeiro de 2026, 39% dos entrevistados afirmaram buscar notícias políticas nas redes, contra 34% na televisão. Em levantamentos anteriores desde maio de 2024, a TV liderava.

Essa mudança reflete uma transição no consumo de notícias, embora não se possa ainda confirmar se é uma nova tendência definitiva ou uma variação pontual. A pesquisa indica que eleitores mais à direita preferem as redes sociais, enquanto a esquerda ligada ao ex-presidente Lula ainda mantém a TV como meio principal.

A percepção das notícias sobre o governo Lula varia conforme a ideologia. Eleitores de esquerda tendem a avaliar as notícias como mais positivas, enquanto independentes e bolsonaristas consideram o conteúdo predominantemente negativo, com 76% dos bolsonaristas reportando visão negativa sobre o governo.

O ambiente digital facilita o consumo seletivo que reforça pontos de vista políticos, limitando a mobilização para mudanças ideológicas. Essa segmentação cria desafios para a comunicação eleitoral no modelo híbrido que será necessário em 2026, combinando estratégias digitais e tradicionais.

O cenário aponta para um uso crescente das redes sociais como fonte primária de informação política, exigindo que candidatos e campanhas adaptem suas abordagens a uma realidade marcada pela coexistência de canais analógicos e digitais.

Via Super

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.