Após cinco anos da campanha de vacinação, a covid-19 apresenta uma redução significativa no Brasil, mas continua sendo uma ameaça à saúde pública. Em 2025, apenas menos de 40% das doses distribuídas foram aplicadas, o que resultou em 10.410 casos graves confirmados e 1,7 mil mortes.
Especialistas reforçam a importância da imunização, especialmente para crianças, idosos e gestantes, grupos que compõem o calendário básico de vacinação contra a doença desde 2024. Contudo, a adesão ainda é baixa, com apenas 3,49% das crianças menores de 1 ano vacinadas em 2025.
Crianças com menos de 2 anos estão entre os mais vulneráveis, sendo o segundo grupo com maior risco de complicações graves, incluindo a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P), que registrou 2,1 mil casos no país e um índice de letalidade próximo a 7%.
Dados indicam que a vacinação protege contra casos graves, como mostrou um estudo com 640 crianças vacinadas em São Paulo, que tiveram baixa incidência de infecção e sem gravidade. A baixa cobertura é atribuída à diminuição da percepção de risco e à disseminação de fake news sobre imunizantes.
Profissionais de saúde são apontados como peça-chave para melhorar a aceitação da vacina recomendando sua aplicação conforme as evidências científicas atualizadas. O risco de novas variantes e a ausência de sazonalidade definida reforçam a necessidade de manter a população atualizada com as doses.
Grupos com recomendação para continuar a vacinação incluem crianças, idosos, gestantes, imunocomprometidos e outros prioritários, com doses periódicas para assegurar proteção. O combate à covid-19 ainda depende do comprometimento coletivo com a vacinação.
Via Super