Apesar de parecer algo atual, a busca por terapia e companhia em chatbots tem raízes que remontam à década de 1960, quando Joseph Weizenbaum criou o primeiro sistema desse tipo, chamado Eliza. Rodando em computadores caros e grandes, o chatbot simulava conversas seguindo regras, sem realmente entender o que era dito. A inteligência artificial sempre levantou debates sobre a substituição humana, apego emocional, e a tendência de humanizar máquinas, questões ainda presentes hoje.
O escritor britânico Alan Turing, em seu artigo de 1950, questionou se as máquinas podem pensar, apontando críticas teológicas e filosóficas, principalmente sobre a capacidade de consciência e criatividade real dos computadores. A preocupação não era apenas técnica, mas também ética e social. O matemático Douglas Hartree alertava contra a metáfora do “cérebro eletrônico”, temendo que afastasse o foco do papel da máquina em ajudar, e não substituir, o pensamento humano.
A discussão sobre o impacto das máquinas no mercado de trabalho é antiga também. No passado, “computadores” eram pessoas, principalmente mulheres, que faziam cálculos complexos, profissão extinta pelo avanço da automação. A inteligência artificial sempre desloca poder, gerando impacto econômico e social significativo.
Houve ainda um “inverno da IA” nos anos 1970, causado pelo excesso de promessas não cumpridas. Hoje, com orçamentos bilionários, as melhorias continuam, especialmente após o surgimento do ChatGPT. Conforme o pesquisador Bernardo Gonçalves, a automação de tarefas intelectuais que antes resistiam à máquina é um dos focos atuais da indústria.
Via g1 Tecnologia