A equipe econômica estuda aplicar uma alíquota de 3,5% de IOF sobre a compra de criptomoedas no Brasil. Essa proposta ainda está em fase inicial, com minuta aberta para consulta pública, e nada foi implementado até o momento. A intenção é equiparar a compra de criptoativos às operações convencionais de câmbio, como na aquisição de dólar, que já paga IOF.
Atualmente, a compra de stablecoins e outras moedas digitais não é tributada dessa forma, o que o governo considera uma distorção fiscal, já que essas moedas têm ampla circulação e uso como alternativa ao dólar. Dados da Receita Federal indicam que mais de 70% dos R$ 388 bilhões declarados em criptoativos nos primeiros três trimestres de 2025 eram estáveis atreladas ao dólar.
A proposta visa evitar a arbitragem tributária e aumentar a arrecadação por meio de um imposto de fácil aplicação. No entanto, essa medida pode reduzir a competitividade das exchanges nacionais, que teriam que reter o imposto, e afetar plataformas internacionais que usam o sistema financeiro local, elevando o custo das operações.
Uma reação prevista do mercado inclui a migração para transações peer-to-peer (P2P), que fogem da fiscalização, e o aumento do investimento em fundos de criptomoedas listados em bolsa, como os ETFs, que não sofrem essa tributação direta. Também pode crescer o uso da autocustódia, dificultando o controle fiscal sobre criptomoedas.
Para investidores, a cobrança representa um aumento no custo inicial da operação, que deve ser avaliado no contexto da estratégia e do risco da carteira. Como a medida ainda não está em vigor, recomenda-se cautela antes de tomar decisões baseadas nessa possibilidade.
Via Forbes Money