20/02/2026 às 11:41 | Atualizado há 1 hora
               
Simulação em laboratório revela detalhes da sopa cósmica do universo primitivo pós-Big Bang. (Imagem/Reprodução: Olhardigital)

Pesquisas recentes realizadas no Grande Colisor de Hádrons (LHC) forneceram novos indícios sobre o que ocorreu no primeiro milissegundo após o Big Bang. O LHC identificou um rastro sutil de um quark atravessando o plasma de quarks e glúons, um estado de matéria extremamente quente e denso que dominava o universo inicial. Esse plasma, semelhante a um líquido ultradenso, foi recriado em laboratório ao colidir núcleos atômicos pesados em altas velocidades, causando a liberação momentânea de quarks e glúons livres.

O estudo, publicado na revista Physics Letters B, mostrou uma diminuição inferior a 1% na produção de partículas atrás do quark de alta energia, evidenciando que ele perde energia ao atravessar o plasma primordial. Para detectar esse efeito tão discreto, os cientistas usaram o bóson Z como referência, já que essa partícula segue praticamente sem interação, possibilitando a comparação precisa da direção e energia do quark.

Esse avanço permite entender melhor como partículas interagiam em um universo opaco, antes da formação dos primeiros prótons, nêutrons e átomos. Colisões no LHC oferecem uma visão indireta dessa fase inicial, e com mais dados espera-se aprofundar o conhecimento sobre o comportamento da matéria nos instantes seguintes ao Big Bang.

Via Olhar Digital

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