O mercado de criptomoedas deve continuar sua evolução em 2026, impulsionado por avanços regulatórios como o GENIUS Act e maior apoio institucional. Mudanças na liderança da SEC e da CFTC, além do interesse de grandes bancos, ajudam a consolidar a institucionalização do setor.
A tokenização de ativos e o crescimento das stablecoins indicam integração maior com o sistema financeiro tradicional. Também se destacam inovações como o uso de inteligência artificial para transações automatizadas e a expansão de operações financeiras em blockchain.
Essas tendências podem transformar a forma como investidores brasileiros e globais acessam e negociam ativos digitais, ampliando oportunidades e exigindo atenção às novas regulamentações e padrões no mercado.
O mercado de criptomoedas avançou significativamente em 2025, superando desafios regulatórios que antes limitavam o setor. A aprovação da primeira lei federal importante para stablecoins, o GENIUS Act, e o compromisso do governo dos EUA com uma Reserva Estratégica de Bitcoin indicam uma postura oficial mais favorável. Além disso, mudanças nas lideranças da SEC e da CFTC têm aumentado o apoio institucional ao setor.
Jamie Dimon, CEO do JPMorgan, que já foi crítico ao bitcoin, ajustou seu posicionamento e sinalizou que o banco poderá oferecer negociação de criptos a clientes institucionais. Esse movimento reforça a crescente institucionalização, impulsionada pelos ETFs de bitcoin e outros produtos financeiros, que hoje somam mais de US$ 200 bilhões em ativos globais.
A tokenização de ativos, embora ainda pequena, mostra crescimento acelerado. Com a aprovação para que a DTCC ofereça serviços nesse segmento, há expectativas de que o sistema financeiro tradicional avance para um modelo mais integrado com blockchains. Regulamentações específicas devem começar a ser discutidas ainda em 2026.
O mercado de stablecoins também expandiu, superando US$ 300 bilhões, atraindo grandes fintechs e criando a necessidade de padrões comuns para reduzir riscos nas transações entre diferentes plataformas.
Além disso, a capacidade das criptomoedas de sustentar mercados 24/7 está gerando novas formas de negociação em ativos não cripto, como contratos futuros de petróleo e juros, em blockchains. O uso crescente de inteligência artificial em transações automatizadas revela outra camada de inovação, com agentes de IA realizando bilhões de operações financeiras em blockchain.
Via Forbes Brasil