Uma criança de 11 anos, do Sul do Espírito Santo, pode ser a segunda vítima da rede de exploração sexual infantil liderada pelo piloto da aviação comercial em São Paulo, Sérgio Antonio Lopes. A suspeita de envolvimento na rede é uma mulher de 29 anos, presa em Marataízes, que teria colaborado enviando vídeos da própria filha de 3 anos para o piloto. Ele pagava entre R$ 30 e R$ 50 por esses conteúdos.
Segundo a Polícia Civil de São Paulo, a mulher recebia dinheiro para produzir e enviar os materiais, que incluíam imagens de abusos. A delegada Luciana Peixoto afirmou que o grupo criminoso solicitava vídeos mediante remuneração, e as gravações eram enviadas para o líder da rede. A investigação aponta que o piloto aproveitava a vulnerabilidade financeira das pessoas para recrutar colaboradores. A delegada Gabriela Enne, da Polícia Civil do Espírito Santo, explicou que os recursos recebidos geralmente eram usados para comprar alimentos.
Análises de celulares apreendidos com o piloto indicaram uma ligação com Marataízes, onde a suspeita trabalhava vendendo produtos artesanais e enviava os vídeos desde que sua filha tinha dois anos. As conversas entre os investigados começaram em agosto do ano passado, tempo em que ocorreu o abuso e a troca de material por dinheiro através do Pix. O contato entre eles terminou após a prisão do piloto.
A suspeita morava com familiares que ficaram surpresos ao descobrirem os crimes. A polícia continua as apurações para identificar todas as vítimas e envolvidos.
Via Folha Vitória