22/03/2026 às 09:43 | Atualizado há 7 horas
               
Pesquisa revela quais mamíferos podem gerar novas epidemias perigosas agora. (Imagem/Reprodução: Olhardigital)

Estudos recentes apontam que a ameaça representada por vírus transmitidos por morcegos varia conforme a espécie. Através de análises genéticas avançadas, especialistas identificaram quais famílias de morcegos possuem maior compatibilidade viral com humanos, aumentando o risco de zoonoses. Este conhecimento permite direcionar a vigilância sanitária e concentrar esforços em grupos com maior potencial de transmissão.

Morcegos da família Pteropodidae estão entre os de maior risco, associados a patógenos como Henipavírus e Filovírus. Já os Rhinolophidae, relacionados a coronavírus do tipo Sarbecovírus, apresentam risco elevado. Outras famílias, como os Molossidae, apresentam níveis moderados, com vírus da raiva. A proximidade genética com humanos influencia diretamente na facilidade de infecção desses vírus, pois morcegos que compartilham características fisiológicas específicas com primatas abrigam vírus capazes de infectar células humanas sem necessidade de grandes mutações.

Além da genética, o comportamento dos morcegos, que vivem em colônias densas, favorece a circulação viral, criando um ambiente propício para evolução e adaptação dos vírus. A fragmentação de habitats naturais e o avanço do desmatamento em regiões como Sudeste Asiático, África Subsaariana e Amazônia fazem com que esses morcegos busquem alimento em áreas próximas a humanos, aumentando o contato e o risco de transmissão.

A identificação desses morcegos e vírus no ambiente é feita por meio de análises moleculares em amostras de saliva e fezes. A preservação dos ecossistemas e a vigilância genômica constante são ferramentas essenciais para reduzir o risco de uma nova crise sanitária. Políticas que integrem a saúde humana, animal e ambiental são essenciais para monitoramento eficaz e prevenção futura.

Via Olhar Digital

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