27/03/2026 às 10:01 | Atualizado há 4 horas
               
A descrição destaca um debate entre líderes de empresas sobre o impacto da liquidez nos negócios. (Imagem/Reprodução: Startups)

As rodadas secundárias ainda enfrentam um estigma no Brasil por permitir que sócios e fundadores recebam parte do investimento, diferente das primárias, que injetam o capital diretamente na startup. Contudo, líderes do mercado têm defendido que essa visão está equivocada. Segundo Marcelo Lombardo, CEO da Omie, esse tipo de operação pode até aumentar o engajamento dos fundadores, pois reduz o risco de ter todo o patrimônio concentrado na empresa, o que pode levar a decisões mais conservadoras.

Em setembro, a Omie realizou uma rodada de US$ 150 milhões, com aporte secundário de US$ 100 milhões pelo fundo suíço Partners Group. Já Pedro MacDowell, fundador da QI Tech, diz que a operação veio após a empresa alcançar lucro e status de unicórnio, trazendo segurança, sem diminuir o compromisso com o negócio. Para ele, ter capital diversificado ajuda na mitigação de riscos sem afetar o foco.

Além disso, fundos internacionais como General Atlantic e GIC, acostumados a esse formato, colaboram para o alinhamento entre participantes. Um estudo da Spectra revela que, em 82% dos casos, a parcela vendida é inferior a 10% do patrimônio dos fundadores, preservando o comprometimento de longo prazo.

Marcelo Lombardo destaca ainda o papel das stock options para manter alinhamento e motivação interna, distribuindo participação a colaboradores e reforçando o valor das ações. Segundo ele, quem pensa em exit precoce está no caminho errado; construir valor sustentável é o foco desse tipo de operação.

Via Startups

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.