Pesquisa da Spectra Investimentos mostra que mais de 70% dos fundos de Corporate Venture Capital (CVC) no Brasil tiveram retorno financeiro negativo, com uma taxa interna de retorno média de -10%.
O estudo analisou 32 fundos registrados na CVM, destacando que poucos investimentos alcançaram retornos acima de 25%. O foco desses fundos está mais na inovação estratégica do que no lucro imediato.
Além disso, cerca de 34% dos aportes foram destinados a empresas fora do core business dos investidores, evidenciando uma abordagem de diversificação e inovação aberta no mercado brasileiro de venture capital corporativo.
Após o crescimento intenso em 2021 e 2022, o mercado de fundos de CVC (corporate venture capital) apresentou queda significativa em 2023 e 2024, refletindo um cenário de mais cautela. Pesquisa da Spectra Investimentos revela que mais de 70% desses fundos no Brasil tiveram resultados financeiros negativos, com uma taxa interna de retorno (TIR) média em -10%.
O levantamento analisou 32 fundos registrados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Apenas uma pequena parte dos investimentos teve retornos acima de 25%, destaque para 10% que alcançaram entre 25% a 50%. Isso reforça a ideia de que o corporate venture capital é mais uma ferramenta estratégica para inovação e fortalecimento das empresas, e não apenas para ganho financeiro.
Na comparação entre os tipos de investimentos, os fundos que atuam de forma independente apresentam menos casos de retorno negativo, mas também menos investimentos com alto retorno financeiro. Já os co-investimentos com fundos tradicionais ou mais novos mostram resultados parecidos, com cerca de um terço dos investimentos apresentando TIR negativa.
Além disso, o estudo identificou que 34% dos aportes foram para companhias sem relação direta com o core business dos investidores, indicando uma estratégia de diversificação ou inovação aberta. Também foram registradas aquisições de startups pelos próprios CVCs e algumas perdas totais (write-offs).
Este cenário indica um momento de reavaliação no setor, com foco maior em resultados estratégicos do que em ganhos financeiros rápidos, refletindo a complexidade e o estágio atual do desenvolvimento do mercado de venture capital corporativo no Brasil.
Via InfoMoney