As negociações comerciais entre a União Europeia e os Estados Unidos mostram progresso, apesar da recente implementação de novas **tarifas sobre metais** pelos EUA. Enquanto diplomatas sinalizam avanços nas discussões, a elevação das taxas de importação de aço e alumínio gera preocupações e possíveis entraves para um acordo mais amplo.
O aumento das tarifas de importação de aço e alumínio pelos Estados Unidos, que agora chegam a 50%, coincidiu com o período em que o governo de Donald Trump busca obter as “melhores ofertas” de seus parceiros comerciais. O objetivo é evitar a aplicação de novas taxas de importação no início de julho.
Paralelamente, restrições impostas pela China à exportação de minerais essenciais têm causado apreensão no mercado global. Algumas fábricas de autopeças na Europa já suspenderam a produção e a montadora alemã BMW alertou sobre o impacto da escassez de terras raras em sua rede de fornecedores.
Em relação às negociações tarifárias, Maros Sefcovic, negociador comercial da UE, descreveu seu encontro com o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, como construtivo. Sefcovic destacou o progresso nas discussões, mencionando que ambas as partes concordaram em reestruturar o foco das negociações comerciais.
Greer ecoou o sentimento de Sefcovic, enfatizando a disposição da UE em colaborar para alcançar um comércio recíproco. No entanto, a implementação do aumento das tarifas sobre aço e alumínio importados, que entrou em vigor nesta quarta-feira, gerou críticas e preocupações por parte da União Europeia.
Sefcovic lamentou o aumento das tarifas sobre o aço, ressaltando que a UE enfrenta o mesmo desafio de excesso de capacidade que os Estados Unidos. Ele defendeu a colaboração mútua para abordar essa questão.
O governo dos EUA espera que seus parceiros comerciais apresentem propostas que possam evitar a entrada em vigor de tarifas “recíprocas” sobre as importações em geral, dentro de cinco semanas. Desde o anúncio de uma pausa nessas tarifas, as autoridades americanas têm mantido conversas com diversos países, mas até o momento, apenas o acordo com o Reino Unido se concretizou.
Keir Starmer, primeiro-ministro britânico, manifestou confiança de que as tarifas dos EUA sobre o aço britânico serão reduzidas a zero em breve. Washington solicitou aos países que apresentem suas melhores propostas em áreas como tarifas e cotas para produtos americanos, bem como planos para solucionar barreiras não tarifárias.
A expectativa é que os países ofereçam respostas com uma indicação de uma “zona de pouso”, incluindo as taxas tarifárias que podem ser esperadas após o término da pausa de 90 dias, em 8 de julho. O ponto central para a maioria dos parceiros comerciais é se eles manterão a taxa básica atual de 10% sobre a maioria das exportações para os EUA após essa data, ou se enfrentarão taxas potencialmente mais elevadas.
Via InfoMoney