Setores de Aço e Alumínio Pedem Mais Proteção ao Brasil

Setores de aço e alumínio solicitam medidas para proteger o Brasil após novas tarifas dos EUA.
04/06/2025 às 17:32 | Atualizado há 3 meses
Tarifas dos EUA
Aço Brasil apoia a reedição do acordo bilateral de 2018 para o setor siderúrgico. (Imagem/Reprodução: Forbes)

Em resposta ao aumento das Tarifas dos EUA sobre a importação de aço e alumínio, produtores brasileiros desses materiais intensificaram a pressão por medidas de proteção comercial no Brasil. A elevação das tarifas, que passaram de 25% para 50%, já afeta as exportações brasileiras para os Estados Unidos, gerando preocupação no setor.

A Associação Brasileira do Alumínio (Abal) manifestou que o cenário exige mais do que ações isoladas. A entidade cobrou a adoção de medidas emergenciais para conter o aumento das importações consideradas desleais e com desvios de comércio. Em 2024, os Estados Unidos receberam 16,8% das exportações de alumínio do Brasil, destacando-se as chapas e folhas. A Abal ressalta ainda que grande parte do alumínio primário produzido nos EUA utiliza insumos brasileiros, como a bauxita e a alumina.

O Aço Brasil, que representa as siderúrgicas nacionais, defende a retomada do acordo bilateral de 2018, assinado durante o primeiro mandato de Donald Trump. Esse acordo estabelecia cotas fixas para a importação de produtos siderúrgicos isentos de tarifas, mas foi revogado com o retorno de Trump à Casa Branca em janeiro.

Em 2024, os EUA importaram 5,6 milhões de toneladas de placas de aço, sendo 3,4 milhões de toneladas provenientes do Brasil. Segundo o Aço Brasil, o aumento das sobretaxas de importação agrava o cenário global do setor, que enfrenta um excesso de capacidade de produção de 620 milhões de toneladas.

A entidade defende uma atuação conjunta dos ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) e das Relações Exteriores para restabelecer o acordo bilateral de 2018. O ministro do MDIC e vice-presidente, Geraldo Alckmin, afirmou que o diálogo é o caminho para a relação com os EUA.

Alckmin também mencionou que o Brasil não representa um problema para os EUA, pois a maioria dos produtos que os americanos exportam para o Brasil possui tarifa de importação zero. O governo brasileiro criou um grupo de trabalho para discutir as sobretaxas com o USTR (escritório do representante comercial dos EUA).

Via Forbes Brasil

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.