O que aconteceu com os icônicos refrigerantes dos anos 80?

Explore a trajetória dos famosos refrigerantes que marcaram a infância dos brasileiros nos anos 80.
05/06/2025 às 13:21 | Atualizado há 3 meses
Refrigerantes dos anos 80
Reviva os refrigerantes que fizeram parte da nossa infância nos anos 80!. (Imagem/Reprodução: Exame)

No vibrante universo dos Refrigerantes dos anos 80, algumas marcas deixaram uma marca indelével na memória dos consumidores. A Crush, famosa por seu sabor de casca de laranja, destacou-se como a principal concorrente da Fanta, estabelecendo uma rivalidade marcante nas prateleiras. Criada em 1911 por Neil C. Ward, a Crush fez sucesso ao longo das décadas, importando seu sabor para o Brasil por meio de várias licenciadas nos anos 70, como a Golé e Pakera. Contudo, a produção brasileira cessou na década de 90, mas a marca voltou temporariamente em 2011 com uma edição limitada que incluía guaraná e suco de caju.

Outro nome significativo desse período foi a Gini, também produzida pela Pakera. Enquanto a Crush se dedicou à laranja, a Gini focava no sabor limão. Essa marca, que fez sucesso nas décadas de 70 e 80, também deixou de ser fabricada no Brasil nos anos 90. Criada em 1971 pela Perrier e posteriormente adquirida pela Cadbury Schweppes, a Gini atualmente é fabricada pela Suntory, continuando a conquistar paladares internacionalmente.

O slogan “Quem bebe Grapette repete” fez história para a Grapette, uma bebida de uva que surgiu em 1930. A formulação foi premiada após a Segunda Guerra Mundial, levando a um sucesso estrondoso nos Estados Unidos. No Brasil, a Grapette chegou em 1948 através da Companhia de Refrigerantes Guanabara, e sua popularidade se espalhou rapidamente, resultando na abertura de várias distribuidoras. Em 1973, a marca foi adquirida pela Saborama Sabores e segue em atividade com novidades como novos sabores.

A Mirinda é outro exemplo de como os Refrigerantes dos anos 80 conquistaram o mercado. Lançada em 1959 na Espanha e adquirida pela PepsiCo em 1970, a Mirinda alcançou o Brasil nos anos 80, mas foi descontinuada em 1998, abrindo espaço para a Sukita. A 7Up, uma marca criada em 1929, também fez parte desse cenário. Originalmente conhecida como Bib-Label Lithiated Lemon-Lime Soda, a 7Up tornou-se popular, mas deixou o mercado brasileiro em 1997.

Baré e Itubaína são outras marcas que marcaram essa era. O Baré surgiu nos anos 60 em Manaus, tornando-se popular nos anos 80. Atualmente, pertence à Ambev, continuando a ser vendido na Amazônia. A Itubaína, criada em 1954, propôs uma alternativa a bebidas importadas e permanece em operação até hoje, com sabores como maçã e guaraná.

Essas marcas representam um tesouro nostálgico para muitos que cresceram no Brasil durante os anos 80, mantendo o espírito da época vivo nas prateleiras e no coração dos consumidores. Atraindo a curiosidade de novas gerações, a história desses refrigerantes revela as transformações e permanências no mercado de bebidas.

Via Exame

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.