Mapfre e Votorantim plantam 42 mil mudas em SP por legado ambiental

Mapfre e Reservas Votorantim investem na sustentabilidade com o plantio de 42 mil mudas de árvores em São Paulo.
05/06/2025 às 17:48 | Atualizado há 3 meses
Compensação de carbono Mapfre
Mapfre e Reservas Votorantim plantam 42 mil árvores em SP em prol da sustentabilidade. (Imagem/Reprodução: Exame)

Em janeiro, a Mapfre e a Reservas Votorantim firmaram uma parceria com o objetivo de neutralizar as emissões de carbono da seguradora através do projeto denominado Compensação de carbono Mapfre. A iniciativa visa restaurar cerca de 30 hectares de áreas degradadas da Mata Atlântica, almejando compensar aproximadamente 5 mil toneladas de carbono até 2028.

O CEO da Mapfre, Felipe Nascimento, destacou que o trabalho está focado em “plantar” o futuro da empresa. O projeto inclui o cultivo de 42 mil mudas no Parque Estadual Carlos Botelho, uma área de preservação ambiental de mais de 37 mil hectares em São Paulo, reconhecida como Patrimônio Natural pela UNESCO.

A expectativa é que, em quatro anos, a parceria traga resultados tangíveis para a responsabilidade socioambiental. Nascimento comentou que é fundamental envolver a comunidade na preservação do meio ambiente. A união com a Reservas Votorantim se baseia em uma abordagem colaborativa que considera todos os aspectos do ecossistema.

David Canassa, diretor das Reservas Votorantim, elucida que a estratégia da parceria abrange tanto a sustentabilidade ambiental quanto a social. Dentre as ações programadas estão compras de fornecedores locais e capacitações para a comunidade, com o intuito de prepará-los para oferecer serviços em grandes projetos.

Conforme o cronograma do Compensação de carbono Mapfre, todas as mudas deverão ser plantadas até 2025. O trabalho inicial envolve a triagem e plantio das sementes em tubetes. Cada muda é marcada pela data de semeadura, facilitando o cuidado adequado para o desenvolvimento saudável das plantas. O cultivo ocorrerá em um ambiente preparado com areia, permitindo uma transição eficiente ao solo natural.

A Mapfre também se preocupa com a biodiversidade. O projeto é desenvolvido em um corredor ecológico que abriga a maior população de muriquis-do-sul, uma espécie ameaçada de extinção. Durante o período em que as árvores não forem capazes de compensar suas emissões, a seguradora fará a compra de créditos de carbono. Isabella Santana, especialista ambiental da Mapfre, mencionou que a empresa tem alcançado um dos mais altos níveis ambientais da sua história, com quedas significativas nas emissões nos últimos anos.

Além disso, o trabalho de restauração e adaptação climática é de suma importância, especialmente diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas. A frequência crescente de eventos climáticos severos, como enchentes e secas, representa um desafio para o setor de seguros. Nascimento enfatizou que todo esforço para conter essas ameaças pode reduzir a severidade e frequência de tais incidentes, beneficiando a sociedade como um todo.

Via Exame

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.