A briga Musk e Trump ganhou um novo capítulo, transformando desavenças fiscais em uma disputa com ares espaciais. Após Elon Musk ameaçar retirar a cápsula Crew Dragon da SpaceX — um contrato crucial com a NASA — o cenário da exploração espacial comercial poderá passar por mudanças importantes. Jeff Bezos e sua empresa Blue Origin podem se beneficiar dessa situação.
A tensão aumentou quando Donald Trump sugeriu cortar subsídios e contratos federais da SpaceX. Musk respondeu acusando Trump de ingratidão e ameaçando descontinuar a Crew Dragon, usada em missões da NASA. Essa **briga Musk e Trump** gera incertezas sobre o futuro de missões espaciais essenciais, incluindo o transporte de astronautas à Estação Espacial Internacional (ISS).
Enquanto a SpaceX enfrenta turbulências, a Blue Origin mantém o foco no longo prazo, investindo para liderar o mercado espacial. O foguete New Glenn é um projeto importante, visando reduzir os custos de acesso ao espaço reutilizando partes do veículo. A NASA já havia favorecido a SpaceX devido à inovação de seus foguetes reutilizáveis, utilizados para missões de carga.
A Blue Origin também tem atraído a atenção da NASA, recebendo US$ 3,4 bilhões em 2023 para desenvolver um sistema de pouso lunar, competindo diretamente com a SpaceX no programa Artemis. Essa **briga Musk e Trump** pode reconfigurar o mercado, permitindo que a Blue Origin expanda seus contratos e se consolide como um player estratégico nas missões lunares.
Financeiramente, a pressão sobre a SpaceX pode afetar seus contratos com a NASA, que valem bilhões, especialmente no que se refere à Crew Dragon. Desde 2020, a SpaceX recebeu cerca de US$ 3,1 bilhões para o desenvolvimento da cápsula e missões tripuladas à ISS. Estima-se que cada lançamento do foguete Falcon 9 gere cerca de US$ 62 milhões para a empresa de Musk.
Caso Musk concretize sua ameaça, poderá ocorrer uma redistribuição de recursos e uma reconfiguração do mercado. Essa **briga Musk e Trump** permite que a Blue Origin capitalize sobre o vácuo deixado por esses conflitos. Outras empresas menores do setor espacial privado, como Sierra Space e Axiom Space, também podem se destacar nesse novo cenário.
Essa reconfiguração no setor espacial pode ser um ponto de inflexão. Para Bezos, a crise envolvendo Musk representa uma rara chance de ampliar o portfólio de contratos e fortalecer sua presença junto à NASA, tornando-se um jogador essencial nas futuras missões lunares e além.
Via Exame