Valorização de galpões logísticos chega a 34% em 3 anos

Galpões logísticos tiveram alta de 34% no preço do m² e a menor taxa de vacância em anos.
06/06/2025 às 08:02 | Atualizado há 3 meses
Galpões logísticos
Mercado de galpões logísticos de alto padrão em alta, valorização de 34% e menor vacância!. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

O mercado de galpões logísticos de alto padrão no Brasil está aquecido, impulsionado pela valorização de 34% no metro quadrado nos últimos três anos. A taxa de vacância atingiu o menor nível desde 2016, registrando 8,1% no primeiro trimestre de 2025. Esse cenário promissor é resultado de uma demanda crescente, superando a oferta de novos espaços.

A Colliers, empresa de serviços imobiliários, aponta que a demanda por espaços foi duas vezes maior que a entrega de novas áreas, resultando na diminuição da vacância. A expectativa é que a área construída aumente em 2 milhões de m², somando-se aos 28 milhões de m² já disponíveis no país.

No primeiro trimestre, as novas locações ultrapassaram 1 milhão de m², com destaque para São Paulo e Minas Gerais, respondendo por 70% desse volume. Pernambuco, Minas Gerais e Santa Catarina lideraram a expansão das áreas de galpões. O país ampliou a área disponível para 28 milhões de m², representando um aumento de 62% em relação ao primeiro trimestre de 2021.

A CEO da Colliers Brasil, Paula Casarini, destaca que as empresas buscam diferenciação através da agilidade na entrega, demandando galpões estrategicamente localizados próximos aos centros consumidores. Essa busca impulsiona a descentralização dos centros de distribuição, com empresas buscando reposicionar suas cadeias logísticas para maior eficiência, sustentabilidade e tecnologia.

A forte demanda tem exercido pressão sobre os preços do metro quadrado, com uma valorização de 34% nos últimos 36 meses, atingindo uma média de R$ 29,2/m²/mês no país. São Paulo registra o valor mais alto, com R$ 32,5/m²/mês, enquanto Sergipe apresenta o menor valor, com R$ 22/m²/mês. A oferta limitada e os altos custos de construção devem manter essa pressão sobre os preços.

Além do tradicional eixo Rio-São Paulo, estados como Minas Gerais, Espírito Santo, Santa Catarina, Bahia e Pernambuco ganham destaque como polos logísticos, impulsionados pela infraestrutura de transporte e alta densidade populacional. Em Santa Catarina, o crescimento das importações impulsiona a demanda por infraestrutura logística, com valorização de 20% no m² no litoral norte.

A valorização dos galpões logísticos impacta diretamente os fundos imobiliários, elevando o valor dos ativos detidos pelos fundos. No primeiro trimestre, fundos imobiliários realizaram duas operações expressivas de compra de portfólios logísticos, somando R$ 1 bilhão e R$ 1,1 bilhão, com cap rates de 11% e 9%, respectivamente.

A expansão do consumo, a mudança no perfil logístico com entregas mais rápidas, o dinamismo do varejo e da indústria 4.0, e a busca por soluções omnichannel impulsionam a descentralização dos centros de distribuição e a demanda por galpões logísticos. Cidades médias fora dos grandes centros se consolidam nesse cenário, impulsionadas por conectividade, custos competitivos e descentralização da cadeia de suprimentos.

O aquecimento do mercado de galpões logísticos reflete um cenário de transformação nas estratégias das empresas, com foco na eficiência e agilidade das operações. A busca por espaços bem localizados e tecnologicamente equipados impulsiona o crescimento do setor e abre oportunidades para investidores e empresas que buscam otimizar sua cadeia de suprimentos.

Via InfoMoney

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.