O Destino do Kazaa: Como um Gigante da Música Sumiu

Descubra o que levou à queda do Kazaa, o icônico programa de download de músicas e filmes dos anos 2000.
21/06/2025 às 09:17 | Atualizado há 2 meses
O que aconteceu com o Kazaa
Ferramenta P2P popular que sucumbiu a processos por pirataria na música e cinema. (Imagem/Reprodução: Tecmundo)

Nos tempos da internet discada, antes da popularização dos serviços de streaming, o **Kazaa** se destacou como uma ferramenta essencial para baixar músicas e vídeos. O programa oferecia um vasto acervo de lançamentos e discografias completas em formato MP3, atraindo muitos usuários que buscavam acesso facilitado a conteúdos digitais. Mas, afinal, o que aconteceu com o Kazaa?

Lançado em março de 2001, o Kazaa foi criado por programadores da BlueMoon Interactive, na Estônia, utilizando o protocolo FastTrack. Rapidamente, o controle do projeto passou para os empreendedores Niklas Zennström e Janus Friis, que também desenvolveram o Skype. Naquela época, o Napster enfrentava problemas jurídicos, abrindo espaço para o Kazaa no mercado de compartilhamento de arquivos.

O Kazaa conquistou muitos usuários com sua interface amigável e moderna, similar ao Napster. Através de um mecanismo de busca, os usuários podiam selecionar músicas e acompanhar o progresso do download. Além disso, o programa utilizava o sistema peer-to-peer (P2P), onde os arquivos eram compartilhados diretamente entre os usuários, sem depender de um servidor central.

Apesar da popularidade, o Kazaa também gerou polêmica devido à instalação de adwares e à coleta excessiva de dados, expondo os usuários a riscos de malwares. Em resposta, a comunidade criou o Kazaa Lite, uma versão alternativa mais leve e funcional.

A indústria musical intensificou a pressão sobre o Kazaa, assim como fez com o Napster. Logo após o lançamento, órgãos reguladores dos Países Baixos e dos Estados Unidos investigaram o programa por violação de direitos autorais. Para complicar a situação, a equipe transferiu o comando do Kazaa para a Sharman Networks, uma empresa de fachada com sede em Vanuatu.

Para aumentar suas receitas, a Sharman lançou o Kazaa Plus, um serviço de assinatura premium que oferecia downloads mais rápidos e sem anúncios. No entanto, as batalhas legais continuaram.

Após cerca de cinco anos de disputas, a Sharman concordou em pagar uma indenização de US$ 100 milhões e transformar o Kazaa em uma plataforma legalizada, com acesso limitado a catálogos e compensação para artistas e gravadoras. No entanto, vários processos ainda se acumulavam, tornando insustentável a manutenção da plataforma.

Ao abandonar a pirataria, o Kazaa perdeu sua relevância. Após trocar de donos algumas vezes, a plataforma lançou um aplicativo móvel em 2011, mas não conseguiu competir com o torrent e os serviços de streaming. Em 2012, o site do Kazaa foi desativado, encerrando a trajetória de um dos programas de download mais populares de sua geração.

No auge, o Kazaa alcançou 6 milhões de acessos simultâneos em todo o mundo, um número impressionante para a época. As versões original e Lite foram amplamente baixadas em sites internacionais e brasileiros.

Via TecMundo

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.