Ibovespa e Wall Street enfrentam queda com tensão no Oriente Médio

Confira como os mercados estão se comportando nesta segunda-feira com a retaliação do Irã.
23/06/2025 às 13:49 | Atualizado há 2 meses
Ibovespa hoje
Investidores reagem à escalada de tensões no Oriente Médio nesta segunda-feira. (Imagem/Reprodução: Moneytimes)

As tensões geopolíticas no Oriente Médio marcaram o início da semana, desviando o foco dos investidores e causando oscilações nos principais índices do mercado financeiro. O Ibovespa hoje sentiu o impacto, renovando mínimas intradia em resposta às ameaças de retaliação do Irã contra as bases americanas no Catar, conforme reportado pela Axios.

Internamente, o mercado aguarda a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Na ocasião, houve um aumento de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, elevando-a para 15,00% ao ano, sinalizando uma possível pausa no ciclo de altas. Economistas do Banco Central também revisaram suas projeções para a Selic, estimando que ela atinja os 15% ao final de 2025, conforme o Boletim Focus.

Ainda sobre o cenário internacional, analistas da Ajax Asset ponderam que a instabilidade no Oriente Médio pode ser vista de forma positiva, caso reduza as tensões geopolíticas. No entanto, o maior risco reside na escalada do conflito entre Israel e Irã, embora a probabilidade de uma guerra global seja considerada baixa.

No mercado de petróleo, após superar os US$ 80 por barril, houve um recuo nos preços. Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, com vencimento em agosto, operavam estáveis em US$ 75,47 o barril na International Exchange (ICE) em Londres. Já os contratos do West Texas Intermediate (WTI), referência para os Estados Unidos, apresentaram uma queda de 0,37%, cotados a US$ 73,55 o barril na New York Exchange (Nymex).

Em resposta aos ataques confirmados pelo governo dos EUA às instalações nucleares do Irã, o parlamento iraniano aprovou o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 25% da produção global de petróleo. A medida ainda depende da aprovação do Conselho Supremo de Segurança Nacional e do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, para entrar em vigor. Analistas da Ajax Asset acreditam que um possível bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã seria insustentável a médio prazo, considerando a superioridade militar americana na região.

No mercado de câmbio, o dólar registrou queda em relação às principais moedas globais, como euro e libra. O índice DXY, que mede o valor do dólar em relação a uma cesta de seis divisas fortes, apresentou uma queda de 0,04%, atingindo o patamar de 98 pontos. Em relação ao real, o dólar acompanhou o movimento global, operando a R$ 5,5191, com uma variação negativa de 0,11%.

Em Wall Street, os principais índices operam em alta, impulsionados pela expectativa de um possível corte nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed). A vice-presidente de supervisão do Fed, Michelle Bowman, sinalizou que o momento de ajustar as taxas de juros pode estar se aproximando, desde que as pressões inflacionárias permaneçam sob controle.

Na Ásia, os índices fecharam o dia sem uma direção definida, com o índice Nikkei do Japão apresentando uma leve queda de 0,13%, enquanto o Hang Seng de Hong Kong registrou uma alta de 0,67%. Na Europa, os índices encerraram a sessão em queda, atentos aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio. O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou com uma queda de 0,28%, atingindo os 535,03 pontos.

Via Money Times

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.