A instabilidade no Oriente Médio tem gerado grande apreensão nos mercados globais. No entanto, um alívio temporário foi observado com a **queda do petróleo**, impulsionada pela resposta moderada do Irã a recentes tensões militares. Essa retaliação “limitada” a uma base militar dos EUA no Catar, evitou, por ora, interrupções no crucial Estreito de Ormuz.
A reação dos mercados foi notável. O preço do barril de petróleo registrou um recuo de 7%, refletindo um otimismo cauteloso. As declarações de Donald Trump sobre ações militares no Irã, contrastadas com a postura mais comedida de Teerã, influenciaram diretamente essa dinâmica de mercado.
O otimismo também foi reforçado por sinais de possíveis cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve. Em Wall Street, o Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq apresentaram altas próximas de 1%, demonstrando uma confiança renovada. O dólar à vista também acompanhou esse movimento, caindo 0,42%, cotado a R$ 5,5041.
No Brasil, o Ibovespa sentiu o impacto da queda do petróleo, com a Petrobras sofrendo uma baixa superior a 2,8%. Essa performance negativa da estatal acabou por contaminar o restante do mercado local, resultando em um recuo de 0,41% no principal índice da B3, que fechou o dia aos 136.550 pontos.
O Estreito de Ormuz, por onde passa aproximadamente um quinto do suprimento global de petróleo, permaneceu sob vigilância. Dados de rastreamento de navios revelaram que alguns petroleiros alteraram suas rotas após os ataques militares. Apesar disso, analistas acreditam que o risco de uma paralisação completa é improvável.
John Kilduff, da Again Capital, ressaltou que os fluxos de petróleo não parecem ser o alvo principal no momento. A Energy Aspects, por sua vez, mencionou que, caso não haja escalada do conflito, o prêmio de risco geopolítico poderá diminuir nos próximos dias, impactando positivamente o preço nos mercados.
O Irã, um dos maiores produtores de petróleo da Opep, ampliou a gama de alvos militares legítimos após os ataques dos EUA. Enquanto isso, Trump incentivou o aumento da produção de petróleo nos EUA, buscando manter os preços sob controle.
Diante desse cenário, a queda do petróleo e a instabilidade geopolítica continuam a ser fatores determinantes para o desempenho dos mercados financeiros globais.
Via Forbes Brasil