Irã, Israel e EUA: A quem pertence a vitória na guerra?

Entenda como Irã, Israel e EUA podem se beneficiar no conflito atual.
24/06/2025 às 16:17 | Atualizado há 2 meses
Guerra entre Irã
O Irã reage aos ataques, moldando sua própria narrativa de vitória. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

A escalada de tensões no Oriente Médio, culminando na recente Guerra entre Irã, Israel e Estados Unidos, revela um cenário complexo de negociações e estratégias por trás dos conflitos. Mesmo antes dos mísseis serem disparados contra uma base americana, o Irã já sinalizava a busca por uma saída, indicando uma tentativa de evitar uma conflagração maior.

Em resposta aos ataques israelenses e americanos contra suas instalações nucleares e militares, o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã se reuniu para planejar uma retaliação calculada. O líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, ordenou um contra-ataque, mas com instruções claras para evitar uma guerra total com os Estados Unidos, conforme revelado por autoridades iranianas.

O alvo escolhido foi a Base Aérea de Al Udeid, no Catar, por ser a maior base militar americana na região e supostamente envolvida nos ataques às instalações nucleares iranianas. No entanto, o Catar, sendo um aliado próximo do Irã, indicava que os danos seriam limitados. Antes do ataque, o Irã enviou avisos prévios, permitindo que o Catar fechasse seu espaço aéreo e os americanos se preparassem.

Publicamente, o Irã declarou o ataque como uma resposta aos ataques sofridos. A televisão estatal exibiu imagens de mísseis balísticos e músicas patrióticas, exaltando a vitória contra as potências imperialistas. Nos bastidores, os líderes iranianos esperavam que o ataque limitado e o aviso prévio persuadissem o então presidente Donald Trump a recuar, permitindo que o Irã fizesse o mesmo.

O objetivo principal era evitar a perda de vidas americanas, o que poderia levar a uma escalada ainda maior do conflito. Após o ataque, Trump confirmou que a maioria dos mísseis foi interceptada, sem mortos ou feridos, e expressou gratidão ao Irã pelo aviso prévio. Logo depois, Trump anunciou um cessar-fogo iminente entre Irã e Israel, embora a trégua tenha enfrentado desafios.

Apesar da união da maioria dos iranianos em torno da bandeira e da condenação da guerra, o conflito gerou deslocamentos de milhares de pessoas em Teerã e outras cidades, além de impactar a economia local com o fechamento de lojas e empresas. A percepção de que o país não tinha capacidade para sustentar uma guerra entre Irã prolongada começou a ganhar força, inclusive entre membros da Guarda Revolucionária.

Analistas políticos ligados à Guarda Revolucionária defenderam que o Irã deveria concentrar seus esforços contra Israel, evitando um confronto direto com os Estados Unidos. A situação permanece incerta, com questionamentos sobre o futuro do programa nuclear iraniano e as possíveis negociações para aliviar as sanções impostas ao país.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, intensificou a diplomacia, viajando para Turquia, Rússia e Turcomenistão. Após os ataques, Araghchi afirmou que a guerra contra seu país não atingiu seus objetivos, reconhecendo os danos, mas negando que o Irã tenha sido completamente privado de suas capacidades. A Guerra entre Irã, Israel e EUA parece ter chegado a um momento de pausa, mas as incertezas sobre o futuro persistem.

Via InfoMoney

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.