A ceratopigmentação no Brasil é um procedimento cirúrgico que altera a cor dos olhos, funcionando como uma tatuagem na córnea. Apesar da rapidez e do apelo estético, essa prática é proibida em território nacional devido aos riscos significativos que representa para a saúde ocular. A seguir, exploramos os detalhes e os perigos associados a essa intervenção.
A ceratopigmentação envolve a inserção de pigmentos na córnea para modificar sua coloração. O procedimento é relativamente rápido, o que pode atrair pacientes em busca de resultados imediatos. No entanto, a técnica não é isenta de complicações.
A proibição da ceratopigmentação no Brasil se deve aos riscos que ela acarreta. A córnea é uma estrutura sensível e fundamental para a visão. A intervenção pode levar a infecções, inflamações crônicas e até mesmo à perda da visão. Além disso, os pigmentos utilizados podem não ser biocompatíveis, causando reações adversas a longo prazo.
Apesar de ser realizada em outros países, a ceratopigmentação não possui a aprovação das autoridades sanitárias brasileiras, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A falta de regulamentação e fiscalização aumenta o risco de procedimentos inadequados e resultados desastrosos.
Em vez de optar pela ceratopigmentação, existem alternativas mais seguras para quem deseja alterar a aparência dos olhos. Lentes de contato coloridas, por exemplo, são uma opção não invasiva, embora exijam cuidados para evitar infecções e irritações. É crucial consultar um oftalmologista para discutir as melhores opções e garantir a saúde ocular.
A decisão de proibir a ceratopigmentação no Brasil visa proteger a saúde da população, prevenindo complicações graves e irreversíveis. Informar-se sobre os riscos e buscar alternativas seguras são passos essenciais para cuidar da visão.