Startup reabre doação para ajudar vítimas de enchentes no RS

Após novas cheias, startup reabriu vaquinha para apoiar as vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul.
26/06/2025 às 17:20 | Atualizado há 2 meses
Doações para enchentes RS
Startup relança vaquinha para ajudar vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul. (Imagem/Reprodução: Exame)

A plataforma Vakinha, com sede em Porto Alegre, relançou a iniciativa SOS Enchente RS, um ano após sua primeira grande campanha solidária. O objetivo é arrecadar doações para enchentes RS e ajudar as vítimas das recentes chuvas no estado. A campanha foca na assistência a pessoas desalojadas e no apoio logístico para ONGs e coletivos que atuam nas áreas afetadas.

Atualmente, mais de 6 mil pessoas estão fora de suas casas, segundo informações da Defesa Civil. O panorama pode piorar, já que as previsões indicam chuvas entre 100 e 140 milímetros em regiões como Serra Gaúcha, Passo Fundo e na capital, Porto Alegre. O nível do Guaíba pode ultrapassar a cota de inundação novamente. A preocupação é que os rios em cheia no interior do estado empurrem água para a capital, semelhante ao ocorrido em maio de 2024, mas em proporções menores.

O CEO da Vakinha, Luiz Felipe Gheller, comentou sobre a situação. Ele afirmou que a campanha é um esforço necessário, embora não desejado. Gheller ressaltou que a nova campanha seguirá o modelo do ano passado, quando foram arrecadados R$ 76 milhões através de mais de um milhão de doadores, tornando-se a maior campanha na história da plataforma.

Os recursos arrecadados em 2024 foram utilizados em cestas básicas, petróleo para barcos de resgate, kits de higiene, atendimento veterinário e fornecimento de água potável. Este ano, a Vakinha pretende aplicar a mesma rapidez e transparência no processo. O CEO mencionou que a experiência adquirida será fundamental para a gestão eficaz das doações.

A reativação da campanha de emergência está ligada a três aspectos críticos: a magnitude da tragédia, a cobertura da mídia e um número significativo de “vaquinhas” individuais criadas em resposta ao desastre. A Vakinha, fundada em 2009, permite que qualquer pessoa inicie uma campanha para arrecadar fundos, com cerca de 250 mil doações mensais e 3,5 mil novas campanhas diárias.

Em 2024, a equipe da Vakinha enfrentou desafios, pois sua sede ficou alagada e a operação emergencial foi montada sob condições adversas. Mesmo assim, as atividades continuaram em formato remoto, garantindo suporte a outras campanhas além da de enchentes.

Além da parte financeira, a Vakinha se conecta com entidades civis e voluntários para resolver rapidamente problemas que o governo não consegue atender de imediato, como a distribuição de alimentos e suprimentos básicos. O Instituto Vakinha serve como elo entre as doações e as reais necessidades das comunidades afetadas, envolvendo consultorias especializadas em gestão de emergências.

As doações poderão também ser destinadas a ações de médio prazo, como a reconstrução de moradias e apoio a pequenos negócios, projeto que a Vakinha pretende repetir, dependendo do sucesso da arrecadação. O estado do Rio Grande do Sul enfrenta um dos momentos mais difíceis, com cerca de 700 mil micro e pequenas empresas afetadas por enchentes.

Neste contexto, a série de reportagens “Negócios em Luta” busca dar visibilidade ao empreendedorismo local durante esses desafios, mostrando como os negócios serão parte fundamental da reconstrução do estado. As contínuas chuvas destacam a urgência da ajuda.

Via Exame

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.