Thomas Edison: A Vida e Invenções do Pai da Lâmpada

Explore as inovações e curiosidades sobre Thomas Edison, além da lâmpada que revolucionou a iluminação.
26/06/2025 às 19:17 | Atualizado há 2 meses
Invenções de Thomas Edison
Thomas Edison, o gênio que trouxe luz e som para os lares com suas 2332 invenções. (Imagem/Reprodução: Tecmundo)

A história de Invenções de Thomas Edison é vasta, com 2.332 patentes registradas mundialmente, sendo 1.093 apenas nos Estados Unidos. Nascido em Milan, Ohio, em 11 de fevereiro de 1847, Edison teve uma infância marcada pelo incentivo de sua mãe, Nancy, ao amor pelos livros, que ele sempre mencionava com carinho, dizendo que ela o deixou seguir sua inclinação.

Após ser considerado um “atrasado mental” por um professor, Nancy, que era professora, retirou Edison da escola e assumiu sua educação, permitindo que ele utilizasse o porão da casa para seus experimentos químicos, mesmo com os riscos que isso trazia para a família. Aos doze anos, Edison já demonstrava seu espírito empreendedor vendendo jornais e doces em um trem, e até transformou o vagão de bagagem em seu laboratório.

A primeira das Invenções de Thomas Edison foi um registrador de votos elétrico, em 1868, que não obteve sucesso, pois os políticos da época preferiam votações lentas. A partir dessa experiência, Edison aprendeu a criar dispositivos que as pessoas realmente desejavam, e ao chegar em Nova York aos 22 anos, conseguiu melhorar o sistema de telégrafo de ouro da Western Union, ganhando US$ 40 mil, valor que lhe permitiu abrir sua primeira oficina.

Em 1877, Edison criou o fonógrafo, um cilindro coberto com papel alumínio, que lhe trouxe fama mundial. A primeira gravação analógica foi de Edison recitando “Maria Tinha um Carneirinho”. A invenção lhe rendeu o apelido de “Feiticeiro de Menlo Park”, comunidade onde Edison estabeleceu seu laboratório em 1876, e que a partir de 1954 passou a se chamar Edison.

Além do fonógrafo, Edison desenvolveu o transmissor de carbono, que melhorou o telefone de Alexander Graham Bell, e inovou na telegrafia múltipla, enviando várias mensagens simultaneamente por um único fio. Apesar de a lâmpada elétrica ser uma criação coletiva, Edison criou uma versão de alta resistência com filamento de platina em bulbo de vidro a vácuo, em janeiro de 1879.

A iluminação elétrica dominou as cidades na década de 1880, e Edison criou um sistema de distribuição elétrica com geradores, medidores e cabeamento. Em 1882, inaugurou a primeira estação de energia elétrica comercial do mundo em Manhattan. Na “Guerra das Correntes”, o sistema de corrente contínua (DC) de Edison perdeu para o sistema de corrente alternada (AC) da Westinghouse e Tesla, o que o fez adotar o sistema dos rivais e fundar a Edison Electric Light Company, que se tornou a General Electric.

Edison também investiu na mineração de ferro e no cimento, criando um processo de separação magnética para extrair ferro, e construindo uma fábrica de cimento para criar casas inteiras de concreto moldado. A partir de 1900, ele se concentrou no desenvolvimento de baterias alcalinas para veículos elétricos, que eram superiores às de chumbo-ácido, mas não tiveram sucesso devido ao motor a combustão interna.

Nos últimos anos de sua vida, Edison se dedicou à botânica, testando mais de 17 mil espécies vegetais em busca de uma alternativa à borracha importada da Ásia. Embora a planta vara-de-ouro (goldenrod) tenha apresentado resultados, o projeto não se tornou competitivo. Edison tinha uma ideia de um país “verde”, não por ser um ambientalista, mas por detestar o desperdício.

Edison faleceu em 18 de outubro de 1931, deixando um legado de Invenções de Thomas Edison que transformaram o mundo moderno. Sua capacidade de transformar fracassos em aprendizados e limitações em vantagens é vista como um dos segredos de seu sucesso.

Via TecMundo

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