iFood Pago atinge meta de receita em seu primeiro ano

iFood Pago supera meta de receita após um ano e aposta em inovações com inteligência artificial.
27/06/2025 às 09:03 | Atualizado há 2 meses
iFood Pago para restaurantes
iFood Pago atinge metas e inova em receitas com inteligência artificial. (Imagem/Reprodução: Startups)

O iFood Pago para restaurantes se estabeleceu rapidamente como uma iniciativa importante do iFood para expandir seu portfólio além do delivery. Com apenas um ano de funcionamento, a fintech visa se tornar o “banco dos restaurantes”, oferecendo serviços financeiros como concessão de crédito, máquinas de pagamento e soluções de gestão de caixa. O objetivo é estabelecer-se como um hub central de gestão para os restaurantes brasileiros.

A partir do início do projeto, o iFood Pago tinha como meta atrair R$ 1 bilhão em receita até março de 2025. Surpreendentemente, essa expectativa foi superada, atingindo R$ 1,6 bilhão no ano de 2024, muito antes do prazo. Thomas Barth, COO do iFood Pago, afirmou que a adoção de tecnologias como o tap on phone e a Maquinona foram decisivas para esse crescimento. O executivo destaca que, em um ambiente onde os bancos estão recuando, a fintech conseguiu acelerar a concessão de crédito.

Cerca de 70% dos empréstimos disponibilizados pelo iFood Pago são direcionados a restaurantes que enfrentaram negativas em instituições financeiras tradicionais. O uso de inteligência artificial e uma base de dados robusta são fundamentais para oferecer um suporte mais acessível e a taxas de inadimplência reduzidas. Enquanto a média de inadimplência nas instituições financeiras está ao redor de 25%, o iFood Pago apresenta índices em dígitos únicos, o que demonstra sua eficácia.

Barth explica que a abordagem do iFood Pago se diferencia da dos bancos. A plataforma analisa a capacidade operacional dos restaurantes, considerando a avaliação dos usuários e os pedidos pendentes. Essa metodologia proporciona maior precisão na concessão de crédito, oferecendo aos bons operadores a chance de crescer e expandir seus negócios.

Durante uma coletiva de imprensa para revelar os resultados do primeiro ano do iFood Pago, Barth mencionou que as taxas de juros cobradas pela plataforma são, em média, mais competitivas do que as praticadas no mercado. Essa estratégia visa tornar o iFood uma opção completa para os estabelecimentos, promovendo fidelização ao acompanhar suas necessidades financeiras ao longo do tempo.

No seu primeiro ano de operação, o iFood Pago já havia liberado R$ 2 bilhões em crédito para aproximadamente 40 mil empreendedores em todo o Brasil. Atualmente, a plataforma conta com mais de 175 mil contas ativas. Como parte de suas iniciativas para consolidar-se como o “banco dos restaurantes”, o iFood Pago lançou o “Meu Caixa”, uma ferramenta que facilita o controle do fluxo de caixa de forma intuitiva e gratuita para os proprietários de restaurantes.

Além disso, a Maquinona, que começou suas operações em São Paulo, já se expandiu para Goiânia, Belo Horizonte, Curitiba, Rio de Janeiro e Brasília. A meta é alcançar mais de 4 mil estabelecimentos em todo o Brasil até março de 2026. Essa máquina de cartões não apenas processa pagamentos integrados com o serviço de entrega do iFood, mas também utiliza inteligência artificial para auxiliar os comerciantes em campanhas de marketing focadas na aquisição e retenção de clientes.

Via startups.com.br

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.