A Alemanha solicitou que Google e Apple removam o aplicativo DeepSeek e China de suas lojas de aplicativos. A decisão, anunciada pela comissária de proteção de dados alemã, Meike Kamp, surge após a identificação de um suposto compartilhamento ilegal de dados de usuários com a China. As empresas responsáveis pelas lojas Play Store e App Store agora avaliam a solicitação e decidem sobre a remoção do app no mercado local.
A comissária Meike Kamp declarou que a DeepSeek não apresentou evidências convincentes de que os dados dos usuários alemães estão devidamente protegidos na China, conforme os padrões da União Europeia. A preocupação central é que as autoridades chinesas possam ter acesso irrestrito a dados pessoais de empresas chinesas.
Na União Europeia, o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR) estabelece regras rigorosas para a exportação de dados, exigindo garantias de proteção adequadas no país de destino. A incerteza paira sobre a decisão de Apple e Google em acatar ou não a solicitação alemã.
Especialistas consultados pela CNBC sugerem que, se a campanha alemã contra o DeepSeek avançar, o aplicativo pode enfrentar um bloqueio em outros países da União Europeia. As regulamentações que se aplicam à Alemanha são as mesmas em outros países do bloco, incluindo o Reino Unido, conforme apontado pelo advogado Matt Holman, especialista em IA e privacidade da Cripps.
Até o momento, outras autoridades de proteção de dados da UE não se manifestaram sobre o caso, e Google e Apple permanecem em silêncio. A Coreia do Sul já acusou a DeepSeek de transferir dados de usuários sem consentimento.
O futuro do DeepSeek na Europa está incerto, aguardando as decisões de Google e Apple e o posicionamento de outras autoridades europeias. A situação destaca a crescente preocupação com a segurança e a privacidade dos dados dos usuários em um cenário globalizado e cada vez mais digital.
Via TecMundo