Fundadora da Xbox declara que consoles estão em crise

A fundadora da Xbox afirma que os consoles enfrentam um momento difícil. Entenda os motivos por trás dessa declaração.
30/06/2025 às 16:32 | Atualizado há 2 meses
Xbox está morto
Hardware da Microsoft está "morto", diz Laura Fryer, ex-executiva do Xbox. (Imagem/Reprodução: Tecmundo)

Laura Fryer, co-fundadora do Xbox, gerou polêmica ao expressar preocupações sobre a atual estratégia da Microsoft. Em um vídeo recente, Fryer questionou as parcerias da empresa com fabricantes de hardware, como a Asus no projeto Xbox ROG Ally, interpretando-as como um possível abandono do mercado de consoles. Para ela, o Xbox está morto no que se refere a hardware.

Fryer criticou a campanha “Xbox Anywhere”, que promove a acessibilidade dos serviços Microsoft Gaming, chamando-a de “marketing vazio”. Ela argumenta que dispositivos como o ROG Ally não agregam valor real à marca Xbox. A executiva também manifestou preocupação com a falta de investimento em novos hardwares exclusivos e a crescente dependência do Game Pass como principal estratégia da Microsoft.

Durante sua trajetória na Microsoft, Fryer lançou diversos títulos de sucesso, incluindo os jogos originais de Gears of War. Após deixar a empresa, ocupou cargos de gerência geral na WB Games Seattle e na Epic Games Seattle. Sua experiência no setor confere peso às suas críticas sobre a direção atual do Xbox.

As críticas de Fryer surgem após a Microsoft estabelecer parcerias com AMD, Asus e Meta, o que intensificou as especulações sobre o futuro do Xbox como plataforma física. Segundo ela, o foco parece ser direcionar todos os jogadores para o Game Pass, o que pode funcionar a curto prazo, mas levanta questões sobre a sustentabilidade a longo prazo.

A executiva também apontou a falta de planos para títulos inovadores que garantam o interesse contínuo no ecossistema Xbox, mencionando Clockwork Revolution como uma rara exceção. Ela questiona se um único título será suficiente para manter o Xbox relevante no futuro e onde estão os próximos grandes sucessos que farão as pessoas se importarem com o Xbox daqui a 25 anos.

Fryer reconhece o potencial financeiro da estratégia atual, que inclui o relançamento de clássicos, mas duvida que isso assegure a relevância duradoura da marca. Até o momento, a Microsoft não se manifestou sobre as declarações da ex-funcionária. Resta saber se a gigante de tecnologia responderá às preocupações levantadas e qual será o futuro do Xbox no mercado de games.

Via Tecmundo

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