Hackers roubam mais de R$ 1 bilhão de contas do BC

Hackers invadiram contas reserva do Banco Central e roubaram mais de R$ 1 bilhão. Entenda como isso aconteceu e as consequências.
02/07/2025 às 08:04 | Atualizado há 2 meses
Ataque cibernético Banco Central
Hackers roubaram R$ 1 bilhão do Banco Central; entenda o ataque e suas consequências. (Imagem/Reprodução: Startups)

Na tarde da última terça-feira (01), o sistema financeiro brasileiro foi alvo de um ataque cibernético Banco Central, resultando no desvio de mais de R$ 1 bilhão de contas reserva mantidas no Banco Central (BC). A ação criminosa explorou uma vulnerabilidade na infraestrutura da C&M Software, comprometendo o acesso a contas reserva de seis instituições financeiras, incluindo BMP, Bradesco e Credsystem.

Há informações circulando sobre a possível conversão dos valores desviados em criptomoedas, como Bitcoin e USDT. Essa suspeita surgiu após a detecção de uma movimentação de R$ 1 bilhão por uma exchange. O Banco Central confirmou o recebimento de uma comunicação da C&M Software, mas não divulgou detalhes sobre os valores acessados pelos criminosos.

A BMP esclareceu, em comunicado, que as contas reserva são mantidas diretamente no Banco Central e utilizadas exclusivamente para liquidação interbancária. A empresa de banking-as-a-service também enfatizou que o ataque não afetou as contas de clientes finais ou os saldos mantidos dentro da BMP.

A companhia desempenha um papel crucial na mensageria que interliga as instituições financeiras ao Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), incluindo o ambiente de liquidação do Pix. Após a identificação da brecha de segurança, a C&M Software foi imediatamente desconectada do ambiente do Banco Central. As autoridades competentes, incluindo o próprio BC, estão conduzindo uma investigação detalhada sobre o ocorrido, segundo informou a BMP em nota, reafirmando que nenhum cliente foi impactado ou teve seus recursos acessados.

O incidente levanta questões sobre a segurança da infraestrutura de software utilizada pelas instituições financeiras e a necessidade de medidas rigorosas para proteger os sistemas contra ataque cibernético Banco Central. A investigação em andamento deverá esclarecer os detalhes do ataque cibernético Banco Central, identificar os responsáveis e propor medidas para evitar que incidentes semelhantes ocorram no futuro.

A resposta rápida e a transparência na comunicação por parte das instituições envolvidas são fundamentais para manter a confiança no sistema financeiro. A colaboração entre o Banco Central, as empresas de tecnologia e as autoridades de segurança é essencial para fortalecer a proteção contra ameaças cibernéticas.

Via Startups

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.