Figma revela detalhes financeiros para potencial IPO de US$ 1,5 bilhão

Figma divulga números que podem indicar IPO de US$ 1,5 bilhão. Entenda o que isso significa.
02/07/2025 às 14:33 | Atualizado há 2 meses
Finanças para IPO
Figma revela detalhes financeiros em documento S-1, marcando um novo capítulo. (Imagem/Reprodução: Startupi)

A **Figma**, renomada desenvolvedora de software de design, tornou públicas suas informações finanças para IPO por meio de um documento S-1. Este movimento estratégico sinaliza um passo importante em direção a uma oferta pública inicial no mercado de capitais. Apesar de o documento não especificar detalhes sobre o número de ações ou preço por ação, ele oferece uma visão clara do potencial e da saúde financeira da empresa.

Especialistas da Renaissance Capital preveem que a Figma poderá captar até US$ 1.5 bilhão com essa oferta. Se concretizado, o IPO da Figma igualaria ou superaria a captação da CoreWeave, que também levantou US$ 1.5 bilhão, representando a maior oferta de tecnologia de 2025 até o momento. Existem vários fatores que indicam a capacidade da Figma de atingir essa meta ambiciosa.

Os dados financeiros da empresa, apresentados no documento S-1, demonstram um desempenho robusto. Em 2024, a Figma registrou uma receita de US$ 749 milhões, um aumento de 48% em relação a 2023. Esse crescimento continuou no primeiro trimestre de 2025, com uma expansão de 46% ano a ano. A receita acumulada nos últimos 12 meses atingiu US$ 821 milhões, com uma margem bruta de 91%.

No que tange à lucratividade, a Figma apresentou resultados mistos. A empresa obteve lucro em 2022, mas registrou uma perda de US$ 732 milhões em 2023. Essa perda foi atribuída principalmente a despesas não recorrentes relacionadas a um evento de compensação de ações para funcionários, onde a Figma emitiu 10.5 milhões de opções de ações para colaboradores elegíveis, com um preço de exercício de US$ 8.50 por ação. No quarto trimestre de 2024, a empresa voltou a apresentar lucro, mantendo essa tendência no primeiro trimestre de 2025.

A Figma avaliou sua dívida total como insignificante, declarando não possuir débitos. Contudo, essa informação pode ser atualizada no futuro, já que a empresa possui uma linha de crédito rotativo e pode ajustar seu endividamento conforme necessário.

Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a venda de ações por executivos ou investidores de capital de risco. Entre os principais investidores da empresa estão Index, Greylock, Kleiner Perkins e Sequoia. Em 2024, executivos participaram de uma oferta pública que permitiu aos funcionários resgatar ações. Dylan Field, cofundador, CEO e presidente da Figma, por exemplo, resgatou US$ 20 milhões em ações nessa operação.

O documento S-1 também revelou que Evan Wallace, cofundador que deixou a Figma em 2021, concedeu a Dylan Field plenos direitos de voto e controle sobre suas ações. O fundo familiar de Wallace detém cerca de um terço das ações Classe B com direitos de supervoto (15 votos por ação, segundo a Figma). No total, o S-1 indica que Field controla aproximadamente 75% dos direitos de voto antes do IPO.

O cenário das finanças para IPO da Figma se assemelha ao de empresas que atraem investidores tanto de Wall Street quanto do varejo. Um ponto de atenção é a ascensão de aplicativos de design e codificação baseados em inteligência artificial. Novas empresas como a Lovable estão direcionando seus esforços para o mercado da Figma e apresentando crescimento. A Figma, por sua vez, também possui sua própria linha de produtos de IA.

A Figma reconhece, no documento S-1, os riscos de não se destacar em uma indústria de IA cada vez mais competitiva. A empresa afirma que, apesar de ter feito e planejar continuar fazendo investimentos significativos para integrar IA, incluindo IA generativa, em sua plataforma, as tecnologias de IA evoluem rapidamente. Não há garantia de que seus produtos permanecerão competitivos à medida que novas tecnologias de IA forem desenvolvidas, adotadas e integradas em soluções de software.

As finanças para IPO e o futuro da Figma são promissores, mas a empresa precisa estar atenta ao avanço da inteligência artificial e à concorrência acirrada no mercado de design.

Via Startupi

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.