Ações Resilientes: XP Seleciona Seis Opções para Investir

XP destaca seções de ações que podem se valorizar mesmo com tarifas. Confira as melhores opções para investir!
10/07/2025 às 13:02 | Atualizado há 2 meses
Tarifas de Trump
A aversão a risco pesa no Ibovespa nesta quinta-feira após declarações do presidente. (Imagem/Reprodução: Moneytimes)

A aversão a risco tomou conta dos investidores, refletindo em uma quinta-feira negativa para o Ibovespa (IBOV). Esse cenário surge após o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, gerando apreensão no mercado. Analistas apontam para um impacto direto nas exportações, com efeitos indiretos no câmbio, inflação e investimentos estrangeiros.

No âmbito microeconômico, empresas como Embraer (EMBR3), WEG (WEGE3), Tupy (TUPY3), Mahle Metal Leve (LEVE3) e Randon (RAPT4) se destacam entre as mais expostas ao mercado norte-americano. Consequentemente, essas companhias podem sentir um impacto maior com as Tarifas de Trump. A XP Investimentos sugere que algumas ações podem atuar como proteção contra essas tarifas.

A XP elegeu um grupo de ações que podem se beneficiar, incluindo SLC Agrícola (SLCE3), BrasilAgro (AGRO3), Gerdau (GGBR4), Aura Minerals (AURA33), Unipar (UNIP6) e Rumo (RAIL3). Estrategistas da XP destacam que essa “cesta de tarifas dos EUA” já acumula uma valorização de 17,3%, superando o Ibovespa, que registrou um aumento de 9,6% desde a sua criação em abril.

Além das seis ações mencionadas, a XP avalia que a JBS (JBSS32) também pode se beneficiar das Tarifas de Trump. A empresa pode impulsionar os preços em suas operações de carne bovina nos EUA e na Austrália, embora o potencial de valorização seja difícil de quantificar neste momento. Caso o Brasil anuncie retaliações aos EUA, a Braskem (BRKM5) pode ser favorecida.

A Braskem pode ter um aumento nos preços e ganhar participação no mercado doméstico de resinas plásticas. Contudo, a empresa teria que ajustar sua cadeia de suprimentos para evitar impactos negativos sobre as importações de nafta, segundo relatório da XP. O governo brasileiro declarou que adotará medidas contra os EUA, conforme a Lei de Reciprocidade Econômica.

Os estrategistas da XP montaram a cesta contra as Tarifas de Trump com base nas perspectivas para cada setor. No agronegócio e transportes, a demanda chinesa por grãos pode migrar dos EUA para o Brasil, devido ao aumento da tensão comercial. Mineração e siderurgia têm exposição limitada às tarifas, cerca de 4% das receitas, e podem se beneficiar de preços mais altos do aço nos EUA.

A equipe da XP acredita que os maiores riscos decorrem dos efeitos das tarifas sobre o real e sobre a percepção de risco no geral. O setor de óleo e gás também pode se beneficiar de um dólar mais forte, atuando como um ponto positivo em meio às incertezas. As medidas de proteção e possíveis ganhos com as tarifas podem auxiliar investidores a mitigar os riscos.

Via Money Times

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.