Aberdeen e Templeton investem no Brasil durante tensões tarifárias

Conheça o movimento de Aberdeen e Templeton no Brasil em meio a disputas tarifárias que impactam o mercado.
11/07/2025 às 16:42 | Atualizado há 2 meses
Tarifas de Trump
Brasil se destaca como uma excelente oportunidade de investimento em mercados emergentes. (Imagem/Reprodução: Investnews)

Gestores de recursos como Aberdeen Group Plc e Franklin Templeton mostram otimismo em relação ao Brasil, acreditando que o país pode enfrentar as turbulências da guerra comercial de Tarifas de Trump. A economia brasileira, menos dependente dos EUA e mais ligada à China, pode amortecer os impactos das tarifas de 50%. Há também uma expectativa de que a situação entre Trump e Lula siga um padrão conhecido, com um choque inicial seguido de uma recuperação.

Greg Lesko, da Deltec Asset Management LLC, afirma que é cedo para grandes mudanças e que, mesmo com tarifas elevadas, não será o fim do mundo para o Brasil. O país se destaca como um dos melhores investimentos em mercados emergentes, impulsionado pela menor exposição aos EUA e pela desvalorização do dólar.

Apesar dos riscos de escalada na guerra comercial e das eleições brasileiras, o mercado demonstra sinais de estabilização. O real se recuperou após a queda inicial com o anúncio das tarifas, e as ações também mostraram resiliência. Chetan Sehgal, da Franklin Templeton, reforça que a menor dependência das exportações torna a economia brasileira mais resistente.

As exportações para os EUA representam apenas uma pequena parcela do PIB brasileiro, com foco em commodities como petróleo, ferro e café. O governo brasileiro busca diversificar seus mercados, mirando no Oriente Médio, Sul da Ásia e no Sul Global. Lula adotou um tom firme, afirmando que o Brasil pode sobreviver sem o comércio com os EUA e buscar outros parceiros.

Edwin Gutierrez, do Aberdeen Group Plc, considera a situação administrável, já que a China é um parceiro comercial muito mais relevante para o Brasil. Ele acredita que o impacto das Tarifas de Trump nas taxas brasileiras é limitado. A ameaça tarifária, no entanto, é complexa, já que o Brasil possui um déficit comercial com os EUA e as motivações de Trump parecem ter um componente político.

Ainda assim, instituições como UBS Wealth e Bradesco BBI mantêm uma visão otimista sobre as ações brasileiras, questionando a viabilidade das tarifas de 50%. Alguns analistas veem nas Tarifas de Trump uma oportunidade para Lula fortalecer o patriotismo e se posicionar como defensor da soberania nacional.

Os efeitos das tarifas podem se estender para além do Brasil, afetando outras moedas e ações de mercados emergentes. No entanto, o banco central brasileiro pode ter mais espaço para reduzir as taxas de juros caso a economia enfraqueça. Thierry Larose, da Vontobel, acredita que o pragmatismo prevalecerá e que quedas significativas podem representar boas oportunidades de investimento no Brasil.

Via InvestNews

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