A **Eneva**, empresa do setor elétrico, recebeu a aprovação do Ministério de Minas e Energia para antecipar o início dos contratos de reserva de térmicas. A medida permite que a companhia possa disponibilizar energia ao sistema em um momento importante, considerando o cenário de atrasos em leilões de reserva. A decisão envolve as usinas termelétricas Parnaíba IV, Gera Maranhão I e II, e Viana.
A usina Parnaíba IV, com capacidade instalada de 56 MW, teve 39 MW de sua capacidade vendidos no leilão de reserva de 2021. Inicialmente, a entrega dessa energia estava prevista para julho de 2026. Com a aprovação, a Eneva poderá antecipar a oferta de energia ao sistema, contribuindo para a segurança e a estabilidade do fornecimento.
Além da Parnaíba IV, as usinas termelétricas Gera Maranhão I e II e Viana também tiveram seus inícios antecipados. A usina Viana, com capacidade de 175 MW, terá início em 1º de agosto, enquanto as usinas Geramar I e II (332 MW) e Parnaíba IV (56 MW) iniciarão em 1º de outubro. Essa antecipação representa um incremento de receita para a Eneva.
A empresa estima um aumento de receita de aproximadamente R$ 136,3 milhões para a usina Viana, R$ 196,8 milhões para Geramar I e II, e R$ 29,1 milhões para Parnaíba IV, referentes às receitas fixas originalmente contratadas. Vale ressaltar que o vencimento dos contratos permanece inalterado, com data final em 1º de julho de 2041.
Adicionalmente, a Eneva efetuou o pagamento de uma parcela adicional de R$ 122,4 milhões relacionada à aquisição da Gera Maranhão, que detinha as usinas Geramar I e II, e ao acordo de associação que resultou na incorporação da Termelétrica Viana S.A., proprietária da usina Viana.
No contexto do acordo de associação, a Eneva emitirá cerca de 4,38 milhões de novas ações ordinárias em favor do BTG Pactual, em decorrência do exercício de bônus de subscrição aprovado em assembleia no ano anterior. Essas movimentações financeiras e operacionais reforçam o compromisso da Eneva com o setor elétrico e a busca por soluções energéticas eficientes.
Via InfoMoney