Por que ex-atleta e CEO prefere voar na classe econômica?

Descubra os motivos de um ex-atleta milionário que agora é CEO optar pela classe econômica em suas viagens.
13/07/2025 às 10:42 | Atualizado há 2 meses
CEO voa na econômica
Gastar não traz felicidade, afirma o bilionário Tom Beahon. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

No mundo dos esportes de alto nível, é comum vermos atletas e executivos desfilando em jatos particulares e vestindo roupas de grife. No entanto, Tom Beahon, ex-jogador de futebol e cofundador da marca de roupas esportivas Castore, com valor de mercado estimado em £950 milhões (US$ 1,29 bilhão), adota uma postura diferente e prefere economizar em suas despesas.

Apesar do sucesso financeiro, Beahon revelou em entrevista ao Financial Times que não se sente feliz gastando dinheiro. Ele evita comprar artigos de luxo, como relógios caros ou roupas de grife, e surpreende ao voar na classe econômica, mesmo em viagens longas como para a Austrália. Essa mentalidade frugal remonta aos seus primeiros anos como empreendedor, quando a Castore ainda estava começando.

Mentalidade de economia do CEO da Castore

A trajetória de Beahon no mundo dos negócios começou após o fim de sua carreira como jogador de futebol. Junto com seu irmão Philip, ele decidiu investir em um negócio de roupas esportivas. Para levantar capital, Tom trabalhou no Lloyds Bank enquanto Philip atuava na Deloitte. Em 2015, a Castore finalmente se tornou realidade, mas os recursos eram limitados.

Nos três primeiros anos, os irmãos Beahon, que atuavam como co-CEOs, se pagavam apenas £1.000 (US$ 1.355) por mês para garantir a saúde financeira da empresa. Tom chegou a voltar a morar com seus pais, enquanto a futura esposa de Philip o ajudava com o aluguel. Mesmo após a Castore atingir uma avaliação próxima a £1 bilhão em 2023, seus hábitos de vida simples permaneceram inalterados. Ele teme perder tudo se começar a gastar demais, sem ter uma rede de segurança para ampará-lo.

CEO voa na econômica e prefere investir nos pais

Apesar de sua própria frugalidade, Beahon não hesita em gastar dinheiro com seus pais. Ele gosta de presenteá-los com pacotes de férias e passagens na classe executiva, pois acredita que eles estão na fase de aproveitar a vida. Enquanto isso, ele se considera ainda na “fase de construção” de sua carreira, dedicando longas horas ao trabalho e não priorizando o lazer.

Beahon cresceu em uma família da classe trabalhadora no norte da Inglaterra, com recursos financeiros limitados. Ele recorda que sua família não viajava nas férias e que outras pessoas tinham mais do que ele. Essa experiência o moldou e o tornou consciente em relação ao dinheiro, uma característica que ele carrega consigo na gestão da Castore.

Origens humildes e a busca por segurança financeira

Ao iniciar a Castore, Beahon percebeu que sua realidade era diferente da de muitos outros empreendedores, que contavam com uma rede de segurança financeira. Seus pais, uma professora e um trabalhador da construção civil, fizeram um grande sacrifício ao hipotecar a casa para investir em seu negócio. Essa determinação e o desejo de proporcionar segurança à sua família foram os principais motivadores de Beahon no mundo dos negócios.

A história de Tom Beahon demonstra que o sucesso financeiro não precisa estar atrelado a um estilo de vida extravagante. Sua mentalidade de economia e sua preocupação em garantir a segurança financeira de sua família são exemplos inspiradores para outros empreendedores. Ele provou que é possível construir um negócio bilionário sem abrir mão de seus valores e de sua humildade.

Via InfoMoney

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