Fraude de compras online fake é a mais comum no Brasil

Pesquisas revelam que golpes em lojas virtuais são os mais frequentes no Brasil.
17/07/2025 às 12:03 | Atualizado há 1 mês
Golpe da loja online
Esquema dominante em quase todos os estados, DF é o mais afetado por fraudes online. (Imagem/Reprodução: G1)

No cenário atual do comércio eletrônico no Brasil, o golpe da loja online falsa se destaca como a fraude mais prevalente, afetando a maioria dos estados. Uma pesquisa recente da plataforma SOS Golpe, em colaboração com a CloudWalk, revela que essa prática ilícita lidera as denúncias de fraudes digitais no país.

O levantamento, que analisou aproximadamente 11.800 denúncias registradas na plataforma SOS Golpe entre janeiro e maio de 2025, indica que 45,1% dos casos estão relacionados a fraudes em compras online, totalizando 5.300 ocorrências. Os 54,9% restantes abrangem outros tipos de golpes digitais que não envolvem compras.

O Distrito Federal lidera o ranking nacional de fraudes digitais e também o de golpes da loja online falsa. Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná figuram logo em seguida como os estados onde os consumidores mais frequentemente são vítimas desse tipo de fraude.

O golpe da loja online falsa funciona da seguinte forma: a vítima é atraída por promoções tentadoras, geralmente encontradas nas redes sociais, e efetua a compra em um site desconhecido, mas que aparenta ser confiável. O pagamento é realizado via PIX, mas o e-mail de confirmação nunca chega, e a loja desaparece, resultando em uma perda média de R$ 740 para o consumidor.

Marcia Netto, presidente da Silverguard, responsável pela SOS Golpe, explica que esse golpe se destaca pela alta incidência em quase todos os estados brasileiros. Ele explora a sensação de estar aproveitando um grande negócio, quando na realidade o produto nunca será entregue ao comprador.

Outros golpes virtuais comuns no Brasil incluem o da empresa clonada e o do vendedor de itens usados. No golpe da empresa clonada, criminosos copiam lojas online oficiais para enganar as vítimas e receber pagamentos. Um exemplo notório ocorreu em 2023, com um site falso que vendia ingressos para os shows da Taylor Swift no Brasil, imitando a página da T4F e aceitando apenas PIX. A perda média nesse tipo de fraude é de R$ 520.

Já o golpe do vendedor de itens usados envolve a invasão de contas no Instagram, onde os golpistas oferecem produtos inexistentes aos seguidores da vítima. A perda média nesse caso é significativamente maior, chegando a R$ 1.810.

É importante notar que o golpe do vendedor de itens usados é o mais comum em Roraima, enquanto o da empresa clonada lidera no Acre, sendo os únicos estados onde o golpe da loja online falsa não ocupa a primeira posição.

Para se proteger do golpe da loja online, fique atento a ofertas com preços muito abaixo do mercado, verifique o endereço URL do site, buscando por extensões suspeitas como “.top” ou “.xyz”, e pesquise a reputação da empresa em plataformas como Reclame Aqui e Google. Evite realizar pagamentos em redes Wi-Fi públicas e fora dos canais oficiais da loja.

As redes sociais são ferramentas cruciais para os golpistas, que pagam por anúncios nas plataformas para alcançar um número maior de vítimas. Em junho, foi revelado um novo golpe no Instagram, onde perfis de empresas reais são copiados para divulgar promoções falsas e desviar o dinheiro dos compradores.

Yasmin Curzi, pesquisadora do Karsh Institute of Democracy da Universidade de Virgínia (EUA), ressalta a profissionalização dos golpistas, que utilizam CNPJs de fachada e se aproveitam das ferramentas das redes sociais e das falhas na detecção para aplicar fraudes. Ela defende uma atuação mais firme dos órgãos de proteção ao consumidor, como o Procon e o Senacon.

Via G1

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.