A Electrolux, gigante dos eletrodomésticos, viu seus resultados do segundo trimestre ficarem abaixo do esperado, impactados pela fraca demanda na Europa. O desempenho abaixo do esperado no mercado europeu provocou uma queda de 16% no valor de suas ações, elevando a perda acumulada no ano para 34%.
O lucro operacional da empresa sueca, detentora de marcas renomadas como Frigidaire e AEG, alcançou 797 milhões de coroas suecas (aproximadamente US$ 82 milhões). Esse resultado foi impulsionado pelo crescimento orgânico de 2% nas vendas na América do Norte. Em comparação com o ano anterior, quando o lucro foi de 419 milhões de coroas, houve um avanço.
Desconsiderando um ganho único de 180 milhões de coroas proveniente da venda de uma marca registrada na Índia, o lucro ficou abaixo da projeção de 710 milhões de coroas, conforme uma pesquisa fornecida pela própria Electrolux. As margens da empresa foram impactadas pela demanda na Europa.
A direção da Electrolux informou que suas principais marcas continuaram a superar o desempenho do mercado europeu, mas a demanda geral do mercado diminuiu devido ao aumento da concorrência. O presidente-executivo, Yannick Fierling, comentou que a Europa tem sido um mercado desafiador, com níveis de preços muito agressivos e um mercado especialmente deprimido e difícil.
Apesar de alguns sinais de melhora no mercado europeu no final do período, Fierling ponderou que é cedo para prever se essa tendência continuará no terceiro trimestre. A diretora financeira da Electrolux, Therese Friberg, acrescentou que a melhora foi observada nos volumes, enquanto os preços permaneceram sob pressão.
Tanto na Europa quanto na América do Norte, a demanda foi afetada pela incerteza geopolítica, com os consumidores optando por produtos mais acessíveis. Este cenário de cautela impactou as escolhas dos consumidores, refletindo-se nos resultados da Electrolux.
O desempenho da Electrolux reflete um momento de desafios no mercado europeu, com a concorrência acirrada e a incerteza geopolítica influenciando as decisões de compra dos consumidores. A empresa segue atenta às dinâmicas do mercado, buscando estratégias para fortalecer sua posição e atender às necessidades dos consumidores em um ambiente de mudanças constantes.
Via InvestNews