Atenção: **COP30 em Belém** é vista como uma chance de ouro para o Brasil se firmar como líder na economia verde global. O governador do Pará, Helder Barbalho, ressaltou durante a Expert XP que o evento é uma oportunidade de propor soluções sustentáveis com impacto mundial e colocar o país no centro das discussões climáticas.
A ideia é que a COP30 em Belém deixe um legado importante: o primeiro centro de bioeconomia da Amazônia, nos moldes do Vale do Silício. O objetivo é transformar a região em um polo de inovação ambiental, impulsionando a biotecnologia na floresta e usando os recursos naturais como trunfo para a sustentabilidade e a economia verde.
Helder Barbalho enfatizou que a proposta é enxergar as riquezas naturais da Amazônia como ativos econômicos viáveis, e não apenas como áreas de preservação. Ele lembra que a floresta abriga cerca de 30 milhões de brasileiros e que é preciso criar soluções que envolvam essas pessoas e valorizem a floresta em pé, através da bioeconomia, do mercado de carbono e de práticas sustentáveis.
O governador defende que preservar a floresta pode ser um negócio rentável. A emissão de créditos de carbono, o rastreamento de produtos agrícolas e pecuários, e a recuperação de áreas degradadas são ações que podem gerar valor e retorno financeiro, unindo a preservação ambiental ao desenvolvimento econômico.
Com a expectativa de receber entre 50 mil e 60 mil visitantes de 196 países, a COP30 em Belém se apresenta como o maior evento diplomático já realizado na Amazônia. Barbalho reforça que a importância do evento vai além das questões ambientais, impactando negócios, geopolítica e a vida de cada cidadão. As decisões tomadas em Belém terão um impacto direto no futuro das próximas gerações.
O governador fez um convite para que o setor privado e a sociedade se unam nessa empreitada. Ele acredita que o Brasil precisa aproveitar essa oportunidade para mostrar ao mundo seu potencial e que a riqueza da floresta pode ser um caminho para cuidar do planeta e das pessoas que vivem nela.
Via InfoMoney