O hidrogênio, o elemento mais abundante do universo, apresenta-se como uma alternativa promissora aos combustíveis fósseis, queimando de forma limpa e produzindo água como subproduto. No entanto, apesar de seu potencial para reduzir emissões, o uso generalizado do produção de hidrogênio como combustível ainda não se concretizou, levantando questões sobre os obstáculos que impedem sua popularização.
Um dos principais entraves para a adoção do hidrogênio como combustível reside no processo de sua fabricação. Os métodos atuais de produção de hidrogênio geram emissões significativas, comprometendo seu status de combustível limpo. A Agência Internacional de Energia (IEA) aponta que, para cada tonelada de hidrogênio puro produzida, são liberadas de 9 a 12 toneladas de dióxido de carbono (CO²).
A maior parte do hidrogênio utilizado hoje é do tipo “cinza”, obtido através da quebra do gás natural em altas temperaturas. Esse processo é altamente poluente, liberando cerca de 12 kg de CO² para cada 1 kg de hidrogênio produzido. Uma alternativa, o hidrogênio azul, utiliza o mesmo processo, mas adiciona tecnologia de captura de carbono para reter parte das emissões, ainda assim, sua produção de hidrogênio gera de 3 kg a 5 kg de CO² por kg do combustível.
Diante desse cenário, pesquisadores buscam desenvolver métodos mais sustentáveis para a produção de hidrogênio puro. O hidrogênio verde surge como uma alternativa promissora, utilizando fontes de energia limpas e renováveis, como a solar e a eólica, para reduzir drasticamente as emissões. Esse processo gera no máximo 1 kg de CO² por kg de hidrogênio produzido.
Apesar de suas vantagens, o hidrogênio verde enfrenta desafios, como o alto custo dos eletrolisadores, equipamentos necessários para separar o gás da água, e a dependência de fontes de energia intermitentes. A superação desses obstáculos é crucial para aumentar a oferta de hidrogênio verde e expandir seus benefícios para além do setor automotivo, alcançando indústrias e o setor de viagens aéreas.
Via TecMundo