A venda de ações da Usiminas, pertencente à CSN de Benjamin Steinbruch, movimentou R$ 263 milhões. A transação, efetuada na última quinta-feira, reduziu a participação da CSN na Usiminas de 12,91% para 7,92%. A compradora foi a Globe Investimentos, parte do grupo da família Batista, que também controla a JBS.
Fontes indicam que a aquisição da Globe Investimentos tem caráter estritamente financeiro. A empresa, utilizada pela família Batista para diversificar seus investimentos, não pretende influenciar a gestão da Usiminas ou promover mudanças no setor de aço. A J&F, proprietária da mineradora Lhg Mining, despertou a curiosidade do mercado com essa movimentação.
A venda acontece em um momento de pressão do Cade e da Justiça sobre a CSN. O objetivo é que a empresa cumpra uma decisão de 2014, que limita sua participação na Usiminas a menos de 5%. Para Steinbruch, a venda pode ajudar a aliviar essa pressão regulatória.
Essa movimentação é apenas o capítulo mais recente de uma disputa que começou em 2011. Na época, a CSN iniciou a compra de ações da Usiminas, o que gerou tensão com o bloco de controle formado pela Ternium e pela Nippon Steel.
O conflito se estendeu para assembleias, tribunais e para o Cade, que determinou a redução da participação da CSN. No centro dessa disputa está o direito de tag along, que garante aos minoritários o mesmo tratamento do controlador em caso de mudança de controle.
A CSN alega que a entrada da Ternium na Usiminas em 2011 configurou uma troca de controle disfarçada. Esse caso passou por diversas instâncias judiciais e pode gerar indenizações bilionárias, alertando o mercado sobre operações envolvendo empresas do mesmo bloco de controle.
Via InvestNews