O encontro agendado entre Fernando Haddad e Scott Bessent para discutir as Tarifas de Trump foi cancelado. A reunião, que ocorreria por telefone, era aguardada como uma oportunidade de restabelecer a comunicação entre Brasil e Estados Unidos, mas não se concretizou.
Especialistas alertam que, apesar do cancelamento, é essencial manter o diálogo aberto. Otaviano Canuto afirma que a reunião poderia ter iniciado uma nova agenda de negociações e que alternativas à política comercial de Trump precisam ser discutidas.
Os setores exportadores, como café e frutas, estavam otimistas sobre as possíveis isenções das tarifas. Com a alta tarifa de 50%, o Brasil enfrenta desafios competitivos, especialmente em relação ao México, que não sofre com essas taxas.
O encontro agendado entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, para discutir as Tarifas de Trump Brasil, foi cancelado. A reunião, que ocorreria por telefone, era vista como um primeiro passo para restabelecer a comunicação entre os países, interrompida após a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros. Apesar do cancelamento, especialistas acreditam na importância de manter aberto o diálogo para futuras negociações.
Otaviano Canuto, ex-dirigente do Banco Mundial e do FMI, ressaltou que a reunião, mesmo sem resultados imediatos, poderia iniciar uma nova agenda de negociação. A expectativa era que Bessent informasse que a política comercial é definida pela Casa Branca, mas que existiria a possibilidade de discutir alternativas diferentes das propostas por Trump. Setores exportadores brasileiros estão particularmente interessados em tarifas diferenciadas.
Após a implementação de tarifas de 50% por Donald Trump sobre produtos brasileiros, alguns setores, como os de café, frutas e carnes, ficaram de fora da lista de exceções e pressionam por um acordo. Marcos Matos, do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), esperava que o diálogo entre Haddad e Bessent incluísse o café na lista de isenções, buscando condições similares às de outros países.
O Brasil, maior produtor global de café, tem capacidade para atender à crescente demanda dos EUA. No entanto, a tarifa de 50% coloca o país em desvantagem competitiva, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (ABICS). Aguinaldo Lima, da Abics, compara a situação com a do México, principal concorrente, que pode comercializar sem tarifas, enquanto o café solúvel brasileiro seria o mais penalizado.
A conversa entre os representantes dos governos não constava na agenda oficial do ministro, mas Haddad havia confirmado o encontro na semana anterior, após receber um e-mail dos norte-americanos. A reunião seria remota e, dependendo do desenvolvimento, poderia evoluir para um encontro presencial, visando um entendimento entre os dois países sobre as Tarifas de Trump Brasil.
Apesar do revés com o cancelamento da reunião, a busca por um diálogo construtivo permanece essencial para mitigar os impactos das tarifas e fortalecer as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. O governo brasileiro segue atento às demandas dos setores exportadores e busca alternativas para garantir a competitividade dos produtos nacionais no mercado americano, em meio às Tarifas de Trump Brasil.
Via InfoMoney